terça, 26 de maio de 2020
06/03/2020 15:18

Apesar de Covid-19, eventos mantêm programação no Brasil

Intermodal, por exemplo, acontecerá ainda este mês em São Paulo, apesar de alguns cancelamentos de multinacionais e a Revista Portuária - Economia e Negócios estará presente!

Apesar do cancelamento de eventos internacionais como o MipTV, anunciado esta semana, o mercado brasileiro ainda não foi afetado significativamente pela epidemia do coronavírus. Entidades do setor apontam certa histeria em torno do assunto no País, já que no território nacional ainda não há uma quantidade significativa de casos da doença. Alguns eventos como a Intermodal, que reúne o setor de transporte e logística e acontecerá entre os dias 17 e 19 de março em São Paulo, tiveram sim baixa de participantes. Mas a feira será realizada, com crescimento em relação ao ano passado e a expectativa da participação de 40 mil pessoas, informam os organizadores.

“Há um pouco de exagero, uma histeria desproporcional. Se trata de uma gripe, como o próprio infectologista David Uip comentou em vídeo divulgado pela Associação de Marketing Promocional (Ampro). A letalidade se dá em grupos de risco, de pessoas acima de 60 anos e com algum comprometimento das vias respiratórias. Em nossos eventos, este grupo talvez seja de menos de 2%”, cita Marco Basso, presidente da Informa Markets Brasil, organizadora da Intermodal.

A feira ocupará três pavilhões do São Paulo Expo, em uma área de 40 mil m2. “Movimentamos um setor muito importante, trabalhamos com responsabilidade para entregar toda segurança possível. Somos responsáveis com a economia e não podemos ser negligentes e postergar ou adiar o evento”, diz. Ele observa que, no metrô de São Paulo, por exemplo, circula um número muito maior de pessoas diariamente, do que em um evento como a Intermodal. “Se fôssemos ter problemas seria com todas as aglomerações, seja o metrô, carnaval, jogos de futebol ou shows de música”, cita.  Apesar disso, Basso reconhece que cancelamentos foram registrados, mas por parte de empresas multinacionais com sede na Europa e Ásia. “Foram decisões da matriz que, na minha opinião, são um pouco descontroladas”, avalia.

O vídeo citado pelo organizador da Intermodal e que pode ser conferido ao final da reportagem, foi divulgado pela Ampro esta semana. Nele, o infectologista David Uip é entrevistado pelo presidente da entidade, Alexis Thuller Pagliarini, e afirma não ver motivos para alarde neste momento. Em entrevista ao Meio & Mensagem, Alexis disse que acredita que a tendência é que se dramatize a situação. “Com muita serenidade, analisando o que é o coronavírus e como está acontecendo no Brasil, não deveria haver nenhuma maior preocupação”, defende. Em sua opinião, hoje não há motivo para cancelar qualquer evento no País. “As pessoas estão andando de metrô, frequentando repartições públicas, circulando normalmente, se aglomerando”, observa.

Damien Timperio, ceo da GL events no Brasil, também não vê impactos da epidemia no cenário nacional até o momento. “A companhia acompanha atentamente os desdobramentos relacionados ao coronavírus e segue as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde. Unir as pessoas é o core business da GL events e, por isso, a maior preocupação é com o bem-estar dos funcionários, parceiros e do público presente nos espaços para eventos geridos pela empresa e eventos promovidos no Brasil”, disse em um comunicado.

Fazendo coro com os outros representantes do mercado de eventos brasileiro, Paulo Cesar Ferreira, vp executivo da SRCOM, também não registrou impactos até agora no país. “O que tivemos foram algumas alterações na data de eventos com participantes internacionais”, cita. Mas, para ele, ainda é tudo muito novo e, por enquanto, não existe nenhuma restrição do Ministério da Saúde ou qualquer outra instituição governamental ou do setor. Este ano a SRCOM realizará em julho o Congresso Mundial de Arquitetos, no Rio de Janeiro. “Seguimos monitorando o desenrolar da situação, mas o planejamento continua intacto. É um evento muito importante para o Rio de Janeiro e para o Brasil. Esperamos que tudo se resolva o mais rápido possível”, diz.

 




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