sábado, 05 de dezembro de 2020
06/03/2020 10:26

Navios com importações da China chegam ao Brasil com ocupação até 35% abaixo da capacidade

De acordo com o levantamento da consultoria Solve Shipping na semana entre os dias 24 e 29 de fevereiro, em duas das quatro viagens programadas, os navios deixaram a China carregando 66% e 65% da sua capacidade

Começaram ao Brasil nesta quarta-feira (4) os primeiros navios de contêineres carregados com importações chinesas desde o início do agravamento da crise do coronavírus.

As embarcações deixaram a China após o fim do Ano Novo chinês, quando muitas empresas não chegaram a retomar suas atividades. Entre elas, indústrias, transportadoras e operadoras de terminais portuários. Os navios porta-contêineres que deixaram a China a partir da sétima semana do ano estão reportando menor nível de utilização de sua capacidade, com uma queda de até 35% no volume de produtos.

De acordo com o levantamento da consultoria Solve Shipping realizado para a Globonews, na semana entre os dias 24 e 29 de fevereiro, em duas das quatro viagens programadas, os navios deixaram a China carregando 66% e 65% da sua capacidade. Uma terceira viagem foi cancelada e a última saiu com 79%. Apesar do cenário de redução, na semana seguinte o volume médio de carregamento dos navios voltou a subir. Passou de 70% para 81%.

Cancelamento de viagens

Além de estarem menos carregadas, as embarcações estão saindo em menor número. Em um período de 7 semanas após o Ano Novo chinês, foram canceladas 9 de 28 viagens planejadas da Ásia com destino ao Brasil. A viagem de ida e volta à Ásia dura entre 77 e 91 dias.

Desde o início de 2020, já foram cancelados ao menos 160 viagens de navios provenientes da China com exportações para outros países do mundo.

De acordo com o consultor de comércio exterior responsável pelo levantamento, Leandro Carelli Barreto, a crise provocada pelo surto coronavírus começou bem no momento em que o comércio entre Brasil e China se intensifica, seja nas importações com o reaquecimento do PIB brasileiro, ou nas exportações com a demanda adicional de carnes dos chineses em decorrência da peste suína que dizimou mais de 40% do rebanho daquele país. Segundo o consultor, as empresas armadoras que trazem navios com apenas 70% e sua capacidade estão tendo prejuízos que dificilmente serão recuperados ao longo do ano.

A rota marítima de comércio internacional Brasil-Ásia, feito em contêineres, é operada por 12 empresas armadoras e estão agrupadas em quatro. São 49 navios nessa rota, cada um com capacidade média de transportar 8.300 contêineres.

As principais cargas de importadas em contêiner são produtos químicos; roupas e tecidos; máquinas e equipamentos; eletroeletrônicos; auto partes e pneus. Já entre as exportações brasileiras em contêiner estão as carnes, celulose, madeira, algodão, couro etc. As exportações das commodities brasileiras para a China, como minério de ferro e soja, são por meio de navios que transportam cargas soltas. Fonte: G1




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