domingo, 31 de maio de 2020
02/03/2020 08:33

Imagens de aplicativo mostram percurso do Stellar Banner até encalhe

O plano de mergulho, que visa mensurar a extensão dos danos ocorridos na altura dos tanques de lastro na proa do navio, elaborado pela empresa contratada “Starnort”, foi aprovado no sábado (29)

Imagens geradas em aplicativos de monitoramento do tráfego marítimo mostram o percurso percorrido pelo navio MV Stellar Banner do terminal de Ponta da Madeira (MA) até o encalhe a 100 quilômetros da costa de São Luís, no começo da semana passada. O vídeo indica que o navio teria saído do canal, porém os motivos do incidente ainda são desconhecidos. A Marinha informou que estão sendo coletados dados para o inquérito administrativo, no intuito de apurar causas, circunstâncias e responsabilidades do incidente. Sobre o navio ter saído do canal, a Polaris Shipping, proprietária e operadora do navio, disse que é preciso aguardar a conclusão das investigações. A empresa confirmou que o incidente ocorreu em área em que a praticagem é facultativa.

stellar-banner-trajeto.jpegAgentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não observaram sinais de óleo durante sobrevoo realizado na manhã de sábado (29/02) no local onde a embarcação Stellar Banner permanece encalhada. Tripulantes do sobrevoo anterior, realizado na sexta-feira (28), já haviam apontado redução significativa do volume de óleo presente na superfície do mar ao redor da embarcação em razão de chuva na região.

Dos 333 litros de poluente estimados a partir do primeiro monitoramento realizado pela aeronave Poseidon, apenas oito litros continuavam no local e foram detectados por apenas um dos sensores de bordo. O órgão ambiental informou que barreiras de contenção estão de prontidão no local para funcionar como instrumento de apoio em caso de vazamento. "As equipes de resposta à emergência se preparam para a transferência do óleo combustível armazenado nos tanques do navio Stellar Banner para outras embarcações", avisou o Ibama.

No sábado (29), após a 4ª reunião do grupo de trabalho, a Marinha informou que não havia vazamento de óleo ou minério do navio e que barreiras de contenção foram lançadas, preventivamente, na área do encalhe. Além da autoridade marítima e do Ibama, participaram representantes da Capitania dos Portos do Maranhão (CPMA), da Vale, Ardent Global, gerência ambiental do Porto do Itaqui e agentes marítimos. A empresa responsável pelo destanqueio para retirada de todo o combustível do Stellar Banner está em fase de planejamento. Dois navios especializados em recuperação de derramamento de óleo (C-Sailor e C-Atlas) e quatro rebocadores de apoio, contratados pela Vale, estão na área de ação.

O plano de mergulho, que visa mensurar a extensão dos danos ocorridos na altura dos tanques de lastro na proa do navio, elaborado pela empresa contratada “Starnort”, foi aprovado no sábado (29). Equipes de mergulho encontram-se no local, a bordo de rebocadores. Na manhã do mesmo dia, foi realizado um novo sobrevoo com a aeronave da MB UH-15 na área onde o navio mercante encontra-se encalhado para monitorar e avaliar as ações em andamento e, segundo a Marinha, a situação permanecia estável. O navio de apoio oceânico Iguatemi permanece na área do encalhe para ações de monitoramento e prevenção, além de recolher dados e amostras de água que irão compor o inquérito administrativo sobre o acidente. À noite estava prevista a chegada do navio hidroceanográfico Garnier Sampaio à área para incrementar o apoio. om informações da Portos e Navios




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