domingo, 31 de maio de 2020
13/02/2020 05:57

Caminhoneiros fecham a entrada do Porto e APM Terminals analisa propostas da categoria

A grande reclamação é a morosidade das operações na área primária

Os motoristas autônomos que operam no Porto e Itajaí cumpriram a promessa e fecharam o acesso ao gate principal da operadora APM Terminals Itajaí na tarde de ontem. A mobilização foi feita em protesto contra a demora no processo de entrada e liberação de contêineres [que em muitos casos chega a seis horas] o que traz prejuízo aos motoristas, que recebem por frete. O problema teria agravado porque o terminal teve baixa nas empilhadeiras, que organizam os contêineres.

Em reunião com a diretoria da APM, além do elevado tempo de espera, que foi a tônica do movimento, os condutores autônomos reclamam da demora nos atendimentos por parte dos operadores. As queixas vão do mau tratamento ou tratamento discriminatório que os motoristas recebem dos operadores [contratados pela APM Terminals], da falta de sinalização das praças, da priorização de caminhões de nove eixos [em detrimento aos de sete], ao uso de aparelhos celulares pelos funcionários da empresa durante as operações, o que acaba gerando transtornos. Inclusive, segundo os manifestantes, o uso destes aparelhos em horário de operação é proibido na maioria dos portos do planta.

Os condutores também apresentaram uma serie de sugestões e mudanças que englobam a forma e agendamento de acesso ao terminal, pagamento do horário excedido a duas horas de espera, revisão dos preços do guincho, entre outras mudanças que, segundo eles, são cruciais para o bom andamento dos trabalhos. Reclamaram ainda das operações de navios de passageiros no cais comercial, o que acaba impactando nas operações dentro da área primária.

A diretoria da APM Terminals se comprometeu de antemão a resolver os problemas com o déficit de equipamentos, passando de 10 para 12 o número de empilhadeiras reach staker, realizar o treinamento dos operadores, a integração dos dois gates e a criação de um canal de comunicação dos motoristas com a empresa, para reclamações e denúncias. Com relação Às demais reclamações a empresa prometeu analisar minunciosamente e agendou uma próxima reunião com os representantes da categoria para o dia 21 de fevereiro.

O movimento não foi organizado por sindicatos ou associações de classe e sim encabeçado por caminhoneiros autônomos




Últimas Notícias

Notícias

© Copyright 2000-2014 Editora Bittencourt