sábado, 30 de maio de 2020
31/01/2020 08:56

Operação de desdocagem da P-70 é concluída no Rio

A P-70 será conduzida com a ajuda dos práticos até as proximidades da Ponta do Gragoatá, também em Niterói, onde ficará fundeada até receber as autorizações necessárias antes de seguir para o campo de Atapu, no pré-sal da Bacia de Santos

A desdocagem da P-70 na Baía de Guanabara foi concluída na manhã desta quinta-feira (30). A operação, que durou cerca de seis horas, ocorreu sem qualquer incidente, segundo relato da praticagem do Rio de Janeiro. A faina também contou com apoio de profissionais da Petrobras e da Boskalis, da Marinha e da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ). A unidade, construída na China e que chegou ao Rio no último dia 24, ficará fundeada até o deslocamento para a Bacia de Santos.

A P-70 foi transportada até o Rio de Janeiro através do sistema de transporte seco (dry tow) pelo navio holandês semissubmersível Boka Vanguard. A plataforma, que pesa 78 mil toneladas – mesmo peso de 220 Boeings modelo 747. A praticagem local destacou que, durante toda a manobra, considerada delicada, um prático ficou no Boka Vanguard mantendo a posição do navio enquanto outros dois profissionais na P-70 conduziram a sua retirada da embarcação.

Boka Vanguard foi lastreado até atingir 28,4m de profundidade, numa ação de afundamento controlada, possível através do enchimento de tanques do navio com água da Baía. Quando atingiu a profundidade, a plataforma passou a flutuar, sendo movimentada com o apoio de quatro rebocadores. Outros dois rebocadores foram utilizados para manter o Boka Vanguard em posição na área de desdocagem, na altura da Ponta da Armação, em Niterói. 

A P-70 será conduzida com a ajuda dos práticos até as proximidades da Ponta do Gragoatá, também em Niterói, onde ficará fundeada até receber as autorizações necessárias antes de seguir para o campo de Atapu, no pré-sal da Bacia de Santos. A unidade deixou o estaleiro da COOEC em Qingdao, China, no dia 9 de dezembro. O transporte da plataforma em navio semissubmersível, em vez do uso de rebocadores oceânicos, reduziu em 40 dias a viagem até o Brasil.

A plataforma que pode ser vista hoje na Baía de Guanabara tem capacidade, segundo a Petrobras, para produzir 150 mil barris de óleo e seis milhões de metros cúbicos de gás por dia. A unidade deve entrar em operação ainda neste semestre. A manobra da estrutura também contará com a participação de outros agentes, como as autoridades marítima e portuária, além da própria Petrobras. om informações da Portos e Navios




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