terça, 29 de setembro de 2020
22/11/2019 07:54

Maersk Line alerta para desaceleração da economia global

Nas Américas, as atividades de reboque cresceram tanto em volume quanto em participação no Brasil, enquanto na Argentina houve queda, segundo o relatório trimestral da empresa.

O conglomerado de logística dinamarquesa A.P. Moller-Maersk, controlador da armadora Maersk Line, registrou avanço de 32% no lucro líquido, saltando de US$ 344 milhões para US$ 506 milhões no terceiro trimestre de 2019. O resultado superou a previsão de analistas e do próprio mercado da navegação, que estimavam algo em torno de US$ 359 milhões. Os ganhos significativos da empresa [maior armador do planeta] podem ser creditados aos menores preços do combustível. No entanto, o crescimento no mercado de contêineres está desacelerando mais rapidamente do que o estimado, devido ao enfraquecimento das economias globais e às crescentes restrições comerciais. O crescimento do comércio global de contêineres diminuiu para cerca de 1,5% no terceira trimestre, contra 2% no segundo trimestre.

Embora a receita do período tenha caído 0,9%, para US$ 10,1 bilhões, a lucratividade da companhia continuou melhorando, fazendo o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização [Ebitda, na sigla em inglês]. Cresceu 14% no período compreendido entre os meses de julho a setembro, ante igual período do ano anterior. Passou para US$ 1,7 bilhão e reflete em uma margem Ebitda maior, que subiu de 14,3% para 16,5% no período analisado.

Nos serviços de transporte terrestre de contêineres e de reboque, segundo a empresa, o Brasil teve bom desempenho. A receita de serviços de transporte terrestre passou de US$ 147 milhões para US$ 149 milhões, impulsionada pelas operações no Brasil, na Tunísia, na Espanha, na Colômbia e no Equador. No entanto, a melhora nesses países foi parcialmente anulada pela queda de receita no Chile, na Alemanha, na Costa Rica, na Índia e no Peru.

Nas Américas, as atividades de reboque cresceram tanto em volume quanto em participação no Brasil, enquanto na Argentina houve queda, segundo o relatório trimestral da empresa.

Guerra comercial

Embora aposte em um crescimento orgânico menor de contêineres transportado, a empresa calcula que as tarifas comerciais tenham impacto negativo de até 1% na quantidade de contêineres transportada em 2020. A Maersk ainda mantém a perspectiva de Ebitda entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,8 bilhões para 2019. O intervalo já havia sido elevado pela empresa no último mês. “Continuaremos nosso foco na lucratividade e no fluxo de caixa livre no quarto trimestre e em 2020”, afirma o presidente da companhia, Soren Skou.




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