domingo, 26 de maio de 2019
18/02/2019 08:50

China isenta de taxas 14 empresas do Brasil que exportam carne de frango

As isenções ocorrem após meses de negociações entre produtores brasileiros de carne de frango e a China, enquanto o Brasil buscava resolver uma questão antidumping lançada em agosto de 2017.

 China isentará 14 empresas brasileiras, incluindo a BRF e a JBS, das tarifas antidumping sobre as importações de produtos de frango, desde que as vendas sejam feitas acima de um preço mínimo não divulgado.

As isenções ocorrem após meses de negociações entre produtores brasileiros de carne de frango e a China, enquanto o Brasil buscava resolver uma questão antidumping lançada em agosto de 2017.

O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango e o maior fornecedor estrangeiro para a China.

Uma determinação preliminar em junho do ano passado colocou impostos entre 18,8% e 38,4% sobre todas as importações chinesas de frangos de corte brasileiros.

Sob uma decisão final emitida pelo Ministério do Comércio nesta sexta-feira (15), Pequim manterá tarifas entre 17,8% e 32,4%, a partir de 17 de fevereiro, por cinco anos.

No entanto, uma lista de empresas será excluída das tarifas como parte de um "compromisso de preço" acordado entre os dois lados, e divulgado pela Reuters no mês passado. O acordo estabeleceu preços mínimos para as vendas para a China, mas esses não foram publicadas nesta sexta.

A decisão veio depois que os preços chineses da carne de frango atingiram níveis recordes de 11,2 iuanes (US$ 1,65) por kg no final do ano passado, devido ao aumento da oferta doméstica.

A China baniu as importações de aves reprodutoras de muitos fornecedores importantes por causa de surtos de gripe aviária, prejudicando a produção doméstica. O país é o segundo maior produtor e consumidor de frango do mundo.

A demanda por carne de frango também parece ter aumentado após os surtos de peste suína africana.

Apesar dos resultados preliminares da investigação antidumping, as exportações brasileiras de frango para a China devem apresentar alta de cerca de 10% em 2018 em relação ao ano anterior.

Mas a concorrência está aumentando, com a China no ano passado abrindo seu mercado para as importações da Rússia e suspendendo uma proibição de anos sobre a Tailândia.

"Se o mercado cair e houver uma concorrência mais forte, alguns produtos de baixo preço não entrarão no mercado", disse uma fonte do setor familiarizada com os preços acordados.

A fonte recusou-se a ser identificada devido à sensibilidade do assunto.

O Brasil exporta principalmente pés, pernas e asas de frango para a China, produtos que estão com demanda em alta e escassos no mercado interno.




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