domingo, 16 de dezembro de 2018
23/11/2018 16:38

Segue incerto o futuro da pesca da tainha em 2019

Na reunião realizada nesta semana em Brasília, representantes de pescadores e armadores não aceitaram a proposta do Ministério do Meio Ambiente em reduzir a cota praticamente pela metade

A exemplo do que ocorre nos últimos anos, a safra da tainha ainda é repleta de incertezas. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Pesca de Santa Catarina (Sitrapesca) Henrique Pereira, voltou de Brasília nesta sexta-feira (23) sem nenhuma definição sobre cota de captura ou autorização de embarcações.

Segundo Pereira, o Ministério do Meio Ambiente teria exigido a diminuição da cota para 2019, como forma de compensar a safra positiva de 2018. Neste ano 50 embarcações receberam licença para capturar tainha no litoral brasileiro, com uma cota de 3,2 toneladas. No entanto, o atraso na pesagem e na conferência do que foi pescado pelos barcos fizeram com que os pecadores capturassem mais do que o previsto. Outro ponto que influenciou teria sido a grande quantidade de peixes em alto mar. 

“Os dados das pesquisas realizadas pelas ONGs são questionáveis, porque há anos nenhum pesquisador sobe a bordo para pesquisar. Neste ano os peixes não ficaram na beira da praia, mas sim em águas mais profundas. Então, diferente da pesca artesanal que é onde os pesquisadores coletam os dados da pesquisa, em alto mar havia muito peixe. Foi uma safra extraordinária”, explica Pereira. 

Na reunião realizada nesta semana em Brasília, representantes de pescadores e armadores não aceitaram a proposta do Ministério do Meio Ambiente em reduzir a cota praticamente pela metade. Também não ficou definido nenhuma garantia para a quantidade de licenças para as embarcações. 

Uma nova e decisiva reunião deve ser realizada em março. A safra da tainha para a frota industrial inicia no dia 01 de junho. 




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