sexta, 16 de novembro de 2018
08/11/2018 13:32

Gestores dos portos públicos defendem manutenção do modelo atual

Para os gestores dos portos públicos, as críticas do setor portuário ao atual sistema são à centralização, que foi acentuada com a Lei dos Portos de 2013, e que poderia ser facilmente resolvida

Portos 100% privados não são os que apresentam melhores resultados. É isso que os administradores e representantes das autoridades portuárias querem esclarecer ao presidente Jair Bolsonaro. Para os gestores, o atual modelo utilizado no Brasil, chamado Landlord Port, em que o governo administra a grande infraestrutura dos portos, e a iniciativa privada opera a movimentação de cargas, é o mais eficiente. Sãos as vantagens deste modelo que eles estão explicando em documento que será entregue à equipe do novo presidente. O sistema é o mesmo dos maiores portos ao redor do mundo. Países como Holanda, Alemanha, Espanha e Estados Unidos operam neste sistema e apenas Inglaterra e Nova Zelândia têm portos 100% privados. Nenhum dos dois países está na lista dos maiores do mundo no setor.

No entanto, ainda há dúvidas se o modelo britânico e neozelandês é a intenção do novo governo brasileiro, já que a proposta ainda não está clara e não foi apresentada em plano de governo. Marcelo Salles, superintendente do Porto de Itajaí, participou nesta semana de reunião com representantes dos demais portos públicos do país e diz que ainda se tenta entender o que virá. “Estão ainda todos perplexos, não conseguem ter informação. É um momento em que precisamos ter um pouco de ponderação, para tentar entender quais são os objetivos do governo.”

Para os gestores dos portos públicos, as críticas do setor portuário ao atual sistema são à centralização, que foi acentuada com a Lei dos Portos de 2013, e que poderia ser facilmente resolvida. “Desde então as decisões principais sobre processos de arrendamento, por exemplo, ficaram em Brasília, e os Conselhos de Autoridade Portuária, que funcionam em cada porto, perderam autonomia, o que tornou os processos mais burocráticos e morosos. Parte do setor defende a manutenção do sistema Landlord, com descentralização para acelerar o crescimento”, explica Salles. “Não temos a intenção de criar confusão, mas entender os objetivos do governo para obter melhor eficácia para os postos públicos”, acrescenta.

 




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