quarta, 16 de outubro de 2019
18/06/2018 09:26

Na Copa do Comércio Exterior, daria Alemanha, de novo. Brasil ocupa 13º lugar

O levantamento somou as transações de importação e exportação realizadas pelas 32 nações que participarão da competição na Rússia.

Se a Copa do Mundo, que começou nesta quinta-feira, levasse em conta apenas o comércio exterior dos países participantes, estaríamos com sérios problemas. Estudo feito pela Freitas Inteligência Aduaneira, com escritórios no Paraná e Santa Catarina, aponta Alemanha como campeã, seguida de Japão e França. Ficaríamos no 13º lugar, a frente de “potências do futebol” como Suécia e Arábia Saudita. Poderia ser pior, se China e Estados Unidos, por exemplo, estivessem na Copa.

O levantamento somou as transações de importação e exportação realizadas pelas 32 nações que participarão da competição na Rússia. A base de dados é do  International Trade Centre. A Alemanha lidera com um fluxo comercial de 2,6 trilhões de dólares. O Brasil soma 368 bilhões - sendo 217 de exportações.

“O levantamento torna evidente a falta de participação do País no comércio exterior. É uma situação histórica, mas existe uma perspectiva clara de melhora da situação para os próximos anos”, conta Márcio Antonio de Freitas, sócio da Freitas Inteligência Aduaneira.

Para ele, há uma boa iniciativa das autoridades brasileiras em sair do anonimato e tornar-se protagonista no campo internacional. Hoje, temos pífios 1% do comércio mundial.

Outro ponto a ser considerado, avalia Freitas, é a entrada do Brasil como signatário do Acordo de Facilitação do Comércio da OMC, referendado pela OMA – Organização Mundial das Aduanas e que permitirá o acesso as políticas de facilitação logísticas aduaneiras mundiais, padronização de atividades e informações, seletividade dos players de comex, gerando confiabilidade e a gestão dos riscos aduaneiros.

"Protagonismo ou não, dependerá dos futuros governantes. Porém, é preciso ressaltar que existe um corpo técnico com extremo conhecimento dentro do governo que trabalha arduamente para incluir o Brasil nos bons acordos internacionais e demais ações que nos permitam avançar no cenário global”, sugere.

Ele cita ainda a criação e implementação global do programa de Operador Econômico Autorizado – OEA. Apesar de ter sido lançado no ano 2000, com o programa Stairways, esta ação chegou ao Brasil somente em 2015.

"Com o OEA os governos de diversos países desejam facilitar os trâmites dos players logísticos aduaneiros, gerando maior previsibilidade e reduzindo custos das operações de importação e exportação”, detalha.

Além disso vários Acordos de Reconhecimento Mútuo, os ARMs, estão sendo celebrados entre diversos países, garantindo isonomia de direitos e facilidades entre os membros já certificados.

"Antes motivo de críticas, o governo brasileiro está fazendo a sua parte. Com a certificação OEA, a carga pode chegar até o importador em um ou dois dias após aportar em um terminal brasileiro. Entre as empresas certificadas, comenta-se que a certificação OEA reduz os custos logísticos entre 30% a 50%”, recorda.

Para que isso ocorra, continua, "cabe aos nossos empresários uma mudança cultural, uma alteração de postura que lhes permita usufruir com perfeição de todos estes benefícios. É preciso estabelecer um padrão interno de Governança Aduaneira.

Este Compliance requer uma análise minuciosa das operações de comércio exterior, um alinhamento sistêmico de toda a cadeia visando implementar as melhores práticas, conhecendo e gerenciando riscos da operação, estabelecendo um círculo virtuoso entre empresa e seus parceiros de negócios.

 




Últimas Notícias

Notícias

© Copyright 2000-2014 Editora Bittencourt