terça, 17 de setembro de 2019
06/02/2010

O NAVEGANTE HIPÓLITO REBELLO


A fascinante história era contada pelo meu querido e saudoso avô Ovídio José Rebello, o “seu” Doca, e vivida por seu irmão mais velho Hipólito Rebello, ilustre filho de Porto Belo, um dos primeiros municípios de Santa Catarina. É muito interessante, e precisa ficar registrada, para que não se perca no tempo, no esquecimento natural das pessoas.




Hipólito Rebello era um homem comum em Porto Belo, porém viveu intensamente rico acontecimento.




Para a pequena vila de então, mas já município, foi sempre muito considerado, pois era conhecido e respeitado pelo seu saber, diante dos demais de sua época.




Foi Juiz de Paz, agente do correio, inspetor de quarteirão, uma espécie de delegado da época, entendia das doenças e receitava remédios caseiros com muito acerto. Além do mais, era um homem sério, respeitado e admirado.




Viúvo encontrou uma jovem, de nome Adelaide, que com ele também se encantaram e casaram. Mulher igualmente inteligente e que foi a sua grande companheira, com quem teve 9 filhos, que juntaram-se a 4 outros de seu primeiro casamento.




Embora fosse um homem acostumado com as lides da terra, de onde tirava o seu sustento, sempre sonhava poder fazer uma viagem, "pelo mundo afora". Gostava de pescar e com a sua canoa ia até a Ilha de Porto Belo, ali pertinho, num platô que mais tarde receberia o seu nome, a Pedra do Hipólito. Olhava para o infinito e ficava sonhando, um dia, sair mar afora.




Até que, um dia, apareceu um amigo e o convidou para ir até Florianópolis, no Porto do Carlos Hoepcke, tentar uma vaga num barco de pesca, que trabalhava em toda a costa brasileira.




Convenceu a sua jovem Adelaide e partiu sozinho de ônibus até á Ilha de Santa Catarina, e conseguiu uma vaga de marinheiro pescador, no barco que tinha o nome de Ana I. Foi orientado a tirar sua carta de marinheiro, que foi fornecida sem maiores problemas pela Capitania dos Portos.




Embora com uma tripulação muito experiente, Hipólito conquistou já nas primeiras milhas a confiança do Mestre, e de todos os companheiros.




Pescavam em águas do Estado da Bahia, bastante distante da costa, quando o mar traiçoeiro, com ondas fortíssimas, arrancou o leme do Ana I, sem que pudessem resolver o grave problema. Passou a tempestade, mas o barco, um grande barco, para tão idos tempos, ficou a deriva, e alertava o Mestre que estavam sendo levados em direção ao norte, e o melhor seria manter a calma e esperar que aparecesse algum socorro.




Passaram-se os dias e o barco flutuando, sem causar maiores problemas, mas sendo levado pelas correntes para um destino ignorado, sempre mais ao norte.




Cansados, nervosos e sem poder se comunicarem com ninguém, deixaram nas mãos de Deus, e eis que aparece um barco que se prontificou a socorrê-los. Ninguém conseguia entender o que falavam, mas ficou claro que o “Ana I” precisava de ajuda e de reparos.




Estavam sem saber, já no Mar das Caraíbas, e o barco foi atracado num estaleiro, no que hoje conhecemos como Trinidad Tobago, numa pequena cidade que se chamava Moruga, já na América Central.




Ali foi fácil, embora falassem o inglês, muitos falavam o espanhol e o povo em sua maioria negra, receptiva tudo fez para ajudar a tripulação e o barco “Ana I” começou a ser reparado. O Mestre, através de telegrama, pelo chamado cabo submarino, comunicou-se com Florianópolis e tudo se encaminhou para uma solução.




O barco estava lotado de peixe, e a primeira coisa que o Mestre fez, ajudado pelo marinheiro Hipólito Rebello e seus companheiros de tripulação, foram distribuir quase todo o pescado para os habitantes que cercavam o Estaleiro. A hospitalidade que já se fazia sentir foi ainda mais acentuada.




Enquanto esperavam os reparos do barco, o que deve ter levado uns 10 dias, Hipólito Rebello, saiu pela pequena cidade, junto com outros companheiros e chegou a fazer amizades com aquele povo e conversava muito com os que se expressavam em espanhol.




Como falava um pouco o espanhol, conseguia se comunicar bem, certo dia, sentado numa praça, perto do estaleiro, viu passar uma charrete, puxada a cavalo, que lentamente arrastava um corpo pelas ruas.




As pessoas do lugar passavam e nem prestavam maior atenção, mas Hipólito Rebello, espantado, perguntou para uma pessoa que também estava sentado na praça, o que estava ocorrendo com aquele cadáver.




A pessoa, muito atenciosa, explicou que, naquele lugar, quando alguém falecia e tinha deixado alguma dívida, e se a família não quisesse ou pudesse pagar, ou tivesse cometido algum delito, que tivesse sido condenado, e ainda não havia cumprido a pena, pagava tendo o seu corpo arrastado durante um número de horas pela cidade. Surpreso, Hipólito Rebello, perguntou como a família que poderia fazer para evitar aquele tipo de reparação depois da morte.




Foi informado que deveria alguém da família ou mesmo qualquer outra pessoa, pagar uma taxa evitando assim essa forma de expiação e a dívida estaria paga e tudo seria esquecido para o corpo ser sepultado.




Eles haviam trocado um pouco da nossa moeda pelo dinheiro daquela Ilha, e a taxa que não era tão expressiva, foi paga pelo marinheiro Hipólito Rebello, num gesto de solidariedade com um ser humano, totalmente desconhecido, já morto, o que fez com que todos no estaleiro ficassem apreciando ainda mais os brasileiros ali aportados.




Terminado o reparo o barco estava pronto. Recebeu necessário carregamento de água, bebida e combustível, Hipólito e seus companheiros se despediram daquele povo acolhedor e se lançaram ao mar alegres e felizes.




Lá ficaram os nativos daquela misteriosa ilha, tão acolhedores, e até os familiares do morto que pôde ser sepultado lá estavam para acenar para os brasileiros que partiam. O serviço ficou perfeito e eles puderam viajar com segurança.




Já próximos de Santa Catarina, altas horas da noite, de repente, levantou-se uma tempestade, ventos horríveis e ondas gigantescas, e os que dormiam, acordaram e ficaram a postos, enquanto o barco era jogado de um lado para o outro.




Sem que nada pudesse ser feito o barco foi sorvido pelas ondas e desapareceu nas profundezas do mar, obrigando a todos a nadarem, procurando, cada um, salvar a sua vida, nadando sem saber para onde.




Foi cada um por si, numa luta desesperada pela sobrevivência.




Hipólito deu conta de si, já de dia, esticado numa praia deserta, sem ninguém ao seu redor. Desesperado, olhava para o um lado e para outro, saiu em caminhada, descobrindo que estava numa pequena ilha oceânica totalmente desabitada. Nenhum de seus companheiros se fazia presente. O que teria acontecido?




Descalço, conservava a camisa e a calça. Na alça da cinta, permanecia uma corrente, com a chave de seu armário e um canivete.




O tempo foi passando, passando, e Hipólito Rebello conseguia sobreviver se alimentando de ervas, banana que existia em grande quantidade, mariscos e ostras que conseguia tirar das pedras.




Certo dia, logo nos primeiros meses, viu que se aproximava dele um animal, que era um leão, caminhando em três patas. Ficou imóvel, sem a menor reação.




O animal cheirou o Hipólito, que estava sentado na areia, não teve qualquer reação negativa. Observou que a pata dianteira, que não tocava no chão quando andava, tinha uma farpa fincada fortemente no couro e toda inflamada.




Tirou o canivete da cinta, e cautelosamente, começou a mexer na pata ferida, sem que o leão reagisse, parecia gostar. Sentindo que o animal estava reagindo docilmente, caprichou em seu curativo e conseguiu tirar a farpa, e o pus que se acumulava e estava estancado, começou a sair. O leão reagia visivelmente aliviado, e começou a lamber o seu benfeitor.




E assim o Hipólito fez amizade com o animal, que jamais teve um gesto violento, se portando como se fosse um cão, sendo assim a sua única companhia.




O tempo foi passando, de acordo com as suas contas, lá se iam uns quatro anos que estava sobrevivendo naquela ilha, sem que jamais tivesse conseguido algum socorro. Já se acostumando com a sua desdita, quando, um dia, ouviu que alguém o chamava:




- Oh Hipólito! Dizia claramente a voz, parecendo estar perto.




Novamente a voz se fez ouvir, para espanto e ansiedade de nosso náufrago.




- Hipólito!




Andou, olhou para todos os lados e não via ninguém. Achou que estivesse delirando. Mas era um homem forte, determinado e que havia vencido aquela solidão com muita coragem.




E não demorou muito e ouviu outra vez a voz chamando: “Hipólito!”.




Sem pensar duas vezes, encheu-se de coragem e perguntou:




- Quem é que está me chamando?




A voz se fez ouvir de novo, dizendo:




- Eu sou o espírito daquele cadáver que você resgatou lá na minha terra. Foi uma grande caridade de sua parte, lhe ajudei no naufrágio e salvei a sua vida. Somente você se salvou, todos os seus companheiros morreram.




Hipólito escutava e se portava corajosamente.




- Quero informá-lo de que sua esposa Adelaide, achando que você morreu, está para se casar novamente. E se você quiser voltar, jogue-se no mar e nade. O resto serei eu a fazer. Posso ajudá-lo, dando forças para chegar a sua terra, a sua casa, ainda antes do casamento. Estarei lhe acompanhando até uma ilha que tem sua terra.




A voz se calou e Hipólito Rebello, abraçou-se ao leão seu companheiro, e com lágrimas nos olhos, não titubeou e se jogou ao mar. Nadou dias e noites. Pensava que não agüentaria. E amanhecendo, depois de tanto nadar, viu a Ilha de Porto Belo, e a sua pedra onde tanto pescara. Era um platô, o qual aparece com a maré baixa.




Sentou-se na grande laje de pedra, o dia já estava claro, a ansiedade era muito grande, ele não sabia, mas era um sábado. Estava tão perto de casa e a sua Adelaide se casaria exatamente nesse dia.




Não demorou, passou uma pequena embarcação, ele pediu uma carona. Os pescadores se prontificaram, e nada perguntaram até que chegasse próximo de sua casa. Eles nem desconfiaram de quem pudesse ser. Ele, também silencioso, não se identificou. Deus traçara a sua vida, o seu destino.




Era um homem muito inteligente e pensava o que fazer. Esfarrapado, com o pouco que sobrava em seu corpo, já na Praia de Porto Belo, perto de sua casa, sentou-se à sombra de uma árvore, pensando o que deveria fazer, pois notara que a movimentação era grande. Eram aqueles que participariam do casamento.




Já bastante refeito da longa viagem a nado, cercado apenas de crianças curiosas, chamou uma delas pedindo-lhe um copo d’água. O menino atencioso foi na casa que era dele, e rapidamente voltou com a água.




Era hora do almoço, especial para os festejos de casamento da dona Adelaide. Hipólito tomou toda a água, esvaziando o copo, tirou do dedo a sua aliança de casamento, que ainda conservava e a colocou dentro do mesmo.




Pediu ao menino que levasse o copo para a noiva Adelaide. Os convidados estavam no meio do almoço, a noiva recebeu o copo, viu a aliança constatando que estava gravado o seu nome. Era a aliança que colocara no dedo do Hipólito quando do seu casamento. Mulher muito inteligente pensou... pensou... sentiu que o marido estava vivo.




Sem que ninguém pudesse notar qualquer reação maior, perguntou ao menino quem lhe mandara o copo com aquela aliança, e ele disse que foi um homem barbado que chegara do mar, todo esfarrapado, e que estava sentado num banco debaixo da figueira.




Adelaide era uma mulher espirituosa, vibrante, se levantou e pediu a atenção de todos. A noiva falou e o silêncio foi total.




- Meus amigos, quero a ajuda de vocês. Perdi a chave da porta da frente, e fui ao armazém do compadre Juvenal e comprei uma nova fechadura. Mas como vocês sabem é uma porta trabalhada, tão bonita! E este menino acaba de encontrar a chave perdida. Que acham que devo fazer?




O primeiro a responder foi o próprio noivo:




- Minha querida, fale com o seu Juvenal, ele, por certo, trocará por outra mercadoria ou até lhe devolverá o dinheiro.




O compadre Juvenal, dono da venda, que também estava na mesa, como convidado, não deixou que mais ninguém falasse;




- Comadre Adelaide, pelo amor de Deus, devolva a fechadura e nem pense em mexer nessa porta tão linda, que ainda foi colocada pelo meu saudoso compadre Hipólito.




Adelaide mostrou-se feliz e disse:




- Então, meu caro noivo, o nosso casamento está desfeito. O meu marido Hipólito está vivo e acaba de voltar depois de tanto tempo.




O espanto foi geral, o susto do noivo muito grande, e todos foram com a Adelaide para fora da casa e ela correu ao encontro do marido. Os dois se abraçaram. Estavam juntos de novo.




A festa, que seria somente naquela tarde durou por três dias.




Viveram muitos anos felizes e Hipólito Rebello, por muito tempo, teve que contar a história de sua viagem e a conversa com o espírito do devedor da Ilha de Trinidad, que salvou a sua vida.




Morreu, no dia 27 de setembro de 1924, com 74 anos e antes de morrer pediu a sua adorada Adelaide que na lápide, colocasse apenas as iniciais HR, e mesmo assim, foi a sepultura mais visitada no Cemitério de Porto Belo.




E o meu avô materno, o velho Doca, marido de minha santa avó Carola, irmão mais moço de Hipólito, assim como meus tios Emanuel e Arthur, com quem tive a ventura, o privilégio, de viver durante alguns anos de minha infância, sempre repetiam essa história, que tenho contado a filhos e netos.



Safra da esperança

Por José Zeferino Pedrozo
Além da importância para a segurança alimentar do País, o setor primário em geral e a agricultura em particular têm uma capacidade extraordinária de gerar respostas econômicas. Por isso, importantes lideranças nacionais vêm defendendo uma estratégia de Estado – e não apenas de governo – para o agronegócio brasileiro, como a saída mais rápida e mais viável da crise em que se meteu o Brasil.

Ex-tarifário e seus benefícios

Por Milton Lourenço
– Não há dúvida que a falta de confiança no governo Dilma Roussef, causada por incertezas relacionadas à área fiscal, foi o principal fator que levou a economia brasileira para baixo. Agora, com a retomada da confiança pelos investidores após o seu afastamento, já se desenha no horizonte um processo de recuperação pelo qual o País deverá passar nos próximos anos.

Sem pacificação não vamos a lugar nenhum

Por José Zeferino Pedrozo
O recém-encerrado processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff, agora em caráter permanente, exige uma avaliação isenta e escoimada de apegos ideológicos. De um lado, é necessário reconhecer que as instituições republicanas revelaram-se suficientemente fortes e maduras para cumprir rigorosamente os preceitos constitucionais e o rito definido pelo Superior Tribunal Federal.

O fim do TTIP e o Brasil

Por Milton Lourenço
Por enquanto, o Brasil pode respirar aliviado não só pelo fim definitivo do ciclo que marcou a permanência do lulopetismo no poder e as graves consequências que redundou na economia do País como também pelo fracasso das negociações entre Estados Unidos (EUA) e União Europeia (UE) para a formação do Transatlantic Trade and Investiment Partnership (TTIP), ou apenas Parceria Transatlântica, que, se formalizado, iria abarcar, mesmo sem a China, mais de 75% do comércio de bens do planeta.

Gestão e infraestrutura

Por Mário Lanznaster
Existem muitas coisas que os agentes econômicos em geral e os empresários em particular estão tendo cada dia mais dificuldade em tolerar. Uma delas é a crônica má gestão que impregna todo o setor público, incluindo a administração indireta e as empresas de economia mista, e que se revela pelo desperdício de dinheiro público, pela corrupção e pela ineficiência generalizada.

Quando as pessoas colocam os processos empresariais em risco

Por Outros
“A confiança em si mesmo é o primeiro segredo do sucesso. O segundo é poder confiar em quem trabalha com você.”

O que há por trás da crise no Mercosul

Por Milton Lourenço
Um balanço sobre os prejuízos causados à Nação pelo ciclo de 13 anos, três meses e 24 dias de lulopetismo ainda está para ser feito e só será completado, provavelmente, quando as suas principais figuras já estiverem apenas nos livros de História, mas, desde já, não custa assinalar algumas das decisões erráticas que marcaram seus três governos e meio. Uma delas foi o apoio à entrada da Venezuela no Mercosul em 2012, decisão eminentemente política, pois o Brasil à época já havia assinado um acordo com os venezuelanos que garantia as mesmas tarifas do bloco, o que pouco afetaria a relação comercial entre os dois países.

Crédito rural e sua importância como política pública para o Brasil

Por Mário Lanznaster
Nas Nações evoluídas, a agricultura e o agronegócio são considerados áreas essenciais que merecem apoio e proteção especial do Estado, tendo o crédito rural subsidiado como uma das mais eficientes políticas de apoio. Nos últimos tempos, esse tema tem sido objeto de grande preocupação para o agronegócio brasileiro. A crise econômica impactou fortemente na disponibilidade de recursos. De um lado, houve redução de disponibilidade de recursos pelas instituições financeiras, em razão da queda da poupança e dos depósitos à vista que, somado à elevação dos juros (necessário para melhor equação dos gastos públicos com os subsídios), encareceu o financiamento da produção.

Quando as pessoas colocam os processos empresariais em risco

Por Daniel Gobbi Costa
“A confiança em si mesmo é o primeiro segredo do sucesso. O segundo é poder confiar em quem trabalha com você.”

Uma saída para o Brasil

Por Milton Lourenço
Entre os 15 maiores exportadores, 14 têm suas pautas de exportação concentradas em produtos manufaturados. O Brasil não está incluído nesse seleto grupo, ocupando apenas a 25ª colocação no ranking de 2015 elaborado pela Organização Mundial do Comércio (OMC), embora tenha o 9º Produto Interno Bruto (PIB) do planeta, o que mostra que teria tudo para estar entre os 15 maiores. O fato triste nessa constatação é que, até o final de 2016, de acordo com os resultados do primeiro semestre, o País deverá cair para a 29ª colocação.

Porto de Santos em crescimento

Por Milton Lourenço
O relatório anual que a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), criada em 1948 pelo Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas (ONU), mostra que o porto de Santos continuou a ocupar em 2015 o primeiro lugar na movimentação de contêineres no continente, com 3,6 milhões de TEUs, o que representou um crescimento de 2,1% em relação a 2014 (3,5 milhões de TEUs). Segundo a Cepal, nos 120 portos da região analisados, a atividade cresceu 1,7%, com um volume aproximado de 48 milhões de TEUs.

Choque de realidade e choque de gestão

Por Mário Lanznaster
Toda crise, por mais pavorosa que seja sua origem e por mais graves que sejam seus efeitos, tem um aspecto positivo. A presente crise política, ética e econômica que se abateu sobre a Nação brasileira pode ter um resultado positivo se revestirmos nossas avaliações com a visão independente, a sensatez do raciocínio lógico e a capacidade de interpretação dos fenômenos subjacentes.

Comércio exterior: nem tudo está perdido

Por Milton Lourenço
Em 2015, o valor total das exportações agrícolas no mundo alcançou um número sem precedentes: 81,3 bilhões de euros. Como mostram dados da Statistics Netherlands (CBS), o primeiro lugar de maior exportador de produtos agrícolas ficou com os Estados Unidos, o segundo lugar com a Holanda, seguida pela Alemanha, Brasil e França. Esses dados só reforçam as boas perspectivas que se avizinham para o setor.

A má gestão, a crise do milho e a vida dos brasileiros

Por Mário Lanznaster
Uma gestão eficiente ou, apenas, uma gestão racional, é pré-requisito para que tudo – na vida privada, na vida empresarial, na vida pública – funcione com razoável eficiência. Dizer isso parece uma verdade trivial, mas, indagam os contribuintes brasileiros, por que muitas estruturas estatais não agem guiadas por esse princípio básico?

OMC: mudança de orientação

Por Milton Lourenço
Embora um pouco desacreditada em razão da assinatura de vários acordos regionais nos últimos tempos, a Organização Mundial do Comércio (OMC), com sede em Genebra, ainda se mantém como um foro de excelência do multilateralismo comercial. Tanto que seus membros representam mais de 98% do comércio mundial e a entidade tem cumprido um papel importante pelo menos quando chamada a dirimir controvérsias no comércio entre países.

Comércio exterior: começar de novo

Por Milton Lourenço
Se o novo presidente quiser mostrar serviço, em vez de extinguir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), passando suas atribuições ao Ministério das Relações Exteriores, como já foi cogitado - a pretexto de eliminar órgãos e cargos desnecessários - deve começar por acabar com a função de assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais. É de se lembrar que foi exatamente a atuação desse tipo de assessor que, nos últimos treze anos, levou o nosso comércio exterior à situação crítica de hoje.

A "Hidra" dos bancos

Por Miguel Nozar
Bem, essa terrível imagem da Hidra (monstro mitológico assustador com várias cabeças de serpente e que nasciam duas no lugar quando uma era cortada) se aproxima muito de um fiel retrato do sistema financeiro global: apenas 28 bancos detém, juntos, 90% dos ativos disponíveis entre mais de 100.000 instituições existentes. Ou seja, abraçam uns 60 trilhões de dólares – trilhões mesmo -, o equivalente a 75% de toda a riqueza produzida no mundo, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB) em 2014. Uma brutalidade!

A importância da CISG e da arbitragem para o transporte marítimo e a atividade portuária

Por Osvaldo Agripino de Castro Jr.
Em 2013, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), cerca de 90% das importações do Brasil em toneladas ocorreram por via marítima, enquanto na exportação foram 98% ¹. Esse modal, portanto, demanda intensa atividade portuária, com diversas possibilidades de avarias marítimas e portuárias, assim como intervenção estatal, em face do controle aduaneiro e da regulação dos diversos órgãos intervenientes.

A história do capitalismo brasileiro

Por Adelto Gonçalves
Composto pelas histórias pessoais e empresarias de cinquenta e um empreendedores em atividade entre os anos de 1962 e 2013, o livro "Empresários Brasileiros" ajuda a compreender a construção do capitalismo no Brasil.

Comércio exterior em recuperação

Por Milton Lourenço
Independentemente de quem venha a assumir o governo, com o possível impedimento da atual mandatária, prevê-se desde logo uma reação da economia, já que ficará definitivamente banida a mentalidade tacanha que fez o País mergulhar nessa que já é considerada a pior recessão desde a crise de 1929.

Basta de cinismo e deboche!

Por Marcos Antonio Zordan
O maior e mais deletério efeito dessa conjugação de crises política, econômica e moral que assola o Brasil é o surgimento de um sentimento amargo que cala fundo no coração de todos os brasileiros: a descrença no regime democrático.

Futuro passa por novos acordos

Por Milton Lourenço
Futuro passa por novos acordos

Mercosul: balanço de 25 anos

Por Milton Lourenço
O Mercosul, criado a 26 de março de 1991, chega à marca dos 25 anos, senão como uma iniciativa coroada de êxito, pelo menos como um empreendimento que alcançou mais pontos positivos que negativos. Reunindo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, países fundadores, e Venezuela, que completou seu processo de adesão em 2012, o bloco constitui, sem dúvida, a mais abrangente iniciativa de integração regional já implementada na América Latina.

Insensibilidade do poder público

Por Milton Lourenço
Causa estranheza a insensibilidade como o poder público vem tratando a questão dos terminais que operam granéis sólidos de origem vegetal no Corredor de Exportação do Porto de Santos. Como se sabe, a prefeitura santista alterou a Lei de Uso de Ocupação do Solo para impedir a atividade na área da Ponta da Praia, sugerindo que os terminais sejam transferidos para a área continental do município, pouco povoada, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminar suspendendo a lei municipal que proíbe as operações.

Os caminhos da reindustrialização

Por Milton Lourenço
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a indústria de transformação só tem apresentado declínio nos últimos 35 anos, chegando hoje a um ponto crítico que, se não for revertido logo, poderá comprometer o futuro do País, devolvendo-o à condição de fornecedor de matérias-primas, como nos séculos XVIII e XIX.

Porto de Santos: 124 anos

Por Milton Lourenço
No dia 2 de fevereiro, completaram-se 124 anos da criação do porto de Santos, embora a primeira presença de navios na barra e no canal do estuário da antiga vila seja hoje informação perdida no tempo. Comemora-se essa data porque foi em 1892 que atracou o vapor Nasmyth, da armadora inglesa Lamport & Holt,no primeiro trecho de cais com 260 metros lineares construído no lugar dos velhos trapiches no local então conhecido como Porto do Bispo, na região onde hoje se localiza o Centro da cidade.

A quem interessa

Por Miguel Nozar
A queda aparentemente sem freio da economia brasileira é alegremente festejada nos subterrâneos de Wall Street, em Nova York, e da City, de Londres, antecipando uma festança animada pela queda de valor dos ativos brasileiros, propiciando sua compra a “preços de banana”, na expressão burlona de um executivo londrino do ICAP GROUP. líder mundial do setor de transações e investimentos internacionais.

Davos 2016

Por Miguel Nozar
Davos, a famosa estação de esqui da Suíça foi, uma vez mais, palco do Fórum Econômico Mundial, reunindo quase 3.000 figuras exponenciais dos negócios, das finanças, dos governos e de entidades chaves na condução das atividades que fazem a riqueza (e as tribulações) de nossa civilização nesse princípio de Século XXI.

Insegurança: até quando?

Por Milton Lourenço
O incêndio que atingiu, no dia 14 de janeiro, 20 contêineres refrigerados que armazenavam produtos químicos no pátio alfandegado da Localfrio, na margem esquerda do porto de Santos, em Guarujá, não alcançou as proporções daquele que ocorreu na margem direita, no Distrito Industrial da Alemoa, em abril de 2015, mas serviu para deixar mais uma vez à mostra a flagrante falta de infraestrutura do País em quase todos os segmentos. Se um incêndio de pequenas proporções provocou tantos transtornos, é de se imaginar o que ocorreria num acidente de grandes proporções.

Poucos com muito

Por Miguel Nozar
Em recente relatório divulgado previamente à reunião de Davos16, a Oxfam, organização líder mundial na sistematização e análise de informações sobre distribuição da riqueza globalizada e que assessora a ONU sobre o tema, publica dados que revelam claramente que vivemos num mundo profundamente desigual, donde apenas 1% da população mundial acumula 99% da riqueza planetária.

O porto de Santos e seus recordes

Por Milton Lourenço
Apesar da crise global e das consequências de uma orientação equivocada que, a partir de 2003, passou a misturar política com comércio exterior, prejudicando a colocação de produtos manufaturados nos EUA, o maior mercado do planeta, o porto de Santos continua a bater recordes: em 12 anos, praticamente, dobrou sua movimentação de cargas, em função da exportação de commodities, especialmente soja (grãos e farelo), açúcar, milho, álcool e café em grãos. Se não tivesse havido tamanha retração nas vendas de manufaturados e o parque industrial brasileiro continuasse a produzir em ritmo crescente ou ao menos nos níveis anteriores, o País hoje não estaria mergulhado em recessão. Pelo contrário. Seria um oásis que atrairia investimentos do mundo inteiro.

Comércio exterior: nova política

Por Milton Lourenço
Se o Brasil hoje detém menos de 1% de participação no comércio mundial, depois de ter alcançado 1,41% em 2011, culpa cabe à política equivocada que o seu governo adotou a partir de 2003, quando o Ministério das Relações Exteriores perdeu completamente sua autonomia, passando a responder à Assessoria Especial da Presidência da República. Segundo aquela orientação ideológica e partidária, os Estados Unidos seriam o grande satã do planeta e o País deveria lutar para deixar de ser dependente de sua economia, idéia que levou Brasil e Argentina a boicotarem deliberadamente as negociações para a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).

O grande desafio: a dívida

Por Miguel Nozar
No andar desvairado desse tempo louco, pleno de incertezas, de presságios calamitosos e de visões apocalípticas, nada mais oportuno que lembrar alguns ensinamentos colhidos da experiência de lideres que souberam afrontar a borrasca e manter o rumo na direção de um desenvolvimento contínuo, sustentável e decisivo para manter viva a esperança de um futuro cada vez melhor.

O que esperar de 2016

Por Milton Lourenço
Segundo projeções da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o País, que em 2011 detinha 1,41% das exportações mundiais, em 2016, deverá contentar-se com 0,98% de tudo o que se vende no planeta, seguindo a tendência negativa que tem marcado os últimos anos: em 2012, essa participação caiu para 1,33%; em 2013, para 1,32%; em 2014, para 1,19%; e em 2015, para 1%. Mais: depois de ocupar em 2013 a 22ª posição no ranking mundial de exportação, o Brasil deverá cair para a 29ª colocação em 2016, depois de ter ficado na 25ª em 2014 e 2015.

Faesc preocupada com importação de frutas da China

Por José Zeferino Pedrozo
A cadeia produtiva da fruticultura catarinense está preocupada com a possibilidade de ingresso da maçã chinesa no mercado brasileiro. A questão é fitossanitária e mercadológica: a China convive com pragas que já foram erradicadas no Brasil e pratica preços muito baixos porque mantém subsídios ao produtor – o que é condenado pela Organização Mundial do Comércio.

Porto sem papel e comunicação

Por Milton Lourenço
Nos últimos dias de 2015 e início de 2016, o porto de Santos viveu o pior dos mundos, situação que só não foi mais grave porque o País estava entregue às comemorações da passagem do ano. E também porque não estavam programadas atracações de navios de cruzeiro. Durante aqueles dias, o porto passou pelo menos 48 horas sem comunicação com os programas Porto Sem Papel, Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) e Datavisa, gerenciados respectivamente pela Secretaria de Portos (SEP), Receita Federal e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

LA PAUTA ESQUECIDA

Por Miguel Nozar
Em seminário prévio à Reunião de Cúpula do MERCOSUL, realizada no final de dezembro, o ex-presidente do Uruguai, José Mújica, fez referencia à lentidão do processo de integração e a falta e consenso entre os sócios, especialmente Argentina e Brasil, destacando de modo incisivo: “A tragédia é que sacrificamos o porvir de nossos povos no altar de egos e interesses menores. Os dirigentes e os políticos da região serão julgados pela Historia pelos danos que trouxeram à causa comum de um maior e mais justo progresso das nações do bloco”.

Faesc prevê dificuldades no abastecimento de milho no primeiro semestre

Por José Zeferino Pedrozo
Será complicado o abastecimento de milho para as cadeias produtivas da avicultura e da suinocultura industrial em Santa Catarina no primeiro semestre deste ano: o grão está caro e escasso, portanto, com preço em ascensão. A avaliação é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo. A situação somente irá melhorar no segundo semestre, com a entrada da safrinha.

Entre o otimismo exagerado e o pessimismo exacerbado

Por Mário Lanznaster
Conquistar novos mercados para produtos brasileiros é essencial para fortalecer nossa presença no comércio internacional. Isso é positivo e deve ser comemorado – na medida certa. Nos últimos anos, os anúncios de conquista de novos mercados para a carne brasileira vêm revestidos de um exagerado otimismo, cujo efeito é a geração de expectativas desconectadas da realidade econômica e mercadológica e, por via de consequência, a frustração de vários agentes da cadeia produtiva.

A eterna equação do milho

Por José Zeferino Pedrozo
Santa Catarina possui o mais avançado parque agroindustrial do Brasil, representado pelas avançadas cadeias produtivas da avicultura e da suinocultura. Essa fabulosa estrutura gera uma riqueza econômica de mais de 1 bilhão de aves e 12 milhões de suínos por ano, sustenta mais de 150 mil empregos diretos e indiretos e gera bilhões de reais em movimento econômico.

O GRANDE DESAFIO

Por Miguel Nozar
A Conferencia Mundial do Clima, COP 21, realizada em Paris sob os auspícios das Nações Unidas – que tem liderado a luta para incentivar os países a implementar medidas urgentes para combater o aquecimento global – finalizou com um acordo histórico que, para muitos cientistas pode significar um ponto de inflexão na desvairada corrida na “construção de um mundo sujo” alheio aos danos causados à Mãe Natureza e nos limites ecológicos do Planeta.

Mercosul e neocolonialismo

Por Milton Lourenço
Quem conhece minimamente História sabe das consequências do Tratado de Methuen para Portugal e Brasil. Também conhecido como Tratado dos Panos e Vinhos, esse acordo entre Inglaterra e Portugal, que vigorou de 1703 a 1836 e levou esse nome em homenagem ao negociador pelo lado inglês, o diplomata John Methuen (1650-1706), envolvia a troca entre produtos têxteis ingleses e vinhos portugueses.

O grande Desafio

Por Miguel Nozar
A Conferencia Mundial do Clima, COP 21, realizada em Paris sob os auspícios das Nações Unidas – que tem liderado a luta para incentivar os países a implementar medidas urgentes para combater o aquecimento global – finalizou com um acordo histórico que, para muitos cientistas pode significar um ponto de inflexão na desvairada corrida na “construção de um mundo sujo” alheio aos danos causados à Mãe Natureza e nos limites ecológicos do Planeta.

UMA LUTA DE TODOS

Por Miguel Nozar
A Conferencia Mundial do Clima, COP-21, realizada em Paris no início de Dezembro, com a presença de 195 países mais a EU, desde já considerada o mais importante encontro global na tentativa de encontrar um consenso para um compromisso entre todas as nações com o objetivo de manter o aumento da temperatura média da Terra, até o fim do Século, dentro de limites que permitam a continuidade de nossa civilização.

OS GEMIDOS DA TERRA

Por Miguel Nozar
Ainda que para muitos possa parecer exagerado – nesse grupo tem destaque muito especial aqueles aferrados ao sistema vigente de produção de riqueza, independente dos danos causados a Natureza – as evidencias científicas e as projeções realizadas pelos melhores especialistas do mundo, não deixam dúvidas de que a mudança climática é o suficiente real e perigosa como para sacudir, de modo catastrófico, as bases de nossa civilização.

O Brasil, a Argentina e o mundo

Por Milton Lourenço
A eleição de Maurício Macri para a presidência da Argentina tem tudo para reverter o rumo equivocado que o Mercosul tomou nos últimos doze anos, quando, em vez de funcionar como uma efetiva união aduaneira, transformou-se em fórum de debates políticos e inconsequentes. Desde logo, o presidente argentino anunciou que pretende, ao lado do Brasil, levar o Mercosul a procurar uma aproximação não só com a Aliança do Pacífico, mas com os EUA e a União Europeia (UE), “para tirar a Argentina da situação de isolamento em que se encontra”.

Para colocar o Brasil nos eixos

Por Milton Lourenço
Foi em 2011 que o Brasil conseguiu atingir a marca de 1,41% de participação nas exportações mundiais, o seu melhor resultado em 50 anos, mas, desde então, esse índice só tem caído, segundo dados da Organização Mundial do Comércio (OMC). Em 2012, a marca foi para 1,33%, em 2013 para 1,32%, índice igual ao de 2008, em 2014 para 1,22% e em 2015 projeta-se que deve ficar em torno de 1,15%.

A crise e a falta de bom senso

Por Milton Lourenço
De 2000 para 2014 as exportações mundiais saltaram de US$ 6 trilhões para US$ 22 trilhões e o Brasil acompanhou essa tendência quadruplicando suas vendas para o mercado externo, que passaram de US$ 55 bilhões para US$ 225 bilhões. Pode parecer muito, mas esse crescimento poderia ter sido maior, tivesse tido o País administradores públicos mais responsáveis, que promovessem investimentos em infraestrutura superiores aos 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da última década.

CORAGEM PARA MUDAR

Por Miguel Nozar
Resulta por demais evidentes que nos encontramos numa época sem precedentes nos tempos modernos, demarcada por uma conjugação de tendências conflitantes que, tudo parece assim indicar, devem ser os primeiros sinais de uma mudança profunda no relacionamento entre as os povos, as pessoas e as nações e, destes, com o Planeta Terra.

Para onde vai a China?

Por Milton Lourenço
Quem vive o dia-a-dia do comércio exterior sabe que, depois de 35 anos de êxitos econômicos, a China deparou-se em 2009 com uma recessão mundial e teve de abandonar a antiga política de exportar maciçamente produtos de baixa qualidade, substituindo-a por outra de alto valor agregado com base em tecnologia de ponta. Como isso exige cérebros mais desenvolvidos, o governo chinês tem investido muito em educação para formar grandes contingentes de mão-de-obra especializada.
Autor:

Carlos Fernando Priess

O autor é advogado/Mestre e Doutor em Direito.

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