quinta, 30 de novembro de 2023
28/11/2023

Atividade na indústria da construção teve leve recuo em outubro, aponta CNI


O nível de atividade e o número de empregados da indústria da construção apresentaram queda menos intensa e menos disseminada em outubro de 2023, na comparação com o mesmo mês de anos anteriores. Os dados são da Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Foram entrevistadas 356 empresas, entre 1º e 13 de novembro.

O índice de evolução do nível de atividade da indústria da construção ficou em 49,7 pontos, em outubro, bem próximo da linha de corte de 50 pontos. Valores acima dessa marca representam aumento e, abaixo, mostram queda da atividade. Apesar de aparecer em campo ligeiramente negativo, o resultado de outubro apresentou avanço de 3,5 pontos em relação a setembro. Com a alta, o índice está acima da média dos meses de outubro, de 47,7 pontos.

De acordo com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a queda menor da atividade aponta um desempenho mais favorável do que o usual no período para a indústria da construção como um todo.

"O setor de Construção de edifícios, inclusive, chega a mostrar alta do nível de atividade na passagem de setembro para outubro", afirma o economista.

Além disso, Marcelo Azevedo explica que o índice de nível de produção subiu 4,7 pontos e alcançou 51,1 pontos, acima da linha divisória de 50 pontos. Os índices de outros setores, como o de Obras de infraestrutura e de Serviços especializados para a construção também apresentaram avanços, embora ainda estejam em patamar abaixo de 50 pontos.

Entre as contratações, o índice de evolução do número de empregados da construção foi de 48,4 pontos em outubro de 2023, um avanço de 0,1 ponto em relação a setembro. O índice está acima do comportamento médio dos meses de outubro, de 46,3 pontos, e aponta desempenho mais favorável do normalmente ocorre neste período.

Utilização da Capacidade Operacional registra alta em outubro
A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) avançou 1 ponto percentual e encerrou outubro em 68%. A UCO mede o uso de recursos como mão de obra e equipamentos em relação à disponibilidade total da empresa. Desde maio deste ano, este indicador oscila em torno dos 68%.

Confiança do empresário da construção subiu em novembro de 2023
O Índice de Confiança do Empresário da Indústria (ICEI) da construção avançou 0,4 ponto em novembro de 2023 na comparação com outubro. Com essa alta, o indicador foi para 53,1 pontos, o que mostra confiança mais intensa e mais disseminada na passagem de outubro para novembro. Contudo, o índice segue abaixo de sua média histórica, o que revela certa moderação da confiança.

Otimismo para os próximos seis meses está mais moderado
Todos os índices de expectativas para a indústria da construção recuaram na passagem de outubro para novembro de 2023. Apesar do recuo, os indicadores permanecem acima dos 50 pontos e indicam uma percepção de otimismo menos intenso e disseminado para os próximos seis meses.

O índice de expectativa do empresário em relação ao nível de atividade foi de 52,8 pontos, queda de 1,6 ponto. O índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços recuou 2,6 pontos e ficou em 51,1 pontos em novembro. Ainda assim, esses dois indicadores permanecem acima do patamar em que se encontravam em novembro de 2022.

O índice de expectativa de compra de insumos e matérias-primas caiu 1,5 ponto na passagem de outubro para novembro e atingiu 51,6 pontos. E o índice de expectativa do número de empregados recuou 1,3 ponto e alcançou 51,8 pontos no período.



Blog

Alta na produção, no emprego e no uso do parque industrial marcam agosto na indústria

Produção e emprego subiram em agosto na indústria, pelo quarto mês consecutivo, conforme dados da Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A alta também está acompanhada de uma maior aceleração do ritmo de crescimento em relação a julho de 2022.

O índice de evolução da produção registrou 54,5 pontos em agosto de 2022, resultado acima da linha divisória dos 50 pontos, o que significa que a produção aumentou ante o mês anterior. O valor médio para os meses de agosto é de 52,7 pontos. Como o resultado está acima da média para o mês, o resultado indica aumento do ritmo de produção acima da média para o mês.

O comportamento do emprego em agosto subiu, contrariando o que geralmente ocorre nesse período, quando há queda nas contratações. O índice de evolução do número de empregados foi 52,2 pontos, acima da linha divisória de 50 pontos que separa queda de alta do emprego.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) aumentou 2 pontos percentuais entre julho e agosto de 2022, para 73%. Além de ser o maior valor observado em 2022, é o valor mais alto para um mês de agosto desde 2013, quando o UCI atingiu 74%.

Confira abaixo o comentário do gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, sobre a Sondagem Industrial.

Índices de expectativas de setembro indicam otimismo do empresário industrial
O índice de expectativa de demanda de setembro de 2022 ficou em 59,3 pontos, apresentando leve queda de 0,4 ponto na comparação com o mês anterior. O índice de expectativa de número de empregados ficou em 53,9, representando leve aumento de 0,2 ponto na passagem de agosto para setembro de 2022. O resultado de setembro de 2022 indica expectativas especialmente elevadas, considerando que o índice alcançou o maior valor desde setembro de 2021.

O índice de expectativa de compras de matérias-primas registrou 56,9, recuo de 0,4 ponto ante agosto de 2022. E o índice de expectativa de quantidade exportada ficou em 52,8 pontos, mantendo relativa estabilidade com relação ao resultado de agosto, quando o índice registrou 52,9 pontos.

Intenção de investimento da indústria avança pelo segundo mês consecutivo
O índice de intenção de investimento avançou em agosto de 2022, alcançando 59 pontos, maior valor entre meses de setembro desde o início da série. O resultado representa um aumento de 2,1 ponto na comparação com o mês anterior.

Construção registra elevada expansão da atividade e do emprego

A Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra alta significativa da atividade e do emprego entre julho e agosto. É o terceiro mês de uma sequência crescente de avanços. O índice da evolução do nível de atividade da construção alcançou 55 pontos em agosto de 2022. Acima da linha divisória dos 50 pontos, o número indica expansão da atividade. 

O índice de evolução do número de empregados passou de 51,9 pontos em julho para 53,1 pontos em agosto. De acordo com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, é a mais forte e disseminada expansão no indicador de emprego da construção desde que o índice passou a ser mensal, em janeiro de 2011.

“A expansão foi registrada em todos os setores da construção, em especial no setor Construção de edifícios, que puxou o resultado geral da Construção para cima”, explica Marcelo.

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) não variou entre julho e agosto e permanece em 68%. É o mais elevado nível de utilização da capacidade para o mês de agosto desde 2013.

Confiança da Construção aumenta em setembro devido às melhores condições atuais
O Índice de Confiança do Empresário (ICEI) da indústria da construção avançou 2,7 pontos, para 62,7 pontos. É a sexta alta consecutiva do índice, que acumula avanço de 5,9 pontos só nos últimos dois meses.

O avanço da confiança teve forte influência do componente de condições atuais, que avançou 5,1 pontos para 56 pontos. A alta indica uma percepção melhor dos empresários em relação as condições atuais da economia brasileira e das empresas na comparação com os últimos seis meses.

A construção espera alta da compra de insumos e matérias-primas, do número de novos empreendimentos e serviços, da atividade e do emprego nos próximos seis meses. E a intenção de investimento subiu pelo terceiro mês seguido.

Confiança da indústria sobe em 27 dos 29 setores analisados em setembro, mostra CNI

A confiança do empresário industrial subiu nos 27 dos 29 setores pesquisados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na passagem de agosto para setembro deste ano. De acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) – resultados setoriais, o avanço teve grande contribuição da percepção mais favorável sobre o momento atual da economia brasileira em relação aos últimos seis meses.

A avaliação das condições atuais da economia brasileira avançou em todos os setores industriais, com exceção do setor Veículos automotores.

As maiores altas de confiança foram registradas nos setores de: Impressão e reprodução de gravações (+7,0 pontos); Móveis (+5,8 pontos); Extração de minerais não metálicos (+5,1 pontos); Produtos de borracha (+4,8 pontos); e Calçados (+4,7 pontos).

O indicador varia de 0 a 100 e todos os valores acima de 50 pontos indicam confiança. Quanto mais distante dessa linha de corte, mais disseminada está a confiança.

Setores afirmam que economia está melhor do que há seis meses
Além disso, os quatro setores industriais que avaliavam que a economia estava piorando em agosto fizeram uma transição e passaram a avaliar que as condições correntes da economia brasileira se mantiveram estáveis ou melhoraram: Impressão e reprodução, Metalurgia, Biocombustíveis e Móveis.

Dessa forma, pela primeira vez desde fevereiro de 2020 nenhum dos setores industriais avalia que a economia está pior do que nos seis meses anteriores.

A confiança está menor apenas nos setores Biocombustíveis, que caiu de 57,4 pontos em agosto para 55,3 pontos em setembro, e Veículos automotores, que passou de 58,6 pontos para 57,4 pontos. Apesar dessas quedas, todos os setores da indústria permanecem confiantes com o indicador acima de 50 pontos.  

Foram ouvidas 2.171 empresas, sendo 840 de pequeno porte, 800 de médio porte e 531 de grande porte, entre 1 e 12 de setembro.

Palestra e painéis dão início à Semana da Água - Itajaí Mares Limpos 2022

Itajaí abriu oficialmente a programação da Semana da Água 2022, nesta segunda-feira (19), com a palestra “Comissão Intersetorial de Combate ao Lixo no Mar”, proferida pelo diretor de Saneamento do Semasa, o engenheiro ambiental Victor Silvestre. A apresentação foi seguida pelo painel “Campanha Itajaí de Mares Limpos: Compromisso e boas práticas”, com exposições do Instituto Itajaí Sustentável (INIS), Secretaria de Educação (Seduc), Recicla Itajaí, Secretaria de Saúde e Porto de Itajaí.

O tema “Plano de Gestão de Resíduos Sólidos nas Unidades Escolares” foi abordado pelos painelistas Claudiomir Pedroni, Mariana Caprara, Adriana Bandeira e Mauana Radavelli (INIS/Seduc/Recicla Itajaí). O diretor administrativo da Secretaria Municipal de Saúde, Luis Fernando Sanni, falou sobre “Consumo e descarte consciente nas Unidades de Saúde”. Já a coordenadora de Meio Ambiente do Porto de Itajaí, Médelin Pitrez dos Santos, compartilhou os resultados do mutirão Juntos Pelo Rio Itajaí.

A mesa de abertura ainda contou com a presença do Superintendente do Porto, Fábio da Veiga; do chefe de gabinete do prefeito, Giovani Alberto Testoni. Da Veiga destacou o porto como vencedor de prêmios de desempenho ambiental, enquanto Testoni aproveitou a oportunidade para ressaltar como o tema sustentabilidade permanece sempre entre as pautas mais importantes do governo municipal.

O evento de abertura foi realizado no auditório da Superintendência do Porto e também foi transmitido em tempo real pelo Instagram @semasaitajai.

A programação da Semana da Água segue nesta terça-feira (20) com a palestra “PreservAÇÃO da Água”, realizada pelo Semasa, na Univali, e direcionada aos alunos dos 2º anos do Colégio de Aplicação (CAU). Simultaneamente, ocorre a talk com signatários do Comitê Itajaí do Movimento ODS SC, com a temática “Agricultura Orgânica e Sustentabilidade”, conduzida pelo produtor rural da Granja Campos, Alessandro da Silva Campos.

A Semana da Água foi instituída por lei em Itajaí, em 1999, como uma campanha educativa e de cidadania. Nesta edição de 2022, o tema é a “Segurança hídrica e mudanças climáticas: o que é preciso saber?” e a programação segue até sexta-feira (23).

O projeto “Escola no Porto”, que realiza visitas guiadas, ainda está aceitando agendamentos pelo e-mail meioambiente@portoitajai.com.br

Caixa registra recorde no crédito imobiliário, com R$ 16,6 bilhões em agosto

A Caixa Econômica Federal registrou recorde no crédito imobiliário em agosto de 2022, com R$ 16,6 bilhões em empréstimos. Os financiamentos no segmento de Habitação superaram o resultado histórico obtido em julho, de R$ 16,3 bilhões. 

Em 2022, já foram destinados mais de R$ 25,2 bilhões para pessoas jurídicas, em Habitação. O montante viabilizou 1.587 novos canteiros de obras, impulsionou a construção de 213,6 mil novas unidades habitacionais, e gerou mais de 802,5 mil empregos. 

O resultado é fruto da implementação de uma série de medidas aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS e adotadas pelo banco, proporcionando melhores condições de financiamento aos clientes e aquecendo o mercado imobiliário. É o que destaca a presidente da Caixa, Daniela Marques.

Casa Verde Amarela

O desempenho do programa Casa Verde Amarela no mês de agosto de 2022 também foi o melhor registrado no ano. Foram R$ 7,2 bilhões contratados na modalidade, sendo R$ 5,8 bilhões no crédito para pessoas físicas e R$ 1,4 bilhão no crédito para pessoas jurídicas, um resultado 45,6% superior ao mesmo período de 2021. Na contratação do crédito imobiliário para pessoas físicas, pelo Casa Verde e Amarela, houve um aumento de 41,4% em relação ao mês de julho. 

“Foram no mês de agosto 7,2 bi de contratação geral só no casa verde e amarelo que significa um crescimento em relação a julho 36%, em relação a agosto  de 2021 o juros estava mais baixo de 45%. Então contratamos pessoa física 5,8 bi e isso aqui para mim é o resultado claro daquele ajuste que a deu um resultado rápido”, enumera a presidente da instituição.

O pastor Tiago dos Santos, de 37 anos, financiou uma propriedade pelo programa, via Caixa Econômica Federal. Segundo ele, as condições para o financiamento foram muito favoráveis. “Vale muito a pena financiar pela Caixa Econômica, é o sonho de todo brasileiro e a taxa viabiliza isso de uma forma mais justa do que os outros bancos”, compara.

Como contratar o financiamento

Pelo simulador habitacional, disponível no aplicativo Habitação Caixa ou no site do banco, o cliente pode simular a operação pretendida. Após a simulação, é possível prosseguir com o processo de aprovação da operação no próprio aplicativo. Também existe a alternativa de procurar uma das agências da Caixa ou um Correspondente Caixa Aqui. 
No site do banco é possível conhecer melhor as linhas de financiamento habitacional e fazer simulações sobre a melhor opção. 

Os clientes podem obter informações também pelos telefones 3004-1105 e 0800 726 0505 (de segunda a sexta-feira das 8h às 20h) e 0800 726 8068 (de segunda a sexta-feira em qualquer horário e aos sábados de 10h às 16h).



Fonte: Brasil 61

Porto Itapoá é referência em operações com lanchas de luxo

O Porto Itapoá tornou-se uma referência em operações com lanchas de luxo. O Terminal é reconhecido há tempos pela sua expertise no segmento, mas, desde 2021, consolidou sua posição como um dos principais players deste mercado no Brasil. Desde janeiro de 2021 até o momento, foram 32 operações com movimentação de lanchas.

Deste total, 20 foram do tipo OOG (Out of Gauge) – que excede ao tamanho convencional dos contêineres – e 12 do tipo Break Bulk – quando demanda um tipo diferente de acondicionamento. O diretor de desenvolvimento de negócios e experiência do cliente do Porto Itapoá, Roberto Pandolfo, afirma que o Terminal se preparou para essa demanda. “Tratam-se de operações que demandam equipamentos e mão de obra especializados e, por esse motivo, decidimos criar uma estrutura específica e dedicada para essa finalidade”, explica.

Com o constante desenvolvimento desta área, a demanda vem crescendo, segundo Pandolfo. “Hoje temos uma agenda de operações bastante expressiva e constante o que, naturalmente, nos estimula a continuar evoluindo, no sentido aumentar ainda mais a nossa capacidade”, diz. Ao todo, foram 46 lanchas movimentadas nesse período. 

O mercado náutico vem de uma sequência histórica animadora: cresceu 10,3% em 2021, comparado a 2020, e 20% no ano anterior, segundo dados Associação Brasileira de Construtores de Barcos e Implementos (Acobar). “O maior vetor deste movimento é a exportação, responsável por mais de 90% das operações”, explica Pandolfo. 

Os principais destinos desde 2021 foram Port Lauderdale, nos EUA, Sidney, na Austrália, Valência, na Espanha, e Londres, na Inglaterra. No entanto, destinos brasileiros também são comuns. Foi o caso de uma lancha de cerca de 50 toneladas – a maior já feita pelo Terminal -embarcada em julho de 2022, com destino a Manaus. 

11 anos e ótimos indicadores
O Porto Itapoá completou 11 anos em junho de 2022 com indicadores e números a serem celebrados. Apesar de bastante jovem, já figura, desde 2015, entre os cinco maiores portos do Brasil, sendo uma referência na movimentação de contêineres. Ao longo de sua história, mais de 5 mil navios atracaram no Terminal, movimentando cerca de 4 milhões de contêineres e 6,5 milhões de TEUs (Twenty-foot equivalent unit).

Ainda em 2022, foi considerado, pelo 4° ano consecutivo, o porto mais bem recomendado pelos clientes em todo o Brasil, segundo ranking do Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC).

Para materializar esse crescimento, em 2021 a empresa captou no mercado, através de debêntures incentivadas, R$ 750 milhões. Este capital vai ser usado para financiar a ampliação do pátio dos atuais 250 mil metros quadrados para 455 mil metros quadrados em sua fase final. Com isso, o Porto Itapoá vai elevar sua capacidade de movimentação de 1,2 milhão de TEUs para 2 milhões de TEUs ao ano.

A capacidade operacional do Terminal pode ser ainda bastante potencializada com a chegada de novas empresas do segmento logístico na chamada retroárea. 

O cenário futuro do Porto Itapoá tem se desenhado com otimismo. A obra para ampliação e retificação do canal de acesso, na entrada da Baía da Babitonga, já tem licença prévia emitida pelo IBAMA. Isto permitirá que navios maiores, de até 360m, aportem na região. O acesso rodoviário também passa por este processo: todas as rodovias já têm projetos executivos em andamento para suas duplicações. Uma ferrovia também já é estudada por autoridades.

Debate sobre portos traz alternativas promissoras para os investimentos no setor

Para aumentar sua participação no comércio internacional, o Brasil precisa urgentemente de modernizar seus portos. Funcionando com eficiência e capacidade ampliadas, eles agirão como facilitadores da cadeia logística nacional, atendendo à crescente demanda com qualidade e preços competitivos. É preciso, portanto, investir, enfatizaram os participantes do SUMMIT PORTOS 2022 – Capacidade e Competitividade. 
O evento aconteceu no dia 1º de setembro, em Brasília, e reuniu, em três painéis, autoridades e especialistas para debater desafios e soluções para colocar o Brasil em linha com o mercado internacional. Em mensagem de vídeo,  o ministro Marcelo Sampaio, da Infraestrutura, enfatizou que o setor portuário se mostrou resiliente com o aumento da demanda especialmente face aos desafios da pandemia de Covid-19, e está pronto para crescer. Já o candidato a deputado federal Júlio Lopes (PP) apresentou a proposta de um sistema integrado de emissão da chamada Nota Fiscal Única, que deve trazer uma revolução no setor de logística do país. 
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, reafirmou que é necessário agilizar as decisões dos órgãos de controle que “não podem ter apenas caráter punitivista”. Nardes defendeu ainda a necessidade de reforçar a governança e o planejamento, lembrando que o Brasil não sairá da péssima colocação em rankings internacionais de infraestrutura portuária se os investimentos privados não aumentarem consideravelmente.
No painel “Diagnóstico do Setor Portuário – Impacto das restrições da capacidade portuária nos custos e na eficiência logística do país”, os palestrantes indicaram que há espaço para ampliar a infraestrutura nacional diante da reconfiguração que o mundo está passando, desde que medidas sejam tomadas para propiciar as condições adequadas para os investimentos.
Participaram desse painel o consultor Gesner Oliveira, o superintendente-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), Alexandre Barreto, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Eduardo Nery, e o executivo de assuntos logísticos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), José Perboyre Gomes.
Nesse sentido, Gesner Oliveira foi enfático em defender, num setor com características singulares, as vantagens da integração vertical – com a união de forças de players da cadeia produtiva proporcionando redução de custos –, e a necessidade de segurança jurídica para novos investimentos. Apontou, ainda, os empecilhos que devem ser evitados na concessão do STS10, área do novo terminal de contêineres em Santos (SP).
O segundo painel abordou as “Melhores práticas adotadas no mundo” em relação ao setor portuário, no qual os palestrantes indicaram que o país ainda está atrasado frente ao atendimento da demanda do setor de contêineres. O grupo foi composto pelo consultor de infraestrutura da Câmara dos Deputados, César Mattos, pelo head of terminals Americas da empresa APM Terminals, Leo Huisman, pelo representante da Fundação Valência Portos, Jonas Mendes Constante, pelo gerente-geral de logística da Eldorado Brasil Celulose, Flávio da Rocha Costa, e pela coordenadora-geral do Cade, Lilian Marques.
O terceiro painel focou nos desafios do setor portuário. A falta de planejamento foi apontada como fator de atraso para o desenvolvimento nacional, inclusive com a revelação de prejuízos causados pelo baixo volume de investimentos no setor. Atualmente, mais de 68% das encomendas internacionais de navios contêineros no mundo são com capacidade superior a 12.500 TEUs (unidade equivalente de carga de 20 pés). Os portos nacionais, no entanto, ainda não operam regularmente com navios desse porte. É preciso, para isso, que sua infraestrutura seja modernizada, e os custos logísticos, reduzidos.
O Summit Portos teve o secretário Nacional de Portos do Ministério da Infraestrutura, Mário Povia, o diretor de desinvestimentos do Ministério da Economia, Bruno Sad, o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Mateus Szwarcwing.  Os benefícios da verticalização voltaram a ser defendidos pelo consultor Luis Claudio Montenegro. E a superintendente institucional de logística do Grupo Suzano, Patrícia Lascosque, relatou os investimentos que sua empresa vem fazendo em infraestrutura para poder permanecer competitiva.
A palestra de encerramento ficou por conta do secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde, Marcus Vinícius Dias, que tratou dos processos de verticalização na área da saúde e que  ajudaram a enfrentar os desafios logísticos na pandemia. O diretor de investimentos e terminais da TiL (Terminal Investment Limited), Patricio Junior, fez de sua fala de encerramento no Summit Portos 2022 – Capacidade e Competitividade uma conclamação para que o país possa avançar e se livrar da ineficiência no setor portuário e logística, captando investimentos internacionais.

 

ELEIÇÕES 2022: Carta aberta da OCESC expõe as pautas prioritárias do cooperativismo de SC
Um conjunto de proposições para o desenvolvimento e a competitividade das cooperativas – endereçado aos candidatos às eleições de 2022  –  foi elaborado pela Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC) e anunciado hoje (31/08).
“Participar ativamente do processo eleitoral e acompanhar seu impacto junto à sociedade é fundamental para o exercício da democracia”, observa o presidente Luiz Vicente Suzin. 
O documento elencou as pautas no plano estadual e na esfera federal com o objetivo de sensibilizar os candidatos e futuros governantes sobre as demandas prioritárias do sistema cooperativista.
Entre as reivindicações constam propostas como ampliar a segurança no setor rural, programas permanente de combate às estiagens, energia e conectividade para o campo,.
No âmbito estadual, o documento propõe políticas em três áreas: fortalecimento sistêmico, apoio à agroindústria cooperativa e manutenção da competitividade.
No âmbito federal a carta traz as demandas apresentadas pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) que foram estruturadas cinco linha de ação:  cooperativas como protagonistas de uma nova economia, cooperativismo como modelo econômico do desenvolvimento sustentável, cooperativas em prol de cidades e comunidades mais prósperas, construindo o futuro do trabalho pela cooperação e bases estruturantes para impulsionar o Brasil.
Na íntegra, a carta aberta:
 
CARTA ABERTA AOS CANDIDATOS AO PLEITO ELEITORAL 2022
 
 
Manter a competitividade e o desenvolvimento das cooperativas catarinenses é o compromisso da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC). Na função de entidade representativa do cooperativismo catarinense, a OCESC apresenta as principais reivindicações do setor para o pleito eleitoral de 2022. Em Santa Catarina, são 255 cooperativas registradas na OCESC em sete diferentes ramos de atuação econômica:
 
1) agropecuário;
2) consumo;
3) crédito;
4) infraestrutura;
5) trabalho, produção de bens e serviços;
6) saúde;
7) transporte.
 
No consolidado de 31/12/2021, as cooperativas movimentaram R$ 68 bilhões em negócios, congregam 3,4 milhões de cooperados e geram 83.000 empregos diretos. Como um modelo societário isonômico e integrativo tem forte atuação e preocupação com o desenvolvimento sustentável nas comunidades onde atuam. É reconhecido que onde as cooperativas são mais representativas o IDH e melhor, reforçando a importância das cooperativas na sustentabilidade local.
 
Pautas prioritárias do  COOPERATIVESMO CATARINENSE
 
ÂMBITO ESTADUAL
 
POLÍTICAS DE FORTALECIMENTO SISTÊMICO
As cooperativas são reconhecidas por promoverem o desenvolvimento econômico e social nas comunidades onde estão inseridas. Nesse sentido, e necessário que os próximos governantes atuem na valorização dos impactos positivos desse modelo de negócio.
•        Compromisso com o fortalecimento da FRENCOOP-SC;
•        Ampliar a segurança no campo;
•        Ensino do tema cooperativismo nas escolas.
  
POLÍTICAS DE APOIO À AGROINDÚSTRIA COOPERATIVA CATARINENSE
Com o intuito de manter e ampliar o protagonismo da agroindústria cooperativa catarinense, o sistema espera que os próximos governantes atuem na defesa do crescimento da produção e do mercado interno e externo, em equilíbrio com a sanidade e preservação ambiental.
•        Autonomia orçamentária para a Secretaria da Agricultura;
•        Definição de programas permanentes de combate aos efeitos da estiagem;
•        Potencialização das ações de defesa agropecuária.
 
POLÍTICAS DE MANUTENÇÃO DA COMPETITIVIIDADE
  Para que haja o desenvolvimento de todas as regiões do Estado são necessárias condições favoráveis, através de investimentos em tecnologia, conectividade, disponibilização de energia e escoamento de produção.
•        Adequar as condições para os setores produtivos através de infraestrutura de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias;
•        Disponibilizar conectividade a todas as regiões do Estado;
•        Garantir a disponibilidade de energia elétrica de qualidade;
•        Tratamento justo dos tributos estaduais com relação aos outros Estados;
•        Avançar na política de privatização.
 
 ÂMBITO FEDERAL 
 
COOPERATIVAS COMO PROTAGONISTAS DE UMA NOVA ECONOMIA
Esperamos que o próximo governo busque fortalecer o papel do cooperativismo como parte da agenda estratégica do País, reconhecendo os diferenciais das sociedades cooperativas e seu alto impacto para o desenvolvimento de pessoas e comunidades.
•        Justiça social e adequado tratamento tributário ao ato cooperativo;
•        Legislações e políticas públicas de apoio e estímulo ao cooperativismo;
•        Inserção do cooperativismo em novos mercados;
•        Espaços de representatividade e de participação;
 
COOPERATIVISMO COMO MODELO ECONÔMICO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
  Destacamos a importância de propostas que valorizem o papel das cooperativas para combatermos a fome, alcançarmos a segurança alimentar e a melhoria da nutrição no Brasil e no mundo, por meio de uma produção agropecuária sustentável.
•        Segurança alimentar, combate à fome e agregação de valor à produção;
•        A transição para uma economia de baixo carbono.
 
COOPERATIVAS EM PROL DE CIDADES E COMUNIDADES MAIS
PRÓSPERAS
Destacamos diversas propostas de como as cooperativas podem contribuir, ainda mais, com o governo para prestação de serviços de interesse publico com maior dinamismo e eficiência.
•        Inclusão financeira e desenvolvimento regional;
•        Cooperativismo no desenvolvimento do Norte e do Nordeste;
•        Acesso universal aos serviços de saúde;
•        Energia de qualidade no campo e nas cidades;
•        Educação inclusiva, equitativa e de qualidade;
•        Mobilidade urbana;
•        Aproveitamento do potencial turístico e de lazer;
•        Moradia própria e construção de unidades habitacionais.
 
CONSTRUINDO O FUTURO DO TRABALHO PELA COOPERAÇÃO
Pensar em cooperativismo é também refletir sobre políticas públicas de incentivo às novas tendências de se trabalhar em rede, conectar pessoas e colocá-las no centro das tomadas de decisão de seus próprios negócios, por meio do empreendedorismo coletivo e da autogestão.
•        Proteção social e geração de renda por meio do empreendedorismo coletivo;
•        Comércio justo e plataforma da economia colaborativa;
•        Condição de segurado especial por cooperados.
 
 BASES ESTRUTURANTES PARA IMPULSIONAR O BRASIL
  Parte significativa dos desafios para se empreender no Brasil diz respeito à busca por um ambiente de negócios favorável. Neste contexto, previsibilidade e estabilidade econômica, controle da inflação, infraestrutura e logística, qualificação profissional e políticas de incentivo social e econômico são fatores fundamentais.
•        Previsibilidade e estabilidade econômica;
•        Contas públicas e responsabilidade fiscal;
•        Melhoria do ambiente de negócios e aumento da competitividade;
•        Educação e formação profissional como bases de desenvolvimento do País;
•        Estímulo a instituições eficazes, responsáveis e transparentes.
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