terça, 21 de maio de 2024
11/12/2023

NOTA DE ESCLARECIMENTO Cabeço do Molhe Sul (Recomposição Estrutural)


A Superintendência do Porto de Itajaí, na condição de Autoridade Portuária, vem a público esclarecer, mediante informações publicadas na imprensa sem consulta à Diretoria da Superintendência do Porto de Itajaí:
Desde o ano de 2012, o Cabeço do Molhe Sul vem apresentando recalque (afundamento), de material devido ao forte impacto de ondas em sua face direita.
Em 10 de março de 2022, atual Gestão, a Diretoria Geral de Engenharia desta Superintendência, realizou estudos, e, na oportunidade, fez a contratação de empresa especializada, ao qual a mesma gerou um projeto básico de engenharia, tendo como objeto, a recuperação e ou recomposição de sessão do cabeço do Molhe Sul da Barra do Rio Itajaí Açu.
O projeto de recuperação do cabeço, situado na saída/entrada do Canal de acesso aos portos, tem como objetivo principal, sua revitalização da estrutura, ao qual vem sofrendo ao longo dos anos, na sua grande maioria por ocorrências causadas devido intempéries climáticas.
Diante do projeto, o mesmo prevê que todos os serviços de recuperação do molhe, contemplem ainda diversas atividades onde se destacam:
Relatórios de cálculo de volume, equipes de topografia, de mergulho com equipamentos, escavadeira hidráulica, guindaste com pinça, levantamento aerofotogramétrico e topográfico, uso de drones, plantas de detalhamento, entre outros serviços.
Ainda de acordo com o projeto, a área a ser levantada para a recuperação do Cabeço do Molhe Sul é de aproximadamente 100 metros de comprimento por 46 metros de largura, e, o volume de material a ser recomposto no Cabeço do Molhe Sul, é de 2.662,35 metros cúbicos, o equivalente ao peso aproximado de 6650 toneladas.
O valor da obra de recuperação ou recomposição do Molhe Sul, está orçado num valor superior de R$ 1.000.000,00 (1 milhão de reais), cabendo à Autoridade Portuária, a responsabilidade pelos custos da obra, mas, que atualmente por fatores econômicos, a Superintendência do Porto de Itajaí, está buscando a eficiência de utilização do dinheiro público para a realização de sua recuperação.
Importante ressaltar que o molhe é um elemento estrutural, ao qual serve para dissipar a energia das ondas, e, com isso, trazendo segurança a navegação. O molhe sul é o mais impactado pelas fortes ondas, tanto que, o mesmo é maior que o molhe norte, devido a predominação de ondas.
Tendo em vista que o molhe é um elemento estrutural e essencial para o Canal de navegação do Complexo Portuário do Rio Itajaí Açu, necessitando de recomposição de sessão, a Diretoria de Engenharia informa ainda, que não existem riscos de navegação no local, não apresentando riscos de colapso devido seu recalque (afundamento).
A estrutura dos molhes norte e sul, foram feitas para dissipar e suportar a energia das ondas. É um equipamento, uma estrutura física, que rotineiramente, deve ser realizada sua manutenção, por isso, que inclusive, os estacionamentos localizados nos pátios de ambos os molhes, não podem ter estrutura edificada, pois o local serve de canteiro permanente de obras.
Com o futuro lançamento do Edital de Arrendamento Definitivo (35 anos), o molhe sul, incluindo-se demais regiões em seu entorno, estarão inseridos dentro de um cronograma de etapas e melhorias de infraestrutura ao qual terão a obrigação de passar por grandes obras.
A Diretoria Geral de Engenharia, por meio da Superintendência do Porto de Itajaí, informa a todos que frequentemente acompanha, monitora e fiscaliza o local onde está situado o molhe. São realizados levantamentos e está envolvida diretamente para que este trabalho no local seja realizado o mais breve possível.
Por fim, a Superintendência do Porto de Itajaí, lamenta que pessoas que atuam diretamente em certos veículos de comunicação, como jornalistas, comentaristas, colunistas, e demais colaboradores de suas respectivas redações, tenham publicado informações antecipadas de que poderia haver desmoronamento do molhe sul, entre outros de mesma origem, não fizeram seu dever como profissionais de comunicação: de antes entrarem em contato com a Autoridade Portuária, por meio de sua Secretaria Geral de Comunicação Social, ou até mesmo entrar em contato com a diretoria da Superintendência, ao qual sempre se fez presente, atendendo os representantes de imprensa, para ao menos consultarem a posição da Superintendência, dando o seu posicionamento contraditório, como se deve ser um bom jornalismo.
Eis o relato!
Respeitosamente,
Superintendência do Porto de Itajaí (Autoridade Portuária).

 



Blog

Semana do Microempreendedor Individual (MEI) promove mutirão de atendimentos e consultorias

O Município de Itajaí, por meio da Secretaria Municipal da Fazenda e do Espaço do Empreendedor, vai promover entre os dias 20 a 24 de maio a Semana do Microempreendedor Individual (MEI). A iniciativa contará com mutirão de atendimentos e consultorias individuais do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nas áreas de Gestão Financeira, Marketing e Vendas. A programação acontece na rua Alberto Werner, nº 17, sala 1, das 13h às 19h, e é destinada aos empreendedores individuais e empresas de pequeno porte. O evento visa incentivar o setor por meio de serviços e capacitações gratuitas.

Para efetuar as inscrições das consultorias individuais do Sebrae nas áreas de Gestão Financeira, Marketing e Vendas, clique aqui.

O MEI é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Itajaí foi uma das primeiras em Santa Catarina a oferecer o serviço. Podem se tornar MEI, pessoas que faturam no máximo R$ 81 mil por ano e não tenham participação em outra empresa como sócio ou titular. O MEI também pode ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.

Espaço do Empreendedor

O Espaço do Empreendedor é um serviço que pertence à Secretaria Municipal da Fazenda. A área atende Microempreendedores Individuais de Itajaí, presencialmente, e empresas de pequeno, médio e grande porte, via sistema on-line Aprova digital. O local atende cerca de 1.000 empresas mensalmente e realiza serviços como emissão de guias, entrada de alvará e abertura de MEI.

Para se cadastrar como MEI, é necessário ter em mãos carteira de identidade, CPF, título de eleitor, acesso ao sistema GOV.BR com selo prata ou ouro, e comprovante de endereço de onde será a sede da empresa – que pode ser a residência do MEI. No momento de inscrição, é feita a pesquisa de viabilidade do negócio e, se aprovada, já é feito o cadastro no Portal do Empreendedor e solicitado o alvará de funcionamento.

Para mais informações, o Espaço do Empreendedor atende pelo número (47) 3241-4212, WhatsApp (47) 99704-0086 ou pelo e-mail empreendedor@itajai.sc.gov.br.

Fapesc e Sebrae lançam quarta edição do Programa Acelera Startup SC

Os empreendedores catarinenses terão mais uma oportunidade de receber apoio financeiro para o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços inovadores. A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), com a colaboração do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Santa Catarina (Sebrae/SC), lançou nesta quarta-feira, 15, a quarta edição do Programa Acelera Startup SC. O edital 17/2024 vai fomentar até 20 projetos de empreendedorismo, com até R$ 80 mil para cada.
 
O edital tem o objetivo de colaborar na aceleração do empreendedorismo inovador em Santa Catarina e tem um valor global de até R$ 1,6 milhão, recursos oriundos do orçamento da Fapesc. O Programa Acelera Startup SC é voltado para os participantes da Programa Startup SC, realizado pelo Sebrae, e que oferece capacitações para empreendedores.
 
Podem enviar propostas startups que tiverem faturamento igual ou inferior a R$ 4,8 milhões entre 1º de janeiro de 2023 e 31 de dezembro de 2023. O prazo de submissão das propostas é até 18 horas do dia 17 de junho, no Sistema SIGFapesc. Os projetos selecionados deverão dar uma contrapartida financeira de, no mínimo, 5% do valor recebido.
 
A Fapesc irá divulgar os projetos selecionados no 4º Programa Acelera Startup SC no dia 16 de agosto, durante a programação do Startup Summit, que ocorrerá em Florianópolis.

 

Mais de 1200 pessoas participam da abertura do Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais

Um grande público compareceu a abertura oficial do 39º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais (CNSE), na noite dessa quarta-feira, 15. O evento acontece no Expocentro, em Balneário Camboriú, e reúne presidentes, executivos, assessores jurídicos e de comunicação de sindicatos empresariais de todo o país.

Para os congressistas, é uma oportunidade de networking e de compartilhar boas práticas e iniciativas que deram certo. Toda programação foi pautada no compromisso de proporcionar novas discussões e trazer painéis modernos com temas diferenciados, como enfatizou a presidente do congresso, Rosemari Tomazino, em seu discurso de boas-vindas.

“Nosso desejo é que cada participante vivencie novas experiências em nossa cidade. Esperamos que os temas abordados no congresso, em especial as negociações coletivas, os serviços que garantem a sustentabilidade das entidades, o jurídico com as legislações, sejam assuntos produtivos e de relevância, trazendo o crescimento profissional de cada participante”.

O CNSE é realizado todos os anos e congrega micros, pequenos, médios e grandes empresários do Brasil, com o objetivo de propor melhorias e avanços produtivos para as empresas, além de inovações para o setor. Pela primeira vez, o turismo é debatido no evento como um fomentador do comércio.

“Santa Catarina precisa se fortalecer do turismo, principalmente o internacional. Hoje nós temos aqui cerca de mil sindicatos empresariais do Brasil. Queremos discutir, trazer soluções e novas ideias para que a gente possa, cada vez mais, captar o turista para o nosso estado”, destacou Hélio Dagnoni, presidente da Fecomércio. 

O evento segue até sexta-feira, 17 e a expectativa é reunir mais de 1500 pessoas.

Restituição Imposto de Renda 2024: R$ 1,1 bilhão do 1º lote vai para o Rio Grande do Sul

O primeiro lote da restituição do Imposto de Renda 2024 será pago no dia 31 de maio e R$ 1,1 bilhão será destinado aos contribuintes do Rio Grande do Sul (RS). Apenas neste lote estão incluídos cerca de 900 mil gaúchos.

De acordo com Robinson Barreirinhas, secretário especial da Receita Federal, a medida supera as estimativas anunciadas. Além disso, as mudanças no sistema, que viabilizaram o fechamento do 1° lote no dia 15 de maio ao invés do dia 10, foram responsáveis pela ampliação do número de contribuintes beneficiados.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dentre as medidas anunciadas no pacote Reconstrução: A Medida Provisória do Rio Grande do Sul e do Brasil, priorizou a restituição aos contribuintes gaúchos.

Mutirão de Acessibilidade Digital no Rio Grande do Sul
A Receita Federal também afirmou que promoverá nos próximos dias o Mutirão de Acessibilidade Digital no Rio Grande do Sul. A iniciativa tem como principal propósito levar àqueles que se encontram em abrigos acesso a serviços públicos digitais disponibilizando computadores, tablets e internet.

Os serviços disponibilizados serão:

Acesso a serviços públicos pelo portal gov.br;
Acesso à conta bancária e contas de email;
Antecipação da restituição do Imposto de Renda.

Para o secretário da Receita Federal Robinson Barreirinhas, o Mutirão se soma a uma série de outras medidas anunciadas pelo órgão, como:

Doação de mercadorias;
 Postergação do pagamento de tributos e entregas de declarações, a exemplo do imposto de renda;
 Disponibilização de helicóptero e drones da instituição;
 Lançamento do Receita Via Rápida para facilitar o recebimento de doações do exterior.
Data dos lotes de restituição do Imposto de Renda
1° lote: 31/05/2024
2° lote: 28/06/2024
3° lote: 31/07/2024
4° lote: 30/08/2024
5° lote: 30/09/2024
1° lote residual: 31/10/2024
2° lote residual: 29/11/2024
3° lote residual: 31/12/2024
4° lote residual: 31/01/2025
5° lote residual: 28/02/2025

FIESC realiza a Semana da Indústria de 20 a 24 de maio

 As entidades que integram a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) - SESI, SENAI e IEL - realizam de 20 a 24 de maio em todo o estado a Semana da Indústria. Palestras, oficinas e visitas técnicas fazem parte da programação que é gratuita e voltada à comunidade industrial. 

Entre os destaques da programação está a entrega de novas estruturas de saúde e educação do SESI em Criciúma. A solenidade ocorre às 10h do dia 23 de maio. Além da nova biblioteca, a unidade escolar ganhou Espaço STEAM e revitalizou o parque infantil. A unidade de saúde do SESI também foi modernizada e passa a contar com clínica de vacinação. 

Em Blumenau, a programação inclui um café exclusivo para empresários com o diretor de inovação e competitividade da FIESC, José Eduardo Fiates, que abordará a proposta de plano para a neoindustrialização do estado. O encontro é no SENAI (Rua São Paulo, 1147) e se inicia às 8h.

Os Institutos SENAI de Inovação e de Tecnologia promovem eventos que vão discutir aspectos relacionados à competitividade da indústria, incluindo a jornada ESG (governança, sustentabilidade e social). Saiba mais.  

Simpósio UniSENAI
Também faz parte da programação da Semana da Indústria o Simpósio Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão do UniSENAI (SIMPEX), que ocorre de 21 a 23 de maio na Associação Empresarial de Joinville (ACIJ). O evento visa destacar o papel e a relevância das ações de inovação, ensino, pesquisa e extensão do UniSENAI por meio de abordagens interdisciplinares realizadas na transformação sustentável da indústria 4.0. 

Inscreva-se aqui para o SIMPEX. 

A abertura oficial do simpósio será às 19h do dia 21 de maio. Antes disso, às 17h, o SENAI assina protocolo de intenções com a American Global Tech University (AGTU), dos Estados Unidos. Entre as parcerias viabilizadas por meio do acordo estão programas de pós-graduação (MBA) e de mestrado reconhecidos nos Estados Unidos, além do reconhecimento dos títulos do UniSENAI para tecnólogos superiores e engenharias. A iniciativa faz parte da estratégia do centro universitário para internacionalizar ensino, pesquisa e extensão.

Responsável por 3,7% do PIB, setor de defesa é oportunidade para indústria de SC

Um dos motores do desenvolvimento de novas tecnologias no país, o setor de defesa e segurança foi responsável por 3,72% do PIB brasileiro em 2022 e movimentou R$ 86,6 bilhões só no primeiro semestre do ano passado. A informação foi transmitida pelo presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC) e presidente do Conselho da Indústria de Defesa e de Segurança (Condefesa) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mario Cezar de Aguiar. Em seu discurso na abertura da SC Expo Defense, Aguiar destacou a relevância do setor para a indústria, incluído entre as missões prioritárias do governo federal na sua nova política industrial. 

“O setor de defesa e segurança foi responsável por R$ 7,47 bilhões em investimentos no acumulado do primeiro semestre do ano passado e por exportações de R$ 11,57 bilhões. São produtos de altíssimo valor agregado em um setor que gera empregos extremamente qualificados na indústria”, afirmou Aguiar. 

O presidente da FIESC destacou ainda que o segmento ajuda a movimentar outros setores, como os de máquinas e equipamentos mecânicos; equipamentos de informática; produtos eletrônicos e ópticos; automóveis, caminhões e ônibus e até a construção civil. “Também movimenta o ecossistema de inovação, fomentando a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias, beneficiando, além das indústrias, institutos de pesquisa e universidades”, destacou.

O secretário de produtos de defesa do Ministério da Defesa, Major-Brigadeiro do Ar Rui Chagas Mesquita, afirmou que o evento oferece uma plataforma para empresas regionais mostrarem suas capacidades na área de defesa, para  promover cooperação com parceiros internacionais, abrir espaço para o desenvolvimento de novos produtos e impulsionar a inovação tecnológica.

“É um ambiente propício para o desenvolvimento de novas colaborações e parcerias duradouras e contribui para a soberania tecnológica. A presença das financiadoras ajuda a fortalecer a pesquisa, incentivando retenção e repatriação de talentos e a minimizar os gargalos em tecnologias críticas para a defesa”, afirmou. Também destacou que o Ministério da Defesa está trabalhando pela manutenção dos incentivos fiscais disponíveis para empresas do setor na regulamentação da reforma tributária. 

Investimentos de SC

Durante o evento, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc) anunciou um novo programa estadual para fomentar a indústria de defesa em Santa Catarina. O Programa  de Estímulo a Tecnologias de Interesse para a Soberania e Defesa Nacionais será lançado no próximo dia 29 de maio, com um edital da Fapesc.

O edital do programa vai conceder R$ 6 milhões em subvenção econômica para indústrias de todos os portes que atendam a áreas de interesse da Base Industrial da Defesa, identificados pela Portaria MD 1112, de 4 de março de 2024.

“Temos no estado polos de desenvolvimento extraordinários e com ampla possibilidade de sinergia a demandas do setor de defesa. Tecnologias que hoje temos nas mãos todos os dias emergiram de demandas de órgãos da defesa e essa migração irá se repetir no futuro”, afirmou Fábio Wagner Pinto, presidente da Fapesc. 

Para Marcelo Fett, secretário de estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, o setor de defesa é fundamental para a indústria e a economia de SC pela sua capacidade de gerar inovação tecnológica. “O setor sempre foi estratégico para SC, e o estado dispõe de mecanismos e políticas públicas que contribuem para desenvolver o setor de defesa. O desenvolvimento das Fragatas Tamandaré no estado é um exemplo disso”, destacou Fett.

Oportunidades para a indústria 

Na abertura, foi assinado ainda um protocolo de intenções para a criação de uma Câmara de Nacionalização, com os objetivos de desenvolver uma cadeia de suprimentos para a defesa baseada em fornecedores nacionais, aumentar a participação das empresas brasileiras na construção naval e reduzir a dependência estrangeira e geração de empregos. 

O primeiro dia de evento contou ainda com apresentações das Forças Armadas detalhando suas demandas e as oportunidades de aquisições de produtos e serviços de empresas participantes do evento. 

Programação de 17/5

Nesta sexta (17), a programação traz a palestra de Fiona Murray, professora de empreendedorismo e decana associada para Inovação e Inclusão no MIT Sloan. O trabalho de Murray se concentra na transformação de investimentos em ciência e tecnologia em inovação, especialmente em startups de alta tecnologia. Além disso, é membro do conselho do Fundo de Inovação da OTAN.

Com o objetivo de fomentar novas parcerias comerciais entre empresas brasileiras e italianas no segmento de Defesa e Segurança, a SC Expo Defense vai sediar o Diálogo de Defesa Brasil-Itália. A iniciativa dos Ministérios da Defesa do Brasil e da Itália tem como foco identificar oportunidades de intercâmbio tecnológico e novos negócios entre empresas dos dois países.

A SC Expo Defense, evento focado em inovação e tecnologias para o setor de Defesa e Segurança, e que teve início hoje (16) e segue nesta sexta-feira na sede da FIESC em Florianópolis, reforça a vocação catarinense em tecnologia e inovação, trazendo discussões, troca de experiências e apresentação de produtos e projetos de base tecnológica de defesa. 

Economia de SC cresce 5,1% em fevereiro, incentivada por juros, exportações e consumo interno

A atividade econômica catarinense cresceu 5,1% no segundo mês do ano, em relação a fevereiro do ano passado. O percentual está acima da média brasileira, de 2,6% no mesmo período. De acordo com análise do Observatório FIESC, o desempenho foi motivado pelo ciclo de redução da taxa de juros no Brasil e pela manutenção do consumo das famílias, além de crescimento de exportações.

A indústria cresceu 6,6% em Santa Catarina em fevereiro, em relação ao mesmo mês de 2023. O setor de equipamentos elétricos cresceu 21,3% no período, enquanto o segmento de máquinas e equipamentos avançou 3,7%, ambos incentivados pela trajetória de queda da Selic, que favorece a aquisição de bens de capital.

“A contribuição da indústria para a atividade econômica catarinense também foi decorrente do volume recorde de exportações do estado no primeiro trimestre de 2024. A venda ao exterior de bens de capital intensivos em tecnologia cresceu 11,3% de janeiro a março deste ano e impulsionou a economia catarinense”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias de SC, Mario Cezar de Aguiar. 

A economista Camila Morais, do Observatório FIESC, ressalta que a demanda externa no setor madeireiro também contribuiu para o desempenho, com a expansão de 13,5% em fevereiro, contra o mesmo mês de 2023. “As melhores condições da indústria da construção dos Estados Unidos têm ampliado as exportações do setor e também as vendas de motores elétricos”, destacou. 

Camila explicou também que as exportações de bombas de líquidos, máquinas e aparelhos mecânicos com função própria e máquinas agrícolas para países da América Latina também contribuíram para o desempenho.

Consumo das famílias 
O crescimento da atividade econômica de Santa Catarina refletiu ainda o impacto positivo da manutenção do nível de consumo das famílias no mercado interno, que favoreceu o crescimento da produção de produtos alimentícios. A indústria de produtos têxteis expandiu motivada, dentre outros aspectos, pela fabricação de tecidos de malhas para atender as novas coleções de outono/inverno.

Outros setores

De acordo com análise do Observatório FIESC, o comércio teve a maior variação em fevereiro em relação ao segundo mês do ano passado, com expansão de 11,3%. O resultado também refletiu o ciclo de queda das taxas de juros e a manutenção do nível elevado do consumo das famílias. As vendas de eletrodomésticos, por exemplo, tiveram crescimento de 18,4%, sendo a sexta expansão consecutiva em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

Nesse cenário, destaque também para a comercialização de veículos, motocicletas, partes e peças, com alta de 22,7% no período. Essa atividade impulsionou a venda de combustíveis e lubrificantes, que cresceu 4,8% no período analisado. Já a melhoria nas condições de acesso ao crédito e a queda nos preços incentivaram o aumento das vendas de materiais de construção, que cresceram 5,0% em fevereiro.

A venda de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação também teve aumento, de 19,5% em fevereiro, em relação ao mesmo mês do ano anterior, influenciada pela expansão das atividades administrativas e serviços complementares, que envolvem locação de mão de obra e serviços de escritório.

O segmento de serviços cresceu 8,4% no segundo mês de 2024 contra 2023, também puxado pelo consumo elevado das famílias, que impulsionou os serviços de transporte e armazenagem, que cresceram 9,3% na análise interanual, especialmente o transporte rodoviário de cargas. 

SC sedia evento de Defesa e Segurança focado em novas tecnologias

Responsável por 3,72% do PIB brasileiro em 2022, o setor de Defesa e Segurança vem se consolidando como estratégico para o país.  Diante desse cenário, a Federação das Indústrias de SC (FIESC) realiza, nos dias 16 e 17 de maio, a SC Expo Defense. O evento reforça a vocação catarinense e vai focar em tecnologia e inovação, trazendo discussões, troca de experiências e apresentação de produtos e projetos de base tecnológica de defesa. 

Após ser incluído como prioritário na nova política industrial do país, a expectativa é de que o tratamento estratégico que o governo federal tem dado ao segmento se reflita em mais investimentos e recursos para o desenvolvimento do setor, com impactos positivos para as indústrias nacionais.

“A nova fase da SC Expo Defense está totalmente alinhada com o novo momento do setor de defesa. Teremos um espaço para que startups possam apresentar seus projetos e conhecer as demandas das Forças Armadas Brasileiras para desenvolvimento conjunto de novas tecnologias”, explica o presidente da FIESC e do Conselho da Indústria de Defesa (Condefesa) da CNI, Mario Cezar de Aguiar. 

Entre as empresas brasileiras credenciadas como Empresas Estratégicas de Defesa (EEDs) e Empresas de Defesa (EDs), a maioria são micro e pequenas. “Envolvê-las em projetos de defesa significa fomentar a economia de um estado que possui nas MPEs uma grande força”, diz Aguiar.

Formato do evento

Além de uma área de exposição de indústrias e potenciais fornecedores de materiais para o segmento, o evento vai promover a aproximação entre a indústria, as Forças Armadas, centros de pesquisa e a academia, por meio de rodadas de negócios, palestras e um palco interativo, onde as empresas poderão apresentar seus produtos para os visitantes.

“Com foco em inovação e tecnologia, será possível conhecer protótipos e produtos inovadores, com a possibilidade de experimentação por meio de simuladores”, afirma o presidente do Condefesa da FIESC, Cesar Olsen. 

A Rodada de Oportunidades é um dos destaques da SC Expo Defense, com empresas e entidades apresentando suas demandas e necessidades para 40 empresas. Entre os participantes estão Marinha, Exército, Aeronáutica e Forças de Segurança. As empresas participantes poderão apresentar produtos e serviços a esses órgãos, além de tirar dúvidas sobre os processos de compra (editais e licitações, por exemplo).

Destaques da Programação

Diálogo de Defesa Brasil-Itália - Com o objetivo de fomentar novas parcerias comerciais entre empresas brasileiras e italianas no segmento de Defesa e Segurança, a SC Expo Defense vai sediar o Diálogo de Defesa Brasil-Itália. A iniciativa dos Ministérios da Defesa do Brasil e da Itália tem como foco identificar oportunidades de intercâmbio tecnológico e novos negócios entre empresas dos dois países. Durante o encontro, os participantes poderão debater áreas de interesse mútuo para cooperação em pesquisa, desenvolvimento e produção de produtos e serviços de defesa e promover o intercâmbio de tecnologias entre empresas da Base Industrial de Defesa (BID) brasileira e italiana.

Palestra de Fiona Murray -  Dame Fiona E. Murray é professora de empreendedorismo e decana associada para Inovação e Inclusão no MIT Sloan. Ela é co-diretora da Iniciativa de Inovação do MIT e atua como Diretora Acadêmica do Centro Legatum. O trabalho de Murray se concentra na transformação de investimentos em ciência e tecnologia em inovação, especialmente em startups de alta tecnologia. Além disso, é membro do conselho do Fundo de Inovação da OTAN, onde contribui para a direção estratégica e supervisão de investimentos em tecnologias inovadoras. Também é membro do conselho de Ciência e Tecnologia do Reino Unido. 

Empresas participantes 

A SC Expo Defense pretende conectar empresas de todos os portes e segmentos com as Forças Armadas, não somente as que produzem produtos ou serviços específicos de defesa e segurança. Apesar de focado em tecnologia e inovação, o evento está aberto a indústrias que possam fornecer materiais para as atividades de apoio e também materiais de consumo para o efetivo, que vão desde meias a alimentos, por exemplo. 

O evento vai contar com a participação da Marinha, Exército e Aeronáutica e já tem a confirmação da participação de empresas como Clemar Engenharia, Intelbras, Emgepron, Fundação CiTeb, Schaefer Yatchs, Imbel, Olsen, Altona, Dígitro, Viposa, Black Marine, SMC Technologic, 4C Foresee, entre outras.  


Boas perspectivas

Nova Indústria Brasil - Missão 6. A perspectiva da injeção de recursos não reembolsáveis por meio de chamadas públicas de subvenção econômica como as lançadas pela Finep, no valor de R$ 280 milhões, e de novas fontes de financiamento previstas na política do governo federal tem como meta alcançar a autonomia na produção de 50% das tecnologias críticas de maneira a fortalecer a soberania nacional no setor.

DEFARS - Além da previsão de investimentos por meio das chamadas públicas da Finep, os bons ventos para o setor também incluem discussões para que o Brasil seja signatário de um acordo com o Departamento de Defesa norte-americano.
A adesão ao chamado DEFARS, documento de regulação e compliance norte-americano que estipula regras para o fornecimento de materiais para as forças armadas e demais órgãos vinculados ao Departamento de Defesa dos EUA, permitiria a exportação de produtos e serviços brasileiros para o maior mercado de defesa do mundo e também para os demais países da OTAN e aliados dos Estados Unidos.

Empresas anunciam voos extras para aeroportos catarinenses

As empresas aéreas que atuam em Santa Catarina estão definindo voos extras para atender o Rio Grande do Sul no transporte de passageiros e cargas. Uma malha área emergencial deve adicionar pelo menos 58 voos por semana nos aeroportos de Florianópolis e Jaguaruna.

A medida é uma alternativa para manter Porto Alegre (RS) e sua região metropolitana conectada com o restante do Brasil e atender as necessidades de transporte de pessoas e cargas. As operações no aeroporto da capital gaúcha estão suspensas até 30 de maio em virtude dos impactos das fortes chuvas.

“Desde o início dessa crise climática sem precedentes estamos em contato com as empresas aéreas para colocar os aeroportos de Santa Catarina à disposição e como alternativa para atender a essas demandas. Sabemos que o planejamento de malha é muito complexo e que todos os esforços estão sendo feitos para que esses voos extras ocorram”, afirma o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins.

A Latam informa que a partir desta sexta-feira (10/5), até 30/5, a operação Guarulhos-Florianópolis-Guarulhos será temporariamente ampliada de 10 para 14 voos diários, Guarulhos-Jaguaruna-Guarulhos passará de 2 para 4 voos diários. No total serão 42 voos extras.

Todas as rotas com incrementos emergenciais da LATAM na Região Sul do Brasil são operadas com aeronaves A321 (capacidade para até 216 passageiros) e A320 (capacidade para até 174 passageiros).

Já a Azul, também informou que aumentou a capacidade de 22 voos, trocando aeronaves modelo ATR-72 (de até 70 passageiros) por modelos A320 (174 passageiros) e também fará 16 operações extras para Florianópolis, Navegantes e Jaguaruna. A empresa ainda aguarda as autorizações da ANAC para oficializar as rotas.

Os voos das empresas podem sofrer alterações em razão de mudanças operacionais, demanda e por regulação dos órgãos de controle.

 

Substituição de produtos brasileiros por importados prejudica indústria nacional

Análise da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a substituição de produtos brasileiros por importados afetou negativamente a produção da indústria de transformação em 2023. Enquanto houve aumento da demanda por bens de consumo, empresários industriais registraram queda na produção. Ao mesmo tempo, segundo a Sondagem Industrialda CNI, intensificaram as queixas de competição desleal entre os principais problemas enfrentados pela indústria, cuja assinalação subiu de 16,3% para 20%, e de competição com importados, que saiu de 6,1% para 11,6% na transição de 2022 para 2023.

O levantamento da CNI mostra que houve aumento da demanda por produtos industriais, mas não foi direcionada para a indústria brasileira. Consumidores têm comprado mais produtos importados por conta do preço, mais barato que o dos itens produzidos pela indústria nacional.

“É impossível competir em um ambiente de negócios tão hostil. As taxas de juros elevadas e o sistema tributário impõem uma série de custos para a produção nacional, seja para os insumos, seja para o bem final, seja na hora de procurar investir ou inovar. E mais, a base industrial também está insatisfeita com a falta de fiscalização e a prática de dumping. Não são questões recentes, mas estão cada vez mais intensas e prejudiciais para indústria brasileira”, explica o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Rafael Lucchesi.

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro Geográfico e Estatística (IBGE) e o Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais mostram que as vendas no comércio varejista e a demanda por bens de consumo cresceram em 2023.

Logo, a questão de demanda interna insuficiente, apontada como um dos principais problemas enfrentados pela indústria em 2023, não pode ser justificada por uma queda no consumo dos brasileiros, mas pela dificuldade de concorrer com os produtos importados.

Setores que apontaram queda da produção e alta de importações em 2023
Sete dos 21 setores da indústria de transformação analisados registraram aumento das importações e, simultaneamente, queda da produção em 2023: madeira; vestuário e acessórios; couro e calçados; metalurgia; produtos diversos; produtos de metal; e móveis.

Quando o período de análise é ampliado para cinco anos, de 2019 a 2023, a proporção de empresas que registraram aumento das importações e queda da produção passa para dois terços dos setores industriais. Portanto, não se trata de um comportamento conjuntural ou particular do ano passado, segundo a CNI.

CNI consultou empresários industriais
Para os empresários industriais entrevistados pela CNI, esse processo não deve ser revertido dentro dos próximos cinco anos. Dentre os motivos, estão os baixos preços praticados pelos produtos chineses, que tornam os produtos mais competitivos e contrastam com os custos elevados de produção nacional, inflados pelo Custo Brasil, além das dificuldades relacionadas aos baixos investimentos, atraso tecnológico, dificuldades logísticas e excesso de burocracia. Foram consultados 152 empresários da indústria de transformação entre 4 e 15 de março de 2024.

Em 2023, enquanto houve uma redução de 4,3% na importação de bens intermediários (itens que compõem produtos como elementos elétricos, minerais, têxteis, borrachas, plásticos), em linha com a queda da produção nacional, ao mesmo tempo foi registrado um aumento da importação de 4,8% de bens de consumo (produtos destinados, diretamente, ao consumidor como carros, eletrodomésticos, roupas, calçados, alimentos e medicamentos).

No mesmo período, houve uma queda de 1% da produção industrial; de 2,6% do faturamento real; de 0,7% do número de horas trabalhadas na produção; e um recuo de 1,9 ponto percentual da utilização da capacidade instalada média da indústria de transformação, segundo a pesquisa Indicadores Industriaisda CNI.

Sobre a Nota Econômica da CNI
Os insumos mencionados no texto constam na Nota Econômica nº 33. O documento compõe uma série que divulga análises sintéticas, elaboradas pelo corpo técnico da CNI, para estimular discussões sobre temas da atualidade econômica e política do Brasil, sobretudo aqueles que afetam diretamente o desenvolvimento e a competitividade da indústria.

Foto: José Paulo Lacerda / CNI
Da Agência de Notícias da Indústria

Banco Central deve manter ritmo de corte da Selic, afirma presidente da CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, enfatiza mais uma vez que a situação inflacionária no Brasil permite, há algum tempo, que o Banco Central abandone o conservadorismo na condução da política monetária em busca de um maior crescimento econômico. Nesse cenário, espera-se que o Banco ao menos mantenha o ritmo de queda da taxa Selic, em 0,5 ponto percentual, nesta reunião de maio de 2024.

“Essa decisão seria compatível com o atual cenário de inflação, sob controle, além de impedir uma redução mais acentuada do crescimento econômico. Além disso, é impraticável a continuidade do projeto de neoindustrialização com altos níveis de taxa de juros”, enfatiza Alban.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses caiu de 4,62%, em dezembro de 2023, para 3,93%, em março de 2024. Além disso, os núcleos de inflação, que excluem preços mais voláteis ou sujeitos a choques temporários, mostram números ainda mais favoráveis: no acumulado em 12 meses até março de 2024, a média de cinco núcleos de inflação foi de 3,6%. A título de comparação, essa média foi de 4,3% no acumulado em 12 meses até dezembro de 2023.

Além da desaceleração efetiva da inflação, as expectativas também são positivas. De acordo o Relatório Focus, do Banco Central, as expectativas apontam inflação de 3,72%, no final de 2024, dentro do limite superior da meta de inflação para 2024, de 4,5%, e mais próximo do centro da meta, de 3%, do que em 2023, quando a inflação de 4,62% ficou mais distante do centro da meta (3,25%).

Portanto, se os preços estão sob controle, manter o ritmo de queda da Selic evita penalizar ainda mais a atividade econômica no Brasil. A taxa de juros real em nível tão elevado, provoca danos consideráveis à economia brasileira. Mesmo com os cortes da taxa Selic realizados desde agosto de 2023, a taxa de juros real está em 6,9% ao ano, ou seja, 2,4 pontos percentuais acima da taxa de juros neutra, que não estimula nem desestimula a atividade econômica.

Impactos da alta taxa de juros real na economia
A consequência do alto nível da taxa de juros real é a perda de dinamismo da economia brasileira. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), calculado pelo Banco Central, apontou crescimento de apenas 1,23% no trimestre encerrado em fevereiro de 2024, na comparação com o trimestre anterior. Para uma economia que cresceu 2,9% em 2023, é evidente a perda de ritmo de crescimento.

O principal mecanismo através do qual a elevada taxa de juros real atua sobre a atividade econômica é o mercado de crédito. Os dados mostram que, apesar do aumento real de 1,1% nas concessões totais de crédito no acumulado em 12 meses até março de 2024, em comparação com acumulado em 12 meses até março de 2023, as concessões para as empresas tiveram queda real de 1,9%.

É preciso salientar que as projeções para crescimento do PIB brasileiro em 2024 (2,05%), apesar de terem sofrido revisões para cima, indicam queda no crescimento em relação ao registrado em 2022 (3%) e 2023 (2,9%).

Além de crescer menos do que nos anos anteriores, o Brasil deve crescer menos que os demais países emergentes. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que o PIB brasileiro deve crescer 1,7% em 2024, enquanto os países emergentes de renda média devem crescer 4%, em média, em 2024.

Ainda que o PIB cresça acima de 2% em 2024, esse ritmo de crescimento não traz pressão inflacionária, pois se encontra abaixo do ritmo de crescimento potencial, estimado entre 2% e 2,5% pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda e em 2,3% pela CNI.

Por esses motivos, uma redução no ritmo de queda dos juros será inadequada, pois há espaço para manutenção do corte de juros por parte do Banco Central, o que contribuiria para melhorar a situação enfrentada pela atividade econômica brasileira.

A redução do custo financeiro suportado pelas empresas, que se acumula ao longo das cadeias produtivas, e pelos consumidores é ponto fundamental para a impedir uma desaceleração ainda maior do crescimento econômico. 

O Brasil é Um dos Piores Lugares do Mundo para Empreender

Mesmo com um mercado gigantesco e um povo cheio de ideias, empreender no Brasil pode ser um verdadeiro labirinto. Estudos importantes como o Índice de Facilidade de Fazer Negócios, do Banco Mundial, e o Relatório Global de Competitividade, do Fórum Econômico Mundial, colocam o Brasil numa posição nada invejável. Eles mostram como a burocracia, os impostos altos e os problemas de infraestrutura complicam a vida de quem quer abrir e manter uma empresa aqui. Além disso, a economia do país sobe e desce como uma montanha-russa, tornando tudo ainda mais imprevisível para negócios e investidores.

Mas será que tudo está realmente perdido? O contador e mestre em negócios internacionais, André Charone, que estudou Empreendedorismo em Países Emergentes na Universidade de Harvard, acredita que, com algumas mudanças importantes, como simplificar as regras para as empresas, rever os impostos e melhorar estradas e portos, o Brasil pode sim se tornar um lugar incrível para empreender. 

“O Brasil tem tudo para ser um líder econômico global, só precisa ajustar os trilhos para que os negócios possam acelerar sem tantos obstáculos”, André Charone. 

Labirinto Burocrático: A Complexidade que Atrasa os Negócios

No Brasil, enfrentar a burocracia é como tentar sair de um labirinto sem fim, especialmente para quem está tentando dar vida a uma nova empresa. André Charone aponta que esse emaranhado de procedimentos e regulamentações não só atrasa a abertura de empresas, mas também faz com que os custos operacionais disparem. Em um cenário global onde agilidade e eficiência são fundamentais, essa realidade coloca as empresas brasileiras em uma posição desfavorável na corrida internacional.

Esse problema burocrático é tão sério que o Brasil figura na 124ª posição no Índice de Facilidade de Fazer Negócios, entre 190 países avaliados. Para se ter uma ideia do impacto disso no dia a dia das empresas, estudos apontam que, em média, são necessárias cerca de 1.500 horas por ano apenas para que uma empresa consiga cumprir com todas as exigências tributárias e fiscais do país. “Esse número exorbitante de horas dedicadas à burocracia não só consome um tempo valioso, mas também representa um custo elevado para as empresas, dificultando ainda mais a jornada de quem empreende no Brasil”, reforça Charone.

Carga Tributária Exorbitante e Complexidade Fiscal

No Brasil, lidar com os impostos é como tentar encontrar a saída de um labirinto especialmente complexo e cheio de armadilhas. As empresas se deparam com uma teia de taxas, contribuições e regras fiscais que frequentemente se contradizem ou se sobrepõem, tornando o sistema tributário brasileiro um dos mais complicados do mundo. André Charone ressalta que essa complexidade e a alta carga tributária não só reduzem os lucros das empresas, mas também as obrigam a buscar especialistas para não se perderem nesse emaranhado. Segundo o contador e mestre em negócios internacionais, isso eleva ainda mais os custos operacionais dos empreendimentos tupiniquins.

Para ilustrar o peso dessa carga, um estudo recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela que a carga tributária no Brasil é uma das mais elevadas entre os países emergentes, representando mais de 33% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse índice coloca uma pressão enorme sobre as empresas, que precisam dedicar uma parcela significativa de seu tempo e recursos apenas para o cumprimento dessas obrigações fiscais.

Infraestrutura e Logística: Desafios na Distribuição

A infraestrutura e a logística no Brasil trazem desafios significativos para as empresas, impactando diretamente sua eficiência e elevando os custos de operação. Problemas como estradas em condições ruins, uma rede ferroviária limitada, e o alto custo de transporte são verdadeiras pedras no sapato para quem tenta fazer negócios no país. Estas questões não só aumentam as despesas com logística, mas também colocam um freio na capacidade das empresas de competir de igual para igual no mercado.

Dados indicam que o Brasil gasta apenas uma fração do que seria necessário em infraestrutura, com cerca de 2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) investido na área, enquanto especialistas recomendam um investimento de pelo menos 4% para atender às necessidades básicas de desenvolvimento. Segundo André, essa deficiência se reflete diretamente no custo Brasil - um termo que descreve os diversos custos adicionais que as empresas enfrentam operando no país, incluindo, mas não limitado a, custos logísticos elevados. “Esses desafios infraestruturais e logísticos não apenas tornam mais caro fazer negócios no Brasil, mas também afetam a agilidade e a capacidade das empresas de servir seus clientes de maneira eficaz, sublinhando a urgente necessidade de investimentos e reformas nessa área”, ressalta o mestre em negócios internacionais.

Existe Luz no Fim do Túnel?

Apesar dos numerosos desafios que delineiam o cenário empresarial do Brasil, o país ostenta um potencial inegável para se tornar uma potência econômica. No entanto, para transformar esse potencial em realidade, é imperativo que sejam implementadas reformas estruturais profundas e coerentes. Segundo Charone, as soluções passam necessariamente por uma reforma tributária completa e abrangente que verdadeiramente simplifique o sistema de impostos, tornando-o mais justo e menos oneroso para as empresas. Tal medida reduziria a complexidade e o custo associado à conformidade fiscal, incentivando assim o empreendedorismo e atração de investimentos.

Além disso, o contador destaca que uma reforma administrativa que modernize a máquina pública é essencial para desburocratizar os processos de abertura e gestão de empresas no país. Segundo ele, isso inclui a digitalização de serviços, a implementação de janelas únicas para processos empresariais e a eliminação de redundâncias regulatórias que hoje asfixiam o potencial empresarial. Investimentos maciços em infraestrutura e educação também se fazem necessários para garantir que as empresas possam operar eficientemente e que o país possa desenvolver o capital humano capaz de sustentar e expandir a inovação. A colaboração entre o setor privado e o governo é fundamental nesse processo, requerendo um comprometimento conjunto para uma visão de longo prazo do desenvolvimento econômico do Brasil.

Para Charone, a implementação dessas reformas não apenas criaria um ambiente mais favorável aos negócios, mas também posicionaria o Brasil como um líder atrativo no mercado global, capaz de competir de igual para igual com outras economias avançadas. O caminho para um Brasil mais próspero e inovador está claro. Agora, é essencial que haja vontade política e um esforço conjunto da sociedade para realizar as mudanças necessárias, garantindo assim um futuro econômico brilhante para o país.PageMaker including versions of Lorem Ipsum.

Sobre o autor:
 
André Charone é contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA).
 
É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e dezenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional.
 
André lançou dois livros com o tema "Negócios de Nerd", que na primeira versão vendeu mais de 10 mil exemplares. Os livros trazem lições de gestão e contabilidade, baseados em desenhos e ícones da cultura pop.
 
Instagram: @andrecharone  
 
Imagem: Consultório da Fama

Floricultura brasileira espera aumento de 8% no comercio de flores para o Dia das Mães

A floricultura nacional está bastante otimista com as vendas de flores e plantas ornamentais para o Dia das Mães. Os produtores, principalmente os associados às cooperativas, já venderam antecipadamente entre 60% e 95%, dependendo da espécie, de toda a produção programada para a data. A expectativa é a de que as vendas sejam 8% melhores do que em 2023. O Dia das Mães responde por 16% do comércio anual de flores e plantas ornamentais, sendo, por isso, considerado o “Natal” da floricultura brasileira.
As reservas e compras antecipadas de flores pelos distribuidores, garden centers, floriculturas, rede de supermercados e outros varejistas já são uma prática comum há muitos anos. “Essa logística permite aos atacadistas garantirem tanto preço quanto produto para a ocasião”, lembra Renato Opitz, diretor do Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura.
 
Vários produtores aguardaram para lançar novas variedades para alavancar as vendas no Dia das Mães. No Veiling Market, por exemplo, realizado pela Cooperativa Veiling, o Sitio Panorama, de Holambra, apresentou a “Joybera”, uma nova variedade de gérbera com maior durabilidade, cores mais vistosas e que trazem mais de uma florada, contra seis variedades até então encontradas no mercado. O produtor Jordi Vernooy explica que o pico de colheita para o Dia das Mães é sete vezes maior do que a comercialização semanal, e representa cerca de 15% da sua produção anual. “Nossa venda antecipada foi em torno de 60%, e as cores mais procuradas foram a vermelha, a rosa e a laranja. Este lançamento inclui, ainda as cores amarela e branca. O sítio Panorama também produz cyclamen nos potes 11 e 14, flor também bastante procurada para presentear as mães.


Tradicionais
Tradicionalmente, as flores mais procuradas nesta data são as rosas, as orquídeas, as hortênsias, os girassóis, as gérberas, os lírios e outras plantas com flores clássicas ou coloridas. A Ecoflora, uma das maiores produtoras de orquídeas do Brasil, sextuplicou a sua produção no sítio Filomena, localizado em Mogi Mirim, na comparação com a demanda normal, só para poder atender aos milhares de pedidos para o Dia das Mães. Em relação ao ano passado, a produção de vasos em 2024, neste período, está 20% maior. Vale destacar que quase 95% da produção já foi vendido com antecedência, considerando que o mercado, nesta data, não pode prescindir desta flor, principalmente da variedade phalaenopsisis.


A procura é tanta que, na próxima semana, tão logo seja concluída a colheita para atender a procura deste ano, o produtor iniciará o plantio das mudas já encomendadas há um ano para breeders (melhoristas) holandeses para o comercializá-las para o Dia das Mães do ano que vem (2025). Isso porque, embora as mudas já estejam no Brasil, o ciclo desta variedade de orquídea na estufa é de, aproximadamente, 12 meses. Um planejamento que precisa ser muito estratégico para que nunca faltem orquídeas para as mães.
 
“As cores mais tradicionais são a rosa e a branca. Mas, para o Dia das Mães, há grande procura pelas tonalidades mais escuras, como as cor-de-vinho, as alaranjadas e as amarelas. As mescladas, as exóticas e as tinturadas também chamam muito a atenção”, explica Carlos Alberto Marangon, gerente geral da Ecolfora. Os produtores também investiram forte nas embalagens alusivas.
         
O Ceaflor, maior mercado de flores, plantas e acessórios para floricultura, paisagismo e decoração do país, localizado em Jaguariúna (SP), teve que incrementar a logística de distribuição para que as flores e plantas cheguem aos quatro cantos do País no período que antecede o Dia das Mães. A operação se dará de 4 a 10 de maio, quando é esperada a circulação de até 1.500 caminhões e utilitários de comércio atacadista, por dia, o que representa o dobro da movimentação habitual.


Campanhas
Os associados do Ibraflor, assim como o próprio Instituto, investiram em campanhas bem emotivas para destacar os relacionamentos afetivos, o que faz com que o ato de presentear com flores tenha um significado ainda mais profundo. A Cooperflora ilustra a campanha com seus próprios produtores para contar suas histórias com as flores, trazendo-as diretamente do campo para os braços das mães. “Das nossas mães, para todas as mães! Neste Dia das Mães, aposte no que as flores podem dizer por você: Flores conectam”.

 

SC bate recorde no Valor da Produção Agropecuária em 2023, com destaque para a produção animal

O Valor da Produção Agropecuária (VPA) de Santa Catarina em 2023 alcançou o recorde de R$64,3 bilhões, representando um crescimento nominal de 6,6% sobre o VPA de 2022, que era o recorde anterior. A produção animal – leite e suínos, frango e bovinos para abate – representou 52,6% da composição do VPA. Esses e outros dados integram a 44ª edição da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, lançada pela Epagri nesta segunda-feira, 6 de maio,  em evento online. 

Os suínos para abate respondem por 20,2% da composição do VPA em 2023 (Foto: Divulgação / Cidasc)
A publicação é coordenada pelo analista de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri/Cepa, Tabajara Marcondes. Ele explica que o cálculo do VPA de 2023 considerou os 62 produtos de maior valor de produção no Estado. São os da produção animal (pecuária e aquicultura), os da produção das lavouras (grãos, outras lavouras temporárias, hortaliças e lavouras permanentes) e os da produção da silvicultura e extração vegetal.


Tabajara revela que, em termos de composição do VPA, os destaque são: suínos para abate, 20,2%; frangos para abate, 16,4%; leite, 12,3%; e soja, 10,9%. “Dos demais produtos, apenas o tabaco (5,6%)  e o milho-grão (5,2%)  tiveram participação superior a 5% no VPA estadual de 2023”, diz o analista.
A publicação  traz também dados das exportações do agronegócio catarinense, análises sobre o crédito rural e sobre o desempenho das principais atividades agrícolas e pecuárias desenvolvidas no Estado. 


Agro responde por 64,7%  das exportações de SC
No caso do mercado internacional, a análise mostra que em 2023 o agronegócio alcançou o segundo melhor desempenho da história. O valor exportado, de US$7,49 bilhões, é superado apenas pelos US$7,74 bilhões de 2022. Com isso, o agro respondeu por 64,7% dos US$11,58 bilhões gerados pelas exportações totais de Santa Catarina. O setor também foi responsável por 4,5% dos US$165,45 bilhões exportados pelo agro brasileiro.


 Em 2023, os maiores valores exportados foram de carnes de frango e derivados (Foto: Arquivo/Secom)
Os maiores valores exportados foram de carnes de frango e derivados; carnes de suínos e derivados; madeira e obras de madeira; produtos do complexo soja e de papel e celulose, que representaram 83,4% dos US$7,49 bilhões exportados pelo agro catarinense.


SC foi o estado que mais aplicou crédito do Pronaf na pecuária
Para a safra 2023/24 (julho/23 a junho/24), houve aumento do crédito disponibilizado aos agricultores catarinenses: R$364,22 bilhões para os enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais produtores, e R$71,60 bilhões para a agricultura familiar. “Esses valores significam aumentos nominais de 27% e 34% sobre os disponibilizados na safra 2022/23”, salienta Tabajara.


Em 2023 Santa Catarina respondeu por 5,1% do valor do crédito aplicado no Brasil e foi o estado que mais aplicou recursos do Pronaf em pecuária. O número de contratos de crédito em 2023 foi 6,6% maior do que em 2022. Em valores aplicados, a indexação pelo IGP-DI mostra que os R$20,369 bilhões de 2023 são 17,2% maiores do que os R$17,387 bilhões de 2022. 
Dados auxiliam nas políticas públicas
O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto, participou do evento e destaca a importância da publicação. “O olhar analítico sobre o desempenho da agricultura é  fundamental para balizar as políticas públicas que chegam ao campo. Os dados mostram a diversidade da nossa produção, nos auxiliando no planejamento dos programas e projetos para atender as reais necessidades dos agricultores”, diz ele. 


O presidente da Epagri, Dirceu Leite, comenta que a Síntese começou a ser publicada em 1976 e se caracteriza como  uma das publicações mais longevas em sua categoria. “Esta publicação anual sintetiza o esforço da pesquisa socioeconômica da Epagri em organizar, analisar e disponibilizar dados estruturados para o agronegócio catarinense. São informações confiáveis que auxiliam o segmento do agro na tomada de decisões”, frisa Dirceu.


A gerente da Epagri Cepa, Edilente Steinwandter,  destaca a inovação nesta 44ª edição Síntese.  “O documento traz novos recursos interativos no arquivo digital, permitindo uma leitura rápida, dinâmica e interativa. Com a inclusão de links e botões de acesso em cada uma das seções, os leitores podem facilmente navegar entre as diferentes seções da publiicação”, informa. Ela também agradece a todos que possibilitaram a geração de dados, como as entidades representativas do agro, os parceiros informantes e a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, por meio de suas empresas vinculadas – Cidasc, Epagri e Ceasa.

 

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