quinta, 11 de agosto de 2022
01/07/2022

Modal rodoviário tem significativo peso na cadeia logística do comércio exterior


Embora o modal rodoviário tenha representado apenas 10,27% no comércio exterior brasileiro de janeiro a maio deste ano e 82,5 das mercadorias embarcadas e desembarcadas tenham sido pelo modal marítimo, o caminhão tem um papel decisivo na matriz do transporte no Brasil, com uma participação de mais de 70% no transporte interno de mercadorias, afinal, é o caminhão que transporta a carga do produtor para o costado do navio ou no sentido inverso. Já segundo o Relatório Fretebras – Transporte Rodoviário de Cargas, a utilização do modal rodoviário cresceu 37% no primeiro trimestre deste ano, com relação ao igual período no ano passado. 
Segundo os números da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, as cargas exportadas pelos portos brasileiros somaram US$ 197,37 bilhões nos cinco meses deste ano, ante US$ 27,45 milhões que ultrapassaram as divisas secas. No Sul do país a realidade não é diferente, a corrente de comércio das cargas marítimas somou US$ 38,65 milhões, enquanto o valor das cargas importadas e exportadas pelos caminhões ficou em US$ 5,47 milhões, ou seja, a sétima parte do que foi operado pelos navios. 
No entanto, pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que mais de 90% das empresas utilizam a malha rodoviária para transportar os itens até o local de despacho para os países de destino ou para transportar suas cargas de importação dos portos para os centros de distribuição. Se somada a distribuição final, até o consumidor na ponta, esse percentual fica ainda maior. 
É essa união dos diversos modais que compõem a cadeia logística que a Logistique busca fortalecer na edição 2022 da maior feira de logística e transporte intermodal de cargas, de 30 de agosto a 1º de setembro, no Centro de Exposições Expoville. “Vamos reunir neste ano [que o evento vem com um formato mais enxuto e dinâmico] importadores, exportadores, transportadores que operam nos modais aéreo, ferroviário, marítimo e rodoviário, além de prestadores de serviços nas mais diversas áreas da logística e intralogística para, juntos, encontrarem soluções mais completas e ao mesmo tempo que agreguem agilidade e custos competitivos”, destaca o diretor geral da Logistique, Leonardo Rinaldi. 
“Serão três dias de palestras, painéis, cases, pitchs de apresentações e discussões relacionadas ao processo criativo, tecnologia e inovação, além da 1ª edição da Logistique Innovation, com apresentação de inovações em logística, blockchain, gerenciamento de estoque, cadeia de suprimentos, entregas urbanas, soluções de rastreamento, transporte, entre outros segmentos do vasto mercado da Logística”, arremata a diretora executiva Karine Marmit. 

 



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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