domingo, 03 de julho de 2022
08/11/2021

Prêmio Regional de Inovação contará com apoio do Sebrae/SC


A 3ª edição do Prêmio Regional de Inovação organizado pela Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (Acibalc) contará com o apoio do Sebrae/SC para realização do evento. A premiação tem como objetivo incentivar e reconhecer os esforços bem sucedidos de inovação das empresas, órgãos públicos e organizações sociais localizadas nos municípios de Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Bombinhas, Camboriú, Ilhota, Itajaí, Itapema, Luiz Alves, Navegantes, Penha e Porto Belo. As inscrições são gratuitas e encerram no dia 15 de novembro.

Ao todo serão cinco categorias e o destaque ficará por conta da categoria de inovações sociais, que premiará ações que estejam alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis da ONU, os ODS. Serão quatro etapas de avaliação dos candidatos, sendo a inscrição do candidato feita de forma online, vídeo de até 3 minutos contando o case de inovação, visita presencial da comissão avaliadora para os finalistas de cada categoria e definição dos vencedores pelos critérios: necessidade de inovar, coerência de inovação, utilização de ferramentas de inovação, envolvimento de clientes, planejamento de inovação, aprendizado organizacional, originalidade de inovação e resultados alcançados.

As categorias desta edição são: Gestão e Processo, Produtos ou Serviços, Modelo de Negócio, Gestão Pública e Inovação Social. As concorrentes poderão se inscrever nas cinco categorias, mas serão reconhecidas apenas em uma. Os vencedores reconhecidos em cada categoria ganharão troféu, 36 horas de capacitação em cursos de curta duração e divulgação dos cases durante o período de 12 meses pelos parceiros na realização do Prêmio. A festa de premiação acontecerá dia 03 de dezembro, em Itajaí.

“A região da Amfri se destaca por seus negócios e o Sebrae da Foz tem o papel de incentivar essas empresas, fortalecendo o trabalho dos pequenos e microempreendedores. Por isso, esperamos a participação ativa dos empresários para que sejam reconhecidos na premiação por suas práticas de inovação e sustentabilidade”, destaca o Gerente Regional do Sebrae, Alcides Sgrott Filho.

O 3º Prêmio Regional de Inovação é realizado pela Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú – ACIBALC, AMFRI, CIM Amfri, Costa Valley, Centro Regional de Inovação, PoloTech, BC Investimentos, Itajaí Participações, Sebrae e Associação Empresarial de Itajaí - ACI. As inscrições devem ser realizadas pelo site: www.acibalc.com.br.



Blog

Transporte de cargas por cabotagem pode ajudar a diminuir frete e preço das mercadorias

O Programa de Estímulo à Cabotagem, conhecido como BR do Mar, deve contribuir não apenas para diversificar a matriz de transporte de cargas do Brasil — dependente do modal rodoviário — como baratear o custo do frete e dos produtos transportados por longas distâncias, aponta estudo do Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL). 

Uma simulação do ONTL mostra que, para movimentar aproximadamente 38 mil TEUs (unidade de medida), ao longo de um determinado período, entre os portos de Suape (PE) e Santos (SP), são necessários 14 navios com um custo estimado em R$ 88 milhões. Por rodovia, o mesmo volume de carga demandaria 20 mil caminhões e custaria 400% a mais. 

O deputado federal Sergio Souza (MDB-PR) afirma que durante os últimos cem anos o Brasil priorizou o modal rodoviário, mas que a predominância do transporte por caminhões aliada à precarização das ferrovias e da cabotagem (navegação entre portos do mesmo país) encarece o frete e, por consequência, as mercadorias. “Um país caro perde competitividade no mercado internacional", destaca. 

Segundo o parlamentar, com o BR do Mar, os produtos que são transportados por longas distâncias tendem a ficar mais baratos. “Nós temos uma BR do Mar que vai permitir uma cabotagem e uma redução de custo de produção enorme no Brasil, porque era mais barato eu mandar do meu estado, o Paraná, um caminhão de mantimentos para o Nordeste do que mandar para o porto e mandar do porto ao porto no Nordeste. Então isso é inadmissível”, pontua. 

Além de reduzir os custos de logística para longas distâncias, a cabotagem ajuda a diminuir o número de acidentes nas estradas e a diminuir as emissões de carbono, segundo a Empresa de Planejamento e Logística (EPL).  

Diversidade 

Além da cabotagem, o governo e o Congresso Nacional adotaram outras medidas com o objetivo de reequilibrar a participação dos diferentes modais na matriz de transportes do país. O marco legal das ferrovias, por exemplo, tem potencial para aumentar de 20% para 40% a parcela dos trens na matriz. 

Para Gilberto Gomes, especialista em infraestrutura, a agenda do governo federal e do Legislativo para o setor desde 2019 é marcada por medidas liberais que, diante da baixa capacidade de investimentos públicos, atraíram o capital privado para promover a modernização e diversificação da matriz de transportes do país. 

“Se pegarmos, por exemplo, as reformas no setor de ferrovias, há praticamente uma revolução, em que você deixa de fazer ferrovias com investimentos públicos a partir de concessões para possibilitar que particulares construam suas próprias ferrovias por meio de autorização”, avalia. 

“Isso mostra que nós vamos ter uma possibilidade num futuro próximo de termos uma redução do custo de produção devido à uma otimização dos modais de transportes”, acredita o deputado Sergio Souza. 

Números

De acordo com o Ministério da Infraestrutura, a navegação por cabotagem cresceu 5,6% em 2021 na comparação com o ano anterior. A expectativa, agora, é para ver como o modal se comporta em 2022, primeiro ano em vigor da lei que estimula a navegação entre portos brasileiros. 



Fonte: Brasil 61

Cattalini Terminas Marítimos celebra 41 anos de fundação

Nesta sexta-feira (01), a Cattalini Terminais Marítimos completa 41 anos. Das primeiras instalações, no bairro da Costeira, à atual estrutura composta por 4 centros de tancagem, pátio para caminhões e píer privativo, sua história vem sendo traçada com ética, respeito às pessoas, cuidado com o meio ambiente e constantes investimentos em segurança e tecnologia.

 

Segundo o diretor-presidente da Cattalini, José Paulo Fernandes, a trajetória da organização foi construída com o apoio de clientes, colaboradores e demais parceiros.

 

“É uma gratificação celebrar os 41 anos da Cattalini e poder ver o quanto a empresa cresceu nos últimos anos. Quero compartilhar essa felicidade com os nossos clientes, colaboradores – mesmo aqueles que já não estão mais conosco – e, também, com os nossos parceiros que contribuíram para o que a empresa é hoje. A Cattalini está cada vez mais posicionada na liderança de granéis líquidos e consolidando um papel muito importante na cadeia de alguns produtos, como químicos e óleos vegetais. Destaco, igualmente, uma agenda cada vez mais diversificada, refletindo a transformação pela qual a Cattalini passa. Como pontos importantes se destacam o desenvolvimento de pessoas, a automação, a digitalização e as ações estruturantes e de melhoria nas questões de ASG – Ambiental, Social e Governança. Tudo isso faz parte da nossa agenda hoje, graças ao trabalho desenvolvido por uma rede de apoio que nos trouxe até aqui”, declarou.

 

Parte da nossa história

A Cattalini é o maior terminal privado de granéis líquidos do Brasil e atualmente conta com cerca de 550 colaboradores, que atuam nas áreas administrativas, em seus centros de tancagem, no píer e no pátio de caminhões. Vamos conhecer alguns deles.

 

“Trabalho na Cattalini há 33 anos e posso dizer que acompanhei a fundação dessa empresa e lembro quando ela ainda era um sonho. Hoje tenho orgulho e respeito por fazer parte dessa grande empresa. Somos uma equipe forte e preparada para enfrentar qualquer desafio. Graças à ajuda e ao esforço de todos, crescemos juntos. A Cattalini faz parte da minha vida e da minha história. Acredito que ela  já marcou, nesses 41 anos, o seu  lugar, pelo respeito que possui e pelos serviços prestados à a cidade de Paranaguá  gerando empregos e oportunidade. Amo essa empresa”.

Janete Vicentin

Telefonista

 

“Trabalho na Cattalini há 24 anos a ela só vem a somar na minha vida. Foi por meio da empresa que eu consegui formar minha família e me sinto feliz em trabalhar aqui, onde só construí amizades. Acredito que eu ajudei no desenvolvimento da Cattalini e tento passar aos demais que estudem, se capacitem e aproveitem as oportunidades que a empresa oferece”.

Rubens Rodrigues da Silva

Inspetor de Segurança

 

“Quando entrei na Cattalini, há 17 anos, iniciei como Operador Jr e com o decorrer dos anos fui me capacitando em conhecimento dentro da empresa e hoje sou Operador Sênior. A Cattalini é a minha segunda casa. Todo o trabalho, especialmente aqui na empresa, tem que ter grande responsabilidade porque não podemos ter erros. A qualidade e a disposição do nosso trabalho ajudam a empresa a continuar crescendo e nós crescemos junto com ela”.

Oscar Rabery Martinez, Operador Sênior.

 

“Comecei a trabalhar na Cattalini como Operador Jr há cerca de um ano e meio e, quando houve a abertura de processos seletivos internos, eu aproveitei a oportunidade para buscar crescer dentro da empresa. Vejo o quanto a Cattalini se preocupa com seus colaboradores e com a comunidade e estar aqui é a realização de um sonho”.

Esdras Gomes dos Santos

Assistente de Logística

 

Sustentabilidade

A Cattalini acredita que o desenvolvimento do negócio deve acontecer de forma responsável e sustentável. Seu Programa de Sustentabilidade atua em diferentes frentes para garantir o bem-estar dos colaboradores, a gestão de aspectos ambientais, o pleno atendimento aos clientes, a segurança das operações e o desenvolvimento da comunidade e território do qual faz parte.

 

A empresa é orientada por políticas e regulamentos internos que garantem a gestão responsável e sustentável do negócio. No site estão disponíveis a Política de Sustentabilidade, a Política de Saúde, Segurança e Proteção Ambiental, a Política da Qualidade e o Código de Conduta.

 

A Cattalini trabalha, igualmente, para impulsionar o talento de todos os  colaboradores. Seus Programas de Diversidade e Inclusão, Jovem Aprendiz, Desenvolvimento de Lideranças, entre outros, retrata seu compromisso de oferecer condições de trabalho justas e com iguais oportunidades.

 

Compromissos

Com o intuito de manter o compromisso e engajamento com a gestão responsável e o desenvolvimento sustentável, a Cattalini Terminais aderiu a movimentos e compromissos voluntários externos: Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) Pacto Global das Nações Unidas, Pacto Empresarial Contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras e Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção.

 

Meio Ambiente

Em todas as suas atividades, a Cattalini considera os aspectos de gestão ambiental, tais como o gerenciamento de resíduos sólidos, líquidos e emissões atmosféricas, o uso responsável de água e energia, programas de educação ambiental, dentre outros. A empresa visa a preservação e a proteção do meio ambiente. Resultado desse compromisso é a manutenção da certificação ISO 14001 (Sistemas de Gestão Ambiental). Nesta área, a empresa apresenta um dos melhores desempenhos entre os Terminais de Uso Privado (TUPs) instalados do Brasil e o melhor desempenho entre os TUPs de líquidos descrito pelo Índice de Desempenho Ambiental (IDA) da Agência Nacional de Transporte Aquaviário  (ANTAq).

Segurança

A segurança dos seus colaboradores, de suas operações e da comunidade também é prioridade. A Cattalini investe continuamente em equipamentos de alta tecnologia, na modernização de procedimentos, em treinamentos frequentes e em programas e ações que fortalecem a cultura de segurança da organização. A empresa conta com equipes treinadas e preparadas para melhoria contínua, fazendo com que todos se sintam responsáveis pela segurança. A certificação ISO 45001 (Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional) é utilizada como ferramenta para isso.

Recentemente, o terminal portuário foi certificado pela Conportos (Resolução nº 53), demonstrando o cumprimento de todas as medidas estabelecidas internacionalmente para a proteção marítima. A homologação emitida pela Conportos trata do Estudo de Avaliação de Risco (EAR) e do Plano de Segurança Portuária (PSP), tendo como base a Resolução nº 53/2020, do Ministério da Justiça. No âmbito nacional, a Cattalini está entre as primeiras empresas do País a receber essa certificação.

Estrutura

A Cattalini Terminais Marítimos oferece aos seus clientes um total de 133 tanques e 610 mil m³ para armazenagem de diversos produtos, distribuídos em quatro Centros de Tancagens alfandegados e entrepostados. A empresa possui píer próprio para atracação simultânea de dois navios e pátio com capacidade para receber 350 caminhões.

No Porto de Paranaguá, a Cattalini Terminais Marítimos é o único terminal de granéis líquidos reconhecido como OEA. Além desta certificação emitida pela Receita Federal e das outras acima citadas, a empresa portuária mantém a certificação ISO 9001 (Sistema de Gestão da Qualidade) e é auditada pelo CDI-T (Chemical Distribution Institute -Terminals).

Como tudo começou

A história da Cattalini Terminais Marítimos começa com a vinda do italiano Dino Cattalini ao Brasil em 1948. Após lutar na 2ª Guerra Mundial, ele chegou ao País com o irmão mais novo, Stefano, fugindo da recessão causada pelos conflitos. No bolso, apenas 300 dólares e o sonho de vencer em um novo país.

Ao se estabelecer em Curitiba, começou a trabalhar como mecânico e, junto com o irmão, conseguiu comprar seu primeiro caminhão. Recomeçaram sua vida e iniciaram uma carreira de sucesso na área de transportes. Ao longo dos anos, seguindo com seu caminhão para o Porto de Paranaguá vislumbrou a oportunidade de iniciar um novo negócio na cidade. Foi assim que, há 41 anos, fundou a Cattalini Terminais Marítimos, uma das maiores empresas da cidade e a maior do Brasil na área de granéis líquidos.

Dino Cattalini faleceu aos 100 anos no dia 05 de abril de 2021. Ele foi um empresário ítalo-brasileiro que se destacou como empreendedor de sucesso em diferentes segmentos e mercados, tendo lançado na década de 1980 a pedra fundamental de um terminal marítimo para graneis líquidos na cidade de Paranaguá.

Seu nome foi dado ao espaço de lazer e esporte “Recanto Dino Cattalini e a uma rua, construídos pela empresa, nas proximidades do Centro de Tancagem 4.

Gerdau e Embratel assinam primeiro acordo no setor do aço na América Latina para implementar uso da quinta geração da internet móvel

A Gerdau e a Embratel anunciam, hoje (29), acordo para implementar uma rede privativa dedicada 5G e LTE 4G na planta industrial de Ouro Branco (MG), criando um backbone (rede de transporte) de TI para a evolução da digitalização da maior empresa brasileira produtora de aço. Este é o primeiro projeto de uso da quinta geração da internet móvel no setor do aço na América Latina. Com o objetivo de criar uma infraestrutura digital habilitadora para o desenvolvimento da indústria de aço do futuro, a iniciativa será realizada na maior usina da Gerdau no mundo e possibilitará a ampliação do uso dos conceitos de Indústria 4.0 para alavancar a automatização, produtividade, flexibilidade, visibilidade, rastreabilidade, uso de dados e segurança nos processos, incluindo planejamento, produção e logística.
 

O projeto desenvolvido pela Embratel incluirá a instalação de diversas torres no local para ampliar a abrangência da conectividade e as possibilidades de automação, com cobertura em mais de 8.300.000 m2 da produtora de aço. A Embratel busca construir uma infraestrutura evolutiva, que permite inserir novas tecnologias de ponta de maneira simplificada.
 

“Nos últimos anos, construímos nossas fundações para sermos cada vez mais digital. O digital deixou de ser algo isolado para ser parte do negócio, por meio da identificação de iniciativas transformacionais, nas quais alocamos recursos, tecnologias e temos projetos robustos, que estão impactando positivamente nosso negócio. Agora, precisamos ampliar ainda mais as nossas capacidades digitais para viabilizarmos uma cadeia de produção totalmente conectada, aumentando eficiência e produtividade da usina. A rede privativa 5G, que será implementada em parceria com a Embratel e a Claro, nos ajudará a consolidar um backbone de tecnologia para impulsionar nossas operações”, afirma Gustavo França, diretor global de tecnologia e digital da Gerdau.
 

“Em um cenário cada vez mais competitivo no setor, que exige uma busca contínua por mais excelência operacional, a transformação digital se torna crucial, para evolução em produtividade, segurança das pessoas e gestão sistêmica da nossa operação”, completa Rafael Gambôa, diretor da Usina de Ouro Branco. Com o desafio de integração de infraestrutura e implementação de rede privativa em áreas extensas, a Embratel e a Gerdau desenvolveram um planejamento completo para habilitar o uso da quinta geração da internet móvel e o futuro digital da usina.

Dividido em três fases, o projeto será iniciado com a instalação de uma rede privativa LTE 4G com capacidade total de 256 Mbps. Já nessa etapa, a área coberta será maior do que a atual, possibilitando o aumento da abrangência das iniciativas da Indústria 4.0 já adotadas na unidade. A implementação de novas aplicações terá tempo reduzido já nessa primeira parte da iniciativa.
 

Na segunda fase, haverá uma grande evolução somando o 5G da Claro, na frequência 3.5 GHz, à rede LTE 4G. Com o 5G e o LTE 4G, a planta passará a ter uma capacidade muito maior, totalizando 3,8 Gbps. A ultrabaixa latência fornecerá mais resiliência, disponibilidade e segurança para o local, pois aplicações críticas não terão infraestrutura compartilhada com a rede pública. Suportada pela rede e backbone de TI instalados, a Gerdau poderá ampliar seus investimentos em dispositivos e maquinários múltiplos mais evoluídos, como veículos autônomos e telecontrolados, além da tecnologia de gêmeos digitais, Internet das Coisas e Inteligência Artificial.
 

A terceira fase envolverá o adensamento da rede privativa LTE 4G e 5G para fornecer ainda mais capacidade combinada, chegando a 4,8 Gbps, e ampliar a cobertura para toda a extensão operacional da planta.
 

O projeto inclui espectro licenciado, sem interferências, e altos padrões de segurança, pois cada máquina conectada receberá um SIMCard exclusivo para acessar a rede. Com isso, a autenticação do equipamento será automática, sem a necessidade do uso de senhas para conexão. Essa característica é fundamental para mitigar ameaças de cibersegurança, especialmente em dispositivos críticos, que podem gerar riscos a colaboradores em caso de perda de controle.
 

“A Embratel está construindo uma infraestrutura digital habilitadora de inovações, que vai muito além de velocidade na transmissão de dados. A implementação do 5G significa baixíssima latência, mais disponibilidade, abrangência e capacidade de rede, aspectos fundamentais para a Indústria 4.0. Siderúrgicas são lugares com alta complexidade e criticidade. Portanto, ter uma infraestrutura digital completa para habilitar um ambiente mais seguro e produtivo é fundamental. A Embratel está atuando lado a lado com a Gerdau para que a produtora atinja o próximo nível em sua digitalização, possibilitando a ampliação do gerenciamento e sensoriamento de ativos críticos, uso de carboxímetros conectados, caminhões autônomos, retroescavadeiras telecontroladas, além da monitoração inteligente por câmeras e drones para segurança preditiva, por exemplo”, afirma Gustavo Silbert, Diretor-Executivo da Embratel.

 

Sobre a usina Ouro Branco da Gerdau

A usina de Ouro Branco, localizada na região central de Minas Gerais, tem 35 anos de operação integrada. Com números expressivos, a unidade tem capacidade 3,9 milhões de toneladas de aço bruto por ano, em uma planta de 10.000.000 m² de área. Com dois altos-fornos para produção de aços longos e planos, como vergalhão, fio-máquina, perfis estruturais, chapas e bobinas, a usina atende aos mercados de construção civil, automotivo, agrícola, energia, naval e ferroviário. Ao todo, são mais de 7 mil colaboradores circulando diariamente na planta, entre próprios e terceiros, sendo a maior parte deles moradores da região, que residem em Ouro Branco, Conselheiro Lafaiete e Congonhas.
 

Ao longo de seus 35 anos de existência, a usina foi também se modernizando, caminhando junto com o desenvolvimento da indústria 4.0 no Brasil e se tornando uma importante referência em tecnologia para outras unidades da empresa no País. A unidade possui um centro de monitoramento de última geração e nele são monitorados os principais ativos/equipamentos estratégicos para a operação das usinas no Brasil, utilizando modelos de inteligência artificial de forma preditiva, antecipando possíveis problemas que venham a ocorrer. Neste cenário, a rede privativa instalada pela Embratel com 5G e LTE será fundamental para apoiar as ações desenvolvidas pelo centro, fornecendo mais disponibilidade e abrangência para o monitoramento. Estimativas indicam que as soluções de tecnologia e monitoramento instaladas na usina de Ouro Branco possibilitaram uma redução de custo para a empresa na ordem de R$ 50 milhões, entre 2018 e 2020.

 

Sobre a Embratel

A Embratel é um dos principais fornecedores de serviços de TI e Telecom do Brasil. É uma habilitadora da transformação digital de empresas de todos os segmentos e líder em telecomunicações com sua infraestrutura de alto nível. A Embratel fornece soluções como Cloud Computing, Data Center, Segurança, Internet das Coisas, Professional Services, Conectividade e Colaboração, Omnichannel, Automação Robótica de Processos, transmissão de dados, vídeo, Internet, telefonia celular e fixa corporativa, longa distância nacional e internacional, além de uma série de outras soluções para apoiar o mercado empresarial na sua jornada de crescimento na nova economia digital. Atuando no desenvolvimento, implementação e gestão de soluções convergentes, a Embratel é amplamente reconhecida pela entrega de serviços de excelência com foco na experiência dos clientes. A Embratel faz parte da Claro e mais informações estão disponíveis no site.

 

Sobre a Gerdau

Com 121 anos de história, a Gerdau é a maior empresa brasileira produtora de aço e uma das principais fornecedoras de aços longos nas Américas e de aços especiais no mundo. No Brasil, também produz aços planos, além de minério de ferro para consumo próprio. Além disso, possui uma divisão de novos negócios, a Gerdau Next, com o objetivo de empreender em segmentos adjacentes ao aço. Com o propósito de empoderar pessoas que constroem o futuro, a companhia está presente em 9 países e conta com mais de 36 mil colaboradores diretos e indiretos em todas as suas operações. Maior recicladora da América Latina, a Gerdau tem na sucata uma importante matéria-prima: 73% do aço que produz é feito a partir desse material. Todo ano, 11 milhões de toneladas de sucata são transformadas em diversos produtos de aço. A companhia também é a maior produtora de carvão vegetal do mundo, com mais de 250 mil hectares de base florestal no estado de Minas Gerais. Como resultado de sua matriz produtiva sustentável, a Gerdau possui, atualmente, uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa (CO₂e), de 0,90 t de CO₂e por tonelada de aço, o que representa aproximadamente a metade da média global do setor, de 1,89 t de CO₂e por tonelada de aço (worldsteel). Em 2031, as emissões de carbono da Gerdau vão diminuir para 0,83 t de CO₂e por tonelada de aço. As ações da Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo (B3), Nova Iorque (NYSE) e Madri (Latibex).
 

Modal rodoviário tem significativo peso na cadeia logística do comércio exterior

Embora o modal rodoviário tenha representado apenas 10,27% no comércio exterior brasileiro de janeiro a maio deste ano e 82,5 das mercadorias embarcadas e desembarcadas tenham sido pelo modal marítimo, o caminhão tem um papel decisivo na matriz do transporte no Brasil, com uma participação de mais de 70% no transporte interno de mercadorias, afinal, é o caminhão que transporta a carga do produtor para o costado do navio ou no sentido inverso. Já segundo o Relatório Fretebras – Transporte Rodoviário de Cargas, a utilização do modal rodoviário cresceu 37% no primeiro trimestre deste ano, com relação ao igual período no ano passado. 
Segundo os números da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, as cargas exportadas pelos portos brasileiros somaram US$ 197,37 bilhões nos cinco meses deste ano, ante US$ 27,45 milhões que ultrapassaram as divisas secas. No Sul do país a realidade não é diferente, a corrente de comércio das cargas marítimas somou US$ 38,65 milhões, enquanto o valor das cargas importadas e exportadas pelos caminhões ficou em US$ 5,47 milhões, ou seja, a sétima parte do que foi operado pelos navios. 
No entanto, pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que mais de 90% das empresas utilizam a malha rodoviária para transportar os itens até o local de despacho para os países de destino ou para transportar suas cargas de importação dos portos para os centros de distribuição. Se somada a distribuição final, até o consumidor na ponta, esse percentual fica ainda maior. 
É essa união dos diversos modais que compõem a cadeia logística que a Logistique busca fortalecer na edição 2022 da maior feira de logística e transporte intermodal de cargas, de 30 de agosto a 1º de setembro, no Centro de Exposições Expoville. “Vamos reunir neste ano [que o evento vem com um formato mais enxuto e dinâmico] importadores, exportadores, transportadores que operam nos modais aéreo, ferroviário, marítimo e rodoviário, além de prestadores de serviços nas mais diversas áreas da logística e intralogística para, juntos, encontrarem soluções mais completas e ao mesmo tempo que agreguem agilidade e custos competitivos”, destaca o diretor geral da Logistique, Leonardo Rinaldi. 
“Serão três dias de palestras, painéis, cases, pitchs de apresentações e discussões relacionadas ao processo criativo, tecnologia e inovação, além da 1ª edição da Logistique Innovation, com apresentação de inovações em logística, blockchain, gerenciamento de estoque, cadeia de suprimentos, entregas urbanas, soluções de rastreamento, transporte, entre outros segmentos do vasto mercado da Logística”, arremata a diretora executiva Karine Marmit. 

 

Ipea prevê crescimento de 1,8% para o PIB em 2022

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta quinta-feira (30/6), a Visão Geral da Conjuntura, análise trimestral da economia brasileira, com previsão de crescimento de 1,8% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2022. O destaque vai para o setor de serviços, com estimativa de previsão de alta de 2,8%, enquanto os setores de agropecuária e industrial devem mostrar relativa estabilidade. Do lado da demanda, a projeção de crescimento do consumo das famílias ficou em 1,6% para este ano.

 Depois da alta de 1% do PIB registrada no primeiro trimestre de 2022, a maioria dos setores produtivos apresentou desempenho positivo também em abril. As previsões do Ipea mostram que, em maio, o nível de atividade deve avançar na comparação com o mês anterior e com ajuste sazonal: 1,2% na indústria, 0,6% no comércio e 0,3% nos serviços. A evolução dos indicadores de atividade está em linha com o desempenho do mercado de trabalho, cujos dados recentes mostram que o ritmo de recuperação se intensificou ao longo dos últimos três meses, combinando forte expansão da população ocupada e redução significativa da taxa de desocupação, mesmo com o aumento da taxa de participação.

 Esse conjunto de indicadores sugere boas perspectivas para o PIB no segundo trimestre de 2022, com projeção de crescimento de 0,6% no período, em termos dessazonalizados, em relação ao trimestre anterior, e de 2,3% sobre o mesmo trimestre do ano passado.

 Para o segundo semestre deste ano, há expectativa de desaceleração da atividade econômica, em função de fatores externos e internos. Os aspectos externos apontam para menor crescimento e maior incerteza, dada a elevação das taxas observadas e esperadas de inflação na maioria dos países, e a persistência da guerra entre Rússia e Ucrânia -- que deve prolongar os atuais problemas nas cadeias produtivas. Do ponto de vista dos fatores internos, a persistência de taxas de inflação elevadas, além de inibir o consumo por meio da redução da renda real das famílias, tem levado ao aperto da política monetária no país, cujos efeitos atingem o mercado de crédito e tendem a se intensificar nos próximos meses.

 Para 2023, a projeção de crescimento do PIB é de 1,3%. Em termos de atividade econômica, o próximo ano deve ser tímido, no início, mas caracterizado por aceleração ao longo do ano. O cenário tem como base duas hipóteses. Primeiro, com o fim da guerra na Ucrânia, a atenuação dos problemas pelo lado da oferta reduzirá grande parte da pressão inflacionária do exterior, possibilitando que a política monetária possa cumprir seu papel de reduzir gradualmente a inflação sem a necessidade de uma queda mais profunda dos níveis de atividade. Além disso, no início do ano que vem, parcela importante do impacto adverso do aperto monetário interno sobre a atividade econômica já terá ocorrido.

 Há expectativa de crescimento para todos os setores da economia no próximo ano: agropecuária (2,5%), indústria (1%) e serviços (1,4%). Do lado da demanda, os destaques são o consumo das famílias e a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), com altas de 1% e 3%, respectivamente.

 Em relação à inflação, a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2022 é de 6,6%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deve ficar em 6,3%. A alta maior dos preços livres é compensada pela desaceleração dos preços administrados, por conta da Lei Complementar 194/2022. Para 2023, a alta de ambos os índices é projetada em 4,7%.

100 anos: Cooperativismo faz bem
LUIZ VICENTE SUZIN
Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC)
 
        No primeiro sábado de julho comemora-se em todo o mundo o Dia Internacional do Cooperativismo. No próximo 2 de julho, pela centésima vez, essa emblemática data será festejada. Uma reflexão acompanha a marca dos 100 anos dessa efeméride: o cooperativismo pode ser a solução para todos ou praticamente todos os problemas da humanidade.
        Um dos maiores flagelos da atualidade – a fome – é combatida pelas cooperativas do ramo agropecuário, responsáveis pela organização de produtores e empresários rurais na estruturação da produção de cereais, frutas, hortigranjeiros, lácteos e proteína animal. Essas cooperativas levaram tecnologia ao campo, capacitaram agricultores, abriram mercados e incorporaram milhares de pequenos produtores, transformando-os em competitivos agentes econômicos. Disso resultou a maior oferta de alimentos e a redução da fome no país e no exterior.
        Para assegurar recursos ao setor rural e outros setores da atividade econômica, surgiram as cooperativas de crédito que fomentaram a base produtiva e dinamizaram as cadeias de suprimento, dando musculatura à economia local e microrregional. Da mesma forma, as  cooperativas do ramo da infraestrutura levaram sistema de abastecimento de energia elétrica ao campo e aos municípios isolados. As cooperativas de trabalho médico organizaram profissionais de saúde e criaram formidáveis aparatos que envolvem desde a atenção primária à saúde até a medicina de alta complexidade, aliviando o sistema público de saúde, este sempre no limiar de um colapso.
        As cooperativas, portanto, exercitando uma doutrina de livre associação, meritocracia e estímulo ao esforço individual, premiando a todos na proporção direta do esforço de cada um tornou-se um fator essencial da livre-iniciativa – que deixou de ser uma ficção constitucional para tornar-se fator indispensável à saúde da vida econômica. Os paradigmas se espraiam por todos os ramos: transporte, consumo, habitacional etc.
        Nesses tempos em que as mudanças e transformações tecnológicas estão destruindo empregos, as cooperativas do ramo de trabalho podem oferecer uma alternativa para a empregabilidade. Transformações disruptivas em curso tendem a tornar anacrônica ou obsoleta a legislação trabalhista. É um fenômeno mundial inescapável. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), editada em 1º de maio de 1943 – há 79 anos, portanto –  marcou território na defesa dos trabalhadores, inaugurando um novo tempo nas relações de trabalho e impregnando conceitos  de dignidade, humanidade e justiça social. 
Mas os tempos mudaram e, hodiernamente, os 922 artigos originais – que depois derivaram em milhares de normas via portarias, decretos, instruções etc. – regulamentam excessivamente aspectos como identificação profissional, jornada de trabalho, férias, salário mínimo, aviso prévio, rescisão contratual, estabilidade, direito judiciário do trabalho, organização sindical, negociações e dissídios coletivos, profissões com tratamento diferenciado etc. Surgiu uma suspeita de que a excessiva regulamentação tornou-se um fator de desempregabilidade. O legislador original teria  ignorado a realidade social e econômica brasileira, como prova a intensa judicialização que há quase 80 anos congestiona a Justiça do Trabalho. 
Acreditamos que a organização de trabalhadores e profissionais qualificados de nível operacional, básico ou superior em regime de sociedade cooperativista poderia ser uma grande alternativa no combate ao desemprego em muitas regiões brasileiras. A resistência observável, de potenciais contratantes ou dos próprios trabalhadores é uma decorrência dessa cultura fulcrada na CLT que impregna o mercado de trabalho no Brasil.  É possível que o amadurecimento das relações sociais em face das transformações distópicas e que nos referimos possa revalorizar e proporcionar uma ressignificação às cooperativas do ramo de trabalho.
Quaisquer que sejam as reflexões, a 100ª comemoração do Dia Internacional do Cooperativismo renova uma sólida e evidente convicção – cooperativismo faz bem em todas as atividades humanas. 
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