terça, 16 de agosto de 2022
29/04/2021

Intermodal traz uma série de bate-papos exclusivos com líderes do setor logístico


A Intermodal - plataforma de negócios completa para o setor logístico, de transporte de cargas e comércio exterior - inova mais uma vez e traz mais uma solução exclusiva de conteúdo ao seu portfólio. Trata-se da série Minutos Corporativos, iniciativa que promove a interação com executivos e líderes do setor a respeito de negócios, economia, inovações, carreiras, sustentabilidade e diversos outros assuntos pertinentes ao mercado.

Em conversas de aproximadamente 30 minutos, CEO’s, diretores e gerentes das empresas do ramo expõem suas visões sobre o atual momento do mercado, as expectativas com o setor e as perspectivas de futuro, além de comentarem sobre as tendências e novas tecnologias do segmento, anteciparem novidades e contarem um pouco de suas respectivas trajetórias.

Até o momento, três episódios já foram ao ar, sendo o mais recente na última semana, sobre a logística e a distribuição de vacinas contra a Covid-19 e a cadeia logística do frio como um todo - assim como suas especificidades, em especial, como a tecnologia e as soluções customizadas podem fazer a diferença no setor. Para falar sobre isso, a convidada foi a diretora técnica e estratégica em cold chain do Grupo Polar, companhia especializada em soluções inovadoras para o segmento, Liana Montemor.

Desafios - Com 15 anos de atuação somente no Grupo Polar, Liana é considerada uma referência no assunto e comenta, com propriedade, sobre os desafios de se fazer logística na cadeia fria. "Quando falamos sobre vacinas e produtos que requerem baixas temperaturas, entre 2 e 8 graus, o nosso grande desafio é mantê-los nas condições ideais, sem deixar aquecer (acima de 8 graus) e muito menos congelar (abaixo de 2). Ainda mais em um país como o nosso, em que todos sabem que é um território com grandes dimensões, onde não temos estações climáticas definidas e em que há uma tropicalidade que só prejudica a distribuição".

Segundo ela, outra adversidade é a falta de planos de contingência ao setor, de preparo e de procedimentos bem estabelecidos. "Fico angustiada quando vemos casos como aquele em que uma criança foi capaz de desligar a energia de um posto de saúde e, com isso, muitas doses da vacina contra a Covid-19 foram perdidas. Ou seja, um processo tão simples que até uma criança pode intervir. Onde está o plano de contingência? Também tem o fato de atendermos operadores logísticos que fazem a distribuição das doses em muitos postos e cidades que não possuem as condições ideais para essa armazenagem", diz.

Ainda no âmbito das vacinas, Liana alerta que há, acima de tudo, a preocupação do setor em manter as propriedades e a eficácia dos imunizantes, e que por isso o armazenamento e a distribuição dentro dos parâmetros ideais são fundamentais. "Nossa grande preocupação é sempre com a manutenção da temperatura, porque existem muitos elos dentro dessa cadeia e cada um deles tem uma fragilidade e o risco de rompimento do processo é iminente. E não apenas no que se refere aos mecanismos que utilizamos para o transporte, mas também para o armazenamento. É muito desafiador", pontua.

Desperdícios de doses: como evitar? Para Liana, o desperdício ocorre quando se tem um problema na cadeia fria. "Infelizmente a vacina não é como um tomate estragado na geladeira ou um pão embolorado, em que conseguimos enxergar o defeito na hora. Quando se tem um frasco de imunizante que não está na temperatura ideal, não há como perceber visualmente", salienta.

De acordo com ela, para se evitar este risco, o ideal é aplicar as boas práticas de armazenagem e transporte. "Recentemente, em março, tivemos a implementação da nova regulamentação do setor, a RDC 430, que dispõe sobre as boas práticas de armazenagem, distribuição e transporte de medicamentos. No artigo 84 desta legislação, especificamente, existe a preconização do monitoramento da temperatura de produtos termolábeis - que são os que têm a temperatura máxima igual ou inferior a 8 graus (a vacina está dentro desse grupo) - uma decisão muito sábia para contribuir para um melhor monitoramento dos imunizantes. Ou seja, dessa forma, é possível colocar data loggers (monitores de temperatura) para fazer esse acompanhamento dentro das caixas e, assim, avaliar se durante todo o tempo de transporte mantiveram as condições ideais", afirma.

Ainda segundo a executiva, existem várias outras formas de garantir que não haja nenhum desperdício por conta de uma temperatura incorreta. "Existe muito a ser melhorado sim, por meio de planos de contingência, de processos estabelecidos, de procedimentos visando as boas práticas e de treinamentos. Há diversos mecanismos que podem ser aplicados para melhorar essa situação e trazer uma resolução mais efetiva para a correção de qualquer problema. Este é nosso objetivo: ajudar as empresas a tornar realidade aquilo que é uma boa prática e que minimiza os problemas na logística, porque, no final de tudo, o que queremos é a população imunizada e não apenas vacinada. Afinal, imunizar significa aplicar o medicamento que traga a eficiência necessária que ele se propõe e não simplesmente injetar a dose", complementa.

Soluções e Inovações - Para a executiva, uma aliada na busca por uma logística mais eficaz nesta cadeia é, sem dúvida, a tecnologia. "Com certeza, quando falamos de tecnologia, temos tanto a aplicação dos data loggers, como comentei, quanto de sistemas que nos dão muito mais recursos, como os de monitoramento online - que nos permite ter acesso a geolocalização, à temperatura, ao controle e ao monitoramento da umidade, entre outras características e informações do produto. Ou seja, essa é uma ferramenta que nos traz o diferencial da tomada de decisão antes do problema acontecer, permitindo que consigamos nos antecipar a ele e a intervir no mesmo, de forma efetiva, para evitar a perda do medicamento. Então, sem dúvida, a tecnologia nos auxilia demais".

Há ainda outras inovações que podem fazer a diferença no setor, ressalta Liana. "Quando temos que manter a temperatura de um produto em uma faixa muito restrita, possuímos também a disponibilidade dos PCM (Phase Change Material ou materiais de mudança de fases), que são elementos refrigerantes que possuem uma alteração no ponto de fusão. Por exemplo, o ponto de fusão da água é 0º. Com essa tecnologia, conseguimos colocar aditivos que permitem regular o ponto de fusão que queremos, proporcionando uma estabilidade térmica da embalagem muito superior e por um tempo maior. Enfim, estes são só alguns exemplos, mas tecnologias não faltam", finaliza.

Para assistir a todos os episódios completos, acesse o canal do YouTube da Intermodal: www.youtube.com/channel/UCCCbcUDGIMzN9WqP7j8VqgA


Sobre a Intermodal - www.intermodal.com.br
A Intermodal, hoje, se transformou em uma plataforma de negócios completa para os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior, gerando negócios, relacionamentos e entregando conteúdos de qualidade em todos os ambientes: digital e físico, sinergicamente. Atualmente, possui uma base de dados qualificada, com mais de 150 mil contatos de profissionais do setor e diversos canais, como plataforma digital, website, redes sociais e uma plataforma de conteúdos exclusivos, com os quais consegue promover marcas, lançar produtos, gerar leads e realizar ações personalizadas para obtenção de um melhor retorno dos investimentos, com mais foco e assertividade.

Sobre a Informa Markets
A Informa Markets cria plataformas para indústrias e mercados especializados em fazer negócios, inovar e crescer. Seu portfólio global é composto por mais de 550 eventos e marcas internacionais, sendo mais de 30 no Brasil, em mercados como Saúde e Nutrição, Infraestrutura, Construção, Alimentos e Bebidas, Agronegócio, Tecnologia e Telecom, Metal Mecânico, entre outros. Oferecendo aos clientes e parceiros em todo o mundo oportunidades de networking, de viver experiências e de fazer negócios por meio de feiras e eventos híbridos, conteúdo digital especializado e soluções de inteligência de mercado, construindo uma jornada de relacionamento e negócios entre empresas e mercados 365 dias por ano. Para mais informações, visite www.informamarkets.com.br ou entre em contato através do e-mail institucional@informa.com

 



Blog

Setor cerâmico enfrenta retração no primeiro semestre

No primeiro semestre de 2022, o volume de vendas de revestimentos cerâmicos no mercado interno teve queda de 14% na comparação com igual período de 2021, com retração de 449,3 milhões para 386,37 milhões de metros quadrados. Os resultados refletem a conjuntura de incertezas da economia brasileira e mundial, num cenário ainda impactado pela pandemia e, mais recentemente, pela invasão da Rússia à Ucrânia. Os dados foram tabulados pela Anfacer (Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres).
 

O desempenho do setor cerâmico é muito atrelado ao da indústria da construção, cuja receita deflacionada acumulada no primeiro semestre de 2022 apresentou queda de 8,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume de vendas no varejo dos materiais de construção também teve redução, que foi de 6,4% nos primeiros cinco meses na comparação com o verificado de janeiro a maio de 2021.
 

Produção

A produção nacional de revestimentos cerâmicos foi de 501,9 milhões de metros quadrados no primeiro semestre de 2022, ante 519,6 milhões em igual período do ano passado, com uma queda de 3,40%. Cabe ressaltar que a produção total havia crescido 24,8% em 2021 ante o ano anterior, passando de 840,1 milhões de metros quadrados para 1,04 bilhão.
 

Exportações

As exportações brasileiras de revestimentos cerâmicos no primeiro semestre de 2022 foram de 63,19 milhões de metros quadrados, com divisas de US$ 281,16 milhões. O volume ficou praticamente estabilizado em relação aos 63,89 milhões de metros quadrados verificados em igual período de 2021, mas a receita cresceu 25,12% ante os US$ 224,7 milhões do ano passado.
 

No acumulado de 2021, as exportações somaram 130,3 milhões de metros quadrados, uma alta de 38,5% em relação a 2020, e receita foi de US$ 448,14 milhões, com avanço de 48,1%. Foi estabelecido recorde no mês de abril. Os Estados Unidos foram os principais compradores no primeiro semestre de 2022, com 11,29 milhões de metros quadrados. Seguem-se: Paraguai (8,51 milhões), Argentina (6,26 milhões), Colômbia (5,91 milhões), Chile (5,72 milhões), República Dominicana (4,84 milhões), Bolívia (3,21 milhões) e Uruguai (2,51 milhões).

Compra de euro em espécie ultrapassa dólar pelo segundo mês seguido no Itaú Unibanco

A aproximação da cotação do dólar e do euro, que chegou à paridade entre as duas moedas pela primeira vez em 20 anos em julho deste ano, levou a uma mudança de comportamento entre os brasileiros que compram moeda estrangeira em espécie. Pelo segundo mês consecutivo, a venda de euro em espécie superou a do dólar no Itaú Unibanco, com a moeda europeia representando 55% do total comprado pelos clientes pessoa física do banco durante julho.

 

“Na série histórica, o dólar representa em média 65% do total de moeda estrangeira em espécie vendida pelo Itaú aos seus clientes. Começamos a ver esse movimento de aproximação do euro em maio deste ano, quando ambas as moedas tiveram quase que o mesmo montante vendido no mês; em junho, o euro já passou a ser mais procurado, movimento que se ampliou no último mês e que já observamos como tendência neste mês -- na primeira semana de agosto, o euro segue superando o dólar nas vendas para clientes”, explica Gabriel Rombenso, superintendente de Câmbio do Itaú Unibanco.

 

A procura pelas duas moedas em espécie cresceu bastante este ano no Itaú, alcançando pico em março e superando o total comercializado no mesmo período de 2019, pré-pandemia. Clientes Itaú podem realizar a compra de moeda estrangeira via app, garantindo a taxa de câmbio no momento da transação, e efetuar a retirada de dólar e euro em espécie nos caixas exclusivos do Banco24Horas Moeda Estrangeira e na rede de agências Itaú habilitadas.

BOSS, da Hugo Boss irá abrir sua primeira loja em Santa Catarina

Conhecida por sua elegância e precisão, o grupo Hugo Boss chega à Santa Catarina com a primeira loja da BOSS, no Balneário Shopping. A abertura está prevista para o mês de outubro. É a 29ª loja no Brasil do grupo, e será aberta em um dos pontos mais badalados da América Latina, em Balneário Camboriú.  “A chegada da BOSS, principal marca do grupo Hugo Boss, ao mix do Balneário Shopping traz ainda mais sofisticação, qualidade e exclusividades para os clientes”, comenta Elizângela Cardoso, superintendente do Balneário Shopping.  
 
Pertencente ao grupo Hugo Boss, a BOSS expandiu além dos limites da alfaiataria para oferecer uma gama completa de roupas casuais, bodywear, acessórios e athleisure que formam um guarda-roupa completo. A variedade de produtos inclui produtos licenciados, como fragrâncias, óculos, relógios e roupas infantis.
 
Parte da nova geração de lojas da BOSS, a loja no Balneário Shopping tem como foco principal a criação de uma atmosfera convidativa para fazer o cliente sentir-se em casa. Isso é transmitido por meio de materiais arquitetônicos mais quentes como armários em madeira, assentos confortáveis, assim como o piso de granito. Tudo seguindo a nova identidade visual da marca, que conta com as cores branco, preto e camel, sendo destaques no contraste visual.

Novidades no mix do Balneário Shopping

Também estão chegando no próximo mês, no Balneário Shopping, as primeiras lojas da Ray-Ban e Sephora, em Santa Catarina. Além das marcas inéditas no estado também irão abrir suas lojas no mix do shopping a Oakley, Body for Sure, Quiksilver, Luiza Barcelos, Life by Vivara e Paquetá Esportes. “Estamos sempre buscando marcas que tragam as tendências e tenham qualidade para o mix do Balneário Shopping”, conta Elizângela Cardoso.    

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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