terça, 16 de agosto de 2022
27/04/2021

Grande Goiânia se consolida como hub logístico nacional e pode se tornar um grande centro de distribuição internacional


A privatização do recém-internacionalizado aeroporto de Goiânia confirmada em leilão público realizado nesta quarta-feira (07/04) pelo Ministério da Infraestrutura; a inauguração no último mês de março de mais um trecho da Ferrovia Norte-Sul, que já corta seis municípios goianos; e privatização prevista para julho do trecho entre Anápolis (GO) e Aliança do Tocantins (TO) da BR-153, principal corredor de integração do meio-norte com o centro-sul do País. Todas essas novidades, agregadas à uma localização geográfica privilegiada, bem no centro do país, podem consolidar a Região Metropolitana de Goiânia como um importante hub logístico do Brasil e da da América Latina.

E para fortalecer ainda mais este potencial logístico da região, estão em construção, na cidade de Aparecida de Goiânia, na Grande Goiânia, dois grandes empreendimentos privados: o Polo Aeronáutico Antares, que ocupará uma área de 209 hectares; e o bairro industrial Global Park, que abrangerá uma área total de 1,8 milhão de m².

“Esse movimento consolida sim a região da Grande Goiânia como um importante hub logístico do país, devido à sua localização geográfica privilegiada, que permite distribuir tanto produtos in natura oriundos da produção agropecuária e extrativista de nossa região e da região norte, quanto de produtos acabados produzidos aqui e nas regiões sul e sudeste”, avalia Adalberto Bregolin, economista e diretor comercial do Global Park.

Bregolin lembra que grandes investimentos, sejam públicos ou privados, estão previstos para construção e aprimoramento de infraestrutura para explorar vários modais de transporte na Região Metropolitana de Goiânia, que será um hub logístico importante, não só para o Brasil, mas também para a América Latina. “Tendo em vista o grande volume de investimentos previstos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, logo todos esses modais estarão conectados. Então é bastante factível que em breve uma carga possa sair de Itaituba (PA), região metropolitana de Belém, por rodovias ou ferrovias, e de lá embarcar para países da América Latina e Caribe de navio, graças à proximidade da capital Belém com o Canal do Panamá, o que possibilita acesso a um transporte de baixo custo numa via fluvial de cerca de 3.600 km”, explica o economista. Ele também salienta a internacionalização do nosso aeroporto, que nos coloca muito próximos de países como Colômbia, Peru, Bolívia e Venezuela, por exemplo.

E para atender justamente essa grande demanda de um grande centro distribuidor de produtos é que foi criado o Global Park, um loteamento empresarial com 2.000.0m² de extensão,que está sendo construído a apenas três quilômetros da BR-153 e do anel viário que liga à BR-060, ou seja, muito próximo do maior entroncamento de carga rodoviária do centro-norte do país.

O bairro industrial foi planejado para essa nova realidade da Indústria 4.0 e da Logística 4.0. Com lotes que vão de 2.800 m² a 25.000 m², o Global Park contará com estrutura urbana completa, com água, energia, rede de esgoto, asfalto CBUQ  - durável e resistente - e fibra óptica com alta velocidade de dados. “Pensamos justamente em atender essa demanda de indústrias e operadoras logísticas que buscam o lugar certo para se instalar e se modernizar, fazendo frente às novas necessidades do mercado, tanto de aumento de produtividade, quanto de ganho de escala, redução de custos e agilidade na entrega de seus produtos”, detalha Bregolin.

O bairro industrial tem como diferencial ruas com 18 metros de largura, que são ideais para rodagem e manobras de grandes veículos sobre rodas como caminhões-cegonha, bitrens ou treminhões. O bairro empresarial terá ainda uma área verde de 365 mil m², destinada à preservação. “O projeto também oferece configurações de áreas que permitem layouts modernos, tanto para a indústria, quanto para operadoras logísticas”, completa o diretor comercial do Global Park.

Modal aéreo
Com a internacionalização do aeroporto de Goiânia, a região metropolitana da capital goiana ganha ainda mais atratividade para empresas, que queiram  ter um ponto estratégico para distribuição de suas cargas para o Brasil e para o continente latino. É o que avalia Eumar Lopes, piloto de linha aérea e gerente de produto do Antares Polo Aeronáutico, empreendimento em construção na cidade de Aparecida de Goiânia.

Localizado a 15 minutos do Flamboyant Shopping Center, um dos principais centros comerciais da capital goiana, e às margens da BR 153, o empreendimento terá acesso facilitado por via expressa dupla. Com  um investimento da ordem de R$ 100 milhões, o polo aeronáutico será voltado para aviação executiva, manutenção e operações logísticas. As obras da estrutura de apoio e da pista de 1.800 metros têm previsão de conclusão para o ano 2024. O Antares poderá receber todos os modelos de aviação geral, jatos executivos, monomotores, bimotores, até o Embraer 195.

“Embora ainda requeira mais investimentos em infraestrutura, a homologação do Santa Genoveva como aeroporto internacional é um grande avanço logístico para a região metropolitana de Goiânia, que já tem a vantagem de ter um acesso fácil a outros grandes sistemas modais de transporte ferroviário, com a [Ferrovia] Norte-Sul, e rodoviário, com a BR-153 [Transbrasiliana]”, explica.

Cargas fracionadas
O especialista avalia também que o Pólo Aeronáutico Antares trará um grande ganho para o sistema logístico doméstico do Brasil, já que pode ser escolhido por várias empresas para um hub nacional. “Estamos em Aparecida de Goiânia que está bem no centro do País e próximo de grandes sistemas modais rodoviários, ferroviários e aéreo, como os aeroportos internacionais de Goiânia e Brasília”, acrescenta.

O Polo Antares também contará com infraestrutura para apoio ao transporte de cargas fracionadas, que consiste justamente em realizar pequenas e médias entregas, por meio do agrupamento de diversos tipos de mercadorias, geralmente de diferentes remetentes e para diferentes destinatários, sendo uma alternativa para as empresas que não possuem quantidades suficientes de itens para ocupar a capacidade total de uma aeronave. 

Para atender a essa demanda, o polo aeronáutico contará com um centro de distribuição dentro de sua área aeroportuária. “O terminal também terá central de abastecimento, pista de acesso aos hangares (taxiway), Fixed Base Operator (FBO) completo para assistência aos proprietários de aeronaves, estacionamento para visitantes e área destinada para helicentro e demais atividades ligadas à aviação”, explica Eumar.



Blog

Setor cerâmico enfrenta retração no primeiro semestre

No primeiro semestre de 2022, o volume de vendas de revestimentos cerâmicos no mercado interno teve queda de 14% na comparação com igual período de 2021, com retração de 449,3 milhões para 386,37 milhões de metros quadrados. Os resultados refletem a conjuntura de incertezas da economia brasileira e mundial, num cenário ainda impactado pela pandemia e, mais recentemente, pela invasão da Rússia à Ucrânia. Os dados foram tabulados pela Anfacer (Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres).
 

O desempenho do setor cerâmico é muito atrelado ao da indústria da construção, cuja receita deflacionada acumulada no primeiro semestre de 2022 apresentou queda de 8,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume de vendas no varejo dos materiais de construção também teve redução, que foi de 6,4% nos primeiros cinco meses na comparação com o verificado de janeiro a maio de 2021.
 

Produção

A produção nacional de revestimentos cerâmicos foi de 501,9 milhões de metros quadrados no primeiro semestre de 2022, ante 519,6 milhões em igual período do ano passado, com uma queda de 3,40%. Cabe ressaltar que a produção total havia crescido 24,8% em 2021 ante o ano anterior, passando de 840,1 milhões de metros quadrados para 1,04 bilhão.
 

Exportações

As exportações brasileiras de revestimentos cerâmicos no primeiro semestre de 2022 foram de 63,19 milhões de metros quadrados, com divisas de US$ 281,16 milhões. O volume ficou praticamente estabilizado em relação aos 63,89 milhões de metros quadrados verificados em igual período de 2021, mas a receita cresceu 25,12% ante os US$ 224,7 milhões do ano passado.
 

No acumulado de 2021, as exportações somaram 130,3 milhões de metros quadrados, uma alta de 38,5% em relação a 2020, e receita foi de US$ 448,14 milhões, com avanço de 48,1%. Foi estabelecido recorde no mês de abril. Os Estados Unidos foram os principais compradores no primeiro semestre de 2022, com 11,29 milhões de metros quadrados. Seguem-se: Paraguai (8,51 milhões), Argentina (6,26 milhões), Colômbia (5,91 milhões), Chile (5,72 milhões), República Dominicana (4,84 milhões), Bolívia (3,21 milhões) e Uruguai (2,51 milhões).

Compra de euro em espécie ultrapassa dólar pelo segundo mês seguido no Itaú Unibanco

A aproximação da cotação do dólar e do euro, que chegou à paridade entre as duas moedas pela primeira vez em 20 anos em julho deste ano, levou a uma mudança de comportamento entre os brasileiros que compram moeda estrangeira em espécie. Pelo segundo mês consecutivo, a venda de euro em espécie superou a do dólar no Itaú Unibanco, com a moeda europeia representando 55% do total comprado pelos clientes pessoa física do banco durante julho.

 

“Na série histórica, o dólar representa em média 65% do total de moeda estrangeira em espécie vendida pelo Itaú aos seus clientes. Começamos a ver esse movimento de aproximação do euro em maio deste ano, quando ambas as moedas tiveram quase que o mesmo montante vendido no mês; em junho, o euro já passou a ser mais procurado, movimento que se ampliou no último mês e que já observamos como tendência neste mês -- na primeira semana de agosto, o euro segue superando o dólar nas vendas para clientes”, explica Gabriel Rombenso, superintendente de Câmbio do Itaú Unibanco.

 

A procura pelas duas moedas em espécie cresceu bastante este ano no Itaú, alcançando pico em março e superando o total comercializado no mesmo período de 2019, pré-pandemia. Clientes Itaú podem realizar a compra de moeda estrangeira via app, garantindo a taxa de câmbio no momento da transação, e efetuar a retirada de dólar e euro em espécie nos caixas exclusivos do Banco24Horas Moeda Estrangeira e na rede de agências Itaú habilitadas.

BOSS, da Hugo Boss irá abrir sua primeira loja em Santa Catarina

Conhecida por sua elegância e precisão, o grupo Hugo Boss chega à Santa Catarina com a primeira loja da BOSS, no Balneário Shopping. A abertura está prevista para o mês de outubro. É a 29ª loja no Brasil do grupo, e será aberta em um dos pontos mais badalados da América Latina, em Balneário Camboriú.  “A chegada da BOSS, principal marca do grupo Hugo Boss, ao mix do Balneário Shopping traz ainda mais sofisticação, qualidade e exclusividades para os clientes”, comenta Elizângela Cardoso, superintendente do Balneário Shopping.  
 
Pertencente ao grupo Hugo Boss, a BOSS expandiu além dos limites da alfaiataria para oferecer uma gama completa de roupas casuais, bodywear, acessórios e athleisure que formam um guarda-roupa completo. A variedade de produtos inclui produtos licenciados, como fragrâncias, óculos, relógios e roupas infantis.
 
Parte da nova geração de lojas da BOSS, a loja no Balneário Shopping tem como foco principal a criação de uma atmosfera convidativa para fazer o cliente sentir-se em casa. Isso é transmitido por meio de materiais arquitetônicos mais quentes como armários em madeira, assentos confortáveis, assim como o piso de granito. Tudo seguindo a nova identidade visual da marca, que conta com as cores branco, preto e camel, sendo destaques no contraste visual.

Novidades no mix do Balneário Shopping

Também estão chegando no próximo mês, no Balneário Shopping, as primeiras lojas da Ray-Ban e Sephora, em Santa Catarina. Além das marcas inéditas no estado também irão abrir suas lojas no mix do shopping a Oakley, Body for Sure, Quiksilver, Luiza Barcelos, Life by Vivara e Paquetá Esportes. “Estamos sempre buscando marcas que tragam as tendências e tenham qualidade para o mix do Balneário Shopping”, conta Elizângela Cardoso.    

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

© Copyright 2000-2014 Editora Bittencourt