segunda, 08 de agosto de 2022
19/04/2021

O turismo regional será a retomada segura e crescente da atividade, prevê vice-presidente da Fecomércio/SC


A pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio/SC) sobre a temporada de verão confirmou com números o que todos perceberam no período – os argentinos, nossos históricos clientes do litoral, desapareceram. Representavam 17,8% do montante de turistas em 2020 e caíram para insignificativos 0,2%. Divulgada recentemente, a pesquisa revelou mudanças importantes, com perspectivas promissoras para o próximo ano, no aumento da participação de gaúchos e paranaenses. “Existe um gigantesco desejo reprimido em viajar e desfrutar de momentos de lazer com a família”, considera Emílio Schramm, vice-presidente da Fecomércio/SC. “E os destinos de até 300 quilômetros de distância das cidades de origem serão os mais procurados, por famílias vindas dos dois estados vizinhos, além dos próprios catarinenses”, assegura.

 

P. É possível encontrar uma luz no fundo para o turismo?

Emílio SchrammA cadeia produtiva do turismo está sofrendo muito, mas teremos boas notícias, à medida em que a pandemia se atenue, com o avanço da vacinação. O desejo de viajar e espairecer é imenso entre milhões de pessoas. São famílias que enfrentaram perdas e suportaram o confinamento e agora querem momentos justos de lazer. É uma questão de saúde mental. E o turismo regional será o destino preferencial, majoritariamente. Os hotéis fazendas, as pousadas temáticas, o turismo de aventura – essas serão as rotas procuradas. Santa Catarina é um estado riquíssimo nessas opções.

P. Que impacto essa retomada provocará na economia?

ESO impacto será muito positivo para todos os envolvidos, pois no turismo regional predominam os empreendimentos de pequeno e micro porte e os microempreendedores individuais. Já é de domínio público o quanto o turismo é uma atividade muito abrangente na oferta de empregos e oportunidades. Essa retomada fará a diferença para a sustentabilidade da economia e, em especial, para o comércio. Apesar da lentidão na vacinação, vislumbramos um segundo semestre com uma retomada branda, mas contínua.



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Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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