segunda, 08 de agosto de 2022
06/04/2021

4 franqueadoras concedem parcelamento, desconto na taxa de franquia e/ou isenção de royalties para facilitar investimento em novas unidades em Santa Catarina


As franqueadoras brasileiras estão mostrando que é possível crescer mesmo com a pandemia e a crise – e com consistência. Após atravessarem um ano de incertezas e períodos conturbados, marcas de segmentos distintos tomaram medidas para sustentar as unidades franqueadas existentes e voltar a expandir com novas franquias.
Em relação à expansão, com a falta de crédito bancário facilitado, as franqueadoras estão financiando por conta própria o que conseguem, com a finalidade de tornar o acesso dos novos franqueados ao negócio um pouco mais fácil. “Apesar de termos convênio com vários bancos, o acesso ao financiamento não é simples e o desconto na taxa de isenção de royalties nos primeiros meses de operação ajudam o franqueado que está começando”, comenta Roberto Kalaes, sócio-franqueador da Dr. Shape, maior franqueadora de suplementos e artigos esportivos da América Latina, com mais de 60 lojas pelo Brasil.
Para Thaís Kurita, sócia da banca Nova Prado Advogados, especializada em Franchising e Varejo, o novo franqueado deve ficar atento à estrutura da franqueadora, ao suporte oferecido e aos documentos entregues, que devem seguir a lei 13.966/19, que rege o sistema de franquias no Brasil. “Além de uma boa oferta e do financiamento que, claro, ajudam o novo franqueado a começar e são muito bem-vindos, a franqueadora precisa demonstrar ter know-how para passar ao franqueado. Se ela tem sobrevivido bem à pandemia, já é um sinal de que aprendeu várias coisas importantes – mas, é importante verificar sua saúde financeira e como está a operação das unidades franqueadas existentes antes de investir”, pondera a especialista.
Assim como a Dr. Shape, outras redes estão facilitando o acesso do franqueado ao negócio. De segmentos variados e com faixas de investimentos distintos – inclusive duas microfranquias –, elas criaram condições especiais para novas unidades em Santa Catarina, com opções para diversas cidades do estado. Conheça a proposta de cada uma delas:

Dr. Shape – A maior rede varejista de suplementos alimentares e artigos esportivos da América Latinas, com mais de 60 lojas pelo Brasil, concederá um desconto de R$ 5 mil na taxa de franquia e isenção de royalties nos três primeiros meses de operação da franquia. O valor da taxa de franquia da marca é de R$ 52 mil e, numa loja, investem-se cerca de R$ 350 mil. A Dr. Shape acaba de lançar um novo formato de franquia, com uma clínica de emagrecimento anexada à loja. A novidade já está sendo pilotada na franquia de Dourados (MS) com sucesso e, em breve, também será implantada em lojas da rede que já estão em funcionamento. A Dr. Shape tem interesse em abrir franquias em todo o Brasil.

IP School – Inglês Particular – A rede de ensino de inglês particular - que utiliza a programação neurolinguística como método para o aprendizado, dispensa material didático e personaliza as aulas particulares conforme o perfil e necessidades de seus alunos – tem dez escolas em São Paulo (capital e região metropolitana). A franqueadora parcela a taxa de franquia, de R$ 30 mil, em três vezes aos novos franqueados, tanto para as microfranquias, cujo investimento é de R$ 33 mil, quanto para as unidades físicas, com investimento de R$ 149 mil. No período de pandemia, a IP School – Inglês Particular dobrou o tamanho de sua rede: a marca iniciou 2020 com cinco unidades e, atualmente, é composta por dez, entre próprias e franqueadas.

MicroPro – A MicroPro Desenvolvimento Profissional e Comportamental, que tem 35 escolas profissionalizantes no Estado de São Paulo, parcela a taxa de franquia em três vezes para novos candidatos interessados em abrir uma microfranquia ou franquia de sua marca. Numa microfranquia (escola física para cidades de 70 mil habitantes), investem-se R$ 89 mil, com taxa de franquia de R$ 10 mil. Numa franquia, investem-se R$ 120 mil, com taxa de franquia de R$ 30 mil. Em 2020, a MicroPro tomou a decisão de não abrir nenhuma franquia. A ideia da marca foi a de dedicar-se integralmente às escolas existentes, de forma a apoiá-las no enfrentamento da crise e da pandemia. Assim, aprimorou seu sistema híbrido de aulas presenciais e online; apoiou os franqueados que decidiram reformar as escolas ou mudá-las de ponto e conseguiu atravessar o período com excelentes resultados. A MicroPro foi eleita, em pesquisa da ABF (Associação Brasileira de Franchising) a franquia do segmento de Educação com melhor índice de satisfação de franqueados na última pesquisa da entidade e, agora, é hora de voltar a crescer.

Pinta Mundi Tintas – O segmento da Construção Civil nunca esteve tão bem: a própria Pinta Mundi Tintas afirma que 2020 foi o melhor ano em faturamento de todos os 30 anos de sua existência. Com números expressivos – a rede bateu metas de 120% em alguns meses – , não é difícil entender como saiu de 20 para 50 lojas em plena pandemia. Para incentivar ainda mais o crescimento, a marca concede um desconto na taxa de franquia de 20%, para pagamento à vista e, caso o franqueado compre duas unidades franqueadas, o desconto sobe para 30%. O valor da taxa de franquia, já com o desconto de 20%, é de R$ 50 mil. Além disso, os novos franqueados recebem um enxoval de produtos extra para iniciar a operação com melhor aporte no capital de giro. O investimento numa loja compacta da Pinta Mundi Tintas inicia-se em R$ 189 mil.



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Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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