segunda, 08 de agosto de 2022
19/03/2021

Exportações chinesa tem alta de quase 200%


Em fevereiro, a China alcançou um feito histórico: seu volume de exportações em fevereiro deste ano cresceu em 154,9% em relação ao mesmo período em 2020, o que aponta um reaquecimento do mercado internacional. E o Brasil, como um dos principais parceiros comerciais do país, pode navegar nessa onda.

“Nosso país hoje exporta quase 30% de tudo que produz para a China. Muitas empresas daqui também estão sendo ofertadas para empresas chinesas que querem entrar em ramos no Brasil, ou seja, os negócios oferecem diversas oportunidades para quem quer entrar no mercado entre estes dois países. É um caminho sem volta”, explica Claus Malamud, o Mr.China, especialista em comércio exterior que trabalha há mais de 20 anos com importação do Gigante Asiático.

Vale lembrar que a China já era o líder de crescimento mundial, mas, devido à pandemia, a fabricação de vários itens foi afetada e milhares de negócios foram encerrados. Agora, com a parcial reabertura do mundo e um controle da população rigoroso, diversos ramos estão se recuperando. “É necessário que as pessoas entendam que a China não é uma ameaça e sim uma oportunidade, com questões que vão desde a ciência até a parceria entre mercados”, destaca Claus.

O especialista em mercado chinês cita, ainda, as vantagens que as empresas brasileiras têm ao exportar para a China. “Acesso ao maior mercado consumidor do mundo quase 10 vezes maior do que o Brasil é o ponto forte. Os chineses gostam de produtos inovadores de outros países, mas é importante que seja feito um estudo do mercado para não cometer gafes”, explica.

Como dar seus primeiros passos na importação - A pandemia levou milhares de brasileiros a empreender. Segundo dados divulgados pelo Portal do Empreendedor, há cerca de 11,3 milhões de MEIs ativos no país, 1,9 milhões a mais que em 2019. E com a explosão do e-commerce no Brasil, que faturou R$41,92 bilhões em 2020 - segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) em parceria com o Movimento Compre&Confie - a importação se torna uma grande aliada como diferenciação de mercado.

“Hoje em dia, mesmo com MEI, é possível importar. E, para quem está começando, gera um diferencial estratégico, com acesso a produtos que não estão disponíveis no mercado nacional, e consequentemente aumentando sua margem de lucro. Sem falar na possibilidade, para quem já está com um faturamento mais robusto, de personalizar o produto, fazer uma embalagem exclusiva, e oferecer aos seus clientes um diferencial de alta qualidade e baixo custo que não conseguiria se dependesse de fornecedores brasileiros”, afirma Claus Malamud.

Para ajudar empreendedores nessa jornada, Malamud, lançou o eBook Importação Sem Mistérios (http://bit.ly/3sZ3wwu), que mapeia as oportunidade de negócios com o gigante asiático e como desenvolver relações comerciais com os fornecedores de lá; e o curso Plano Negócios da China (https://mrchinaimports.com.br/planonegociodachina/), que capacita os alunos a darem os primeiros passos no universo de importação, sabendo selecionar fornecedores, realizar pedidos na plataforma Alibaba e planejamento logístico e alfandegário.

Sobre Claus Malamud - especialista há mais de 20 anos de experiência de relações comerciais com a China, é mentor de mercados asiáticos na Link School, escola de negócios da xp investimentos, sócio da Mr. China, especializada em facilitar o acesso de empresas brasileiras ao comércio exterior, e  digital influencer do Clube Importador, um coletivo de importação que conta com mais de 1000 empresários de todo Brasil.



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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