quarta, 10 de agosto de 2022
12/02/2021

3 principais tendências de tecnologia que devem se difundir no Brasil ainda em 2021


*Por Giovanni Pacífico, diretor de vendas da Zyxel Brasil

Pode parecer tarde comentar sobre tendências para um ano que já começou, mas certamente, você também tem se perguntando o que está por vir e, com um longo caminho a ser percorrido antes de chegarmos ao tão sonhado período ‘pós-pandemia’, é importante lembrarmos que, no Brasil, o ano realmente começou agora, com a população finalmente sendo vacinada contra o coronavírus. A verdade é que a pandemia trouxe mudanças irreversíveis e só agora temos, mesmo que minimamente, certa perspectiva sobre como será 2021, especialmente no mundo dos negócios.

 

Do ponto de vista de tecnologia, principalmente após um período em que grande parte das pessoas se viram trabalhando de suas casas num forte movimento de transformação digital para as empresas, a difusão do trabalho remoto se torna óbvia. Mas quais outras mudanças se aplicam à nossa realidade e impactarão, de fato, a rotina dos brasileiros? Como traçar estratégias para os negócios levando em conta o que vem por aí? Para isso, podemos considerar as três principais tendências que ditarão as regras não só em 2021, como nos próximos anos.

 

  1. Segurança de dados fim a fim

Atualmente, os dados são vistos pelas empresas do mundo todo como os ativos mais importantes para seus negócios. Essas informações valem ouro e, por isso, é preciso garantir que não haja margem para roubos ou vazamentos. Com a entrega em vigor da LGPD (Lei geral de proteção de dados), o aumento dos crimes cibernéticos e os recentes vazamentos ocorridos no Brasil, isso se tornou ainda mais importante. Existe uma falsa impressão de que a adoção, pelas empresas, de ferramentas como VPNs ou a simples instalação de softwares antivírus sejam capazes de proteger uma rede, mas é fundamental a adoção de um conjunto de processos para trazer maior segurança para trafegar esses dados e mitigar riscos, desde a infraestrutura de rede até os inúmeros dispositivos conectados a ela.

 

  1. IoB (Internet of Behavior)

Outra forte tendência que deve desembarcar por aqui é a Internet do Comportamento. Como um desdobramento da Internet das Coisas (IoT) e das automações, tanto sob o aspecto industrial quanto residencial, a IoB deve direcionar as ações e os conteúdos que impactarão o consumidor a partir de seus próprios gostos e hábitos, reunindo dados que abrangem os mundos digital e físico. De acordo com o Gartner, a IoB pode combinar e processar dados de muitas fontes, incluindo dados comerciais de clientes, dados do cidadão processados pelo setor público e agências governamentais, mídia social, implantações de reconhecimento facial em domínio público e rastreamento de localização, o que se conecta diretamente à questão da relevância dos investimentos em cibersegurança e também deve nortear os próximos passos da LGPD, uma vez que envolve também o uso ético dessas informações.

 

  1. Infraestrutura 5G

Com o mercado de banda larga fixa extremamente aquecido também como reflexo da pandemia, o mercado de internet deve sofrer uma reviravolta em 2021, impulsionando, inclusive, novas aplicações em IoT, Big Data e tecnologias em nuvem, com o 5G funcionando também para o acesso à internet fixa. Já difundida em diversos países, mas com expectativas de chegar ao Brasil apenas no segundo semestre, a nova era banda larga trará conectividade muito superior, mantendo as operações online estáveis e sem interrupções, além de maior capacidade em relação ao número de dispositivos que poderão ser conectados à mesma rede, o que é extremamente vantajoso pois ajudará empresas a implementarem arquiteturas de dados escaláveis e em tempo real. Apesar das expectativas de implementação de alto custo para provedores, a migração da tecnologia GPON para XGSPON deve possibilitar o alcance de velocidades de até 10 GB, o que também impactará na cadeia de rede wireless, que deverá ser completamente atualizada para o Wifi-6.

 

Independente de qual seja a tendência, o que podemos avaliar é como, de alguma forma, todas elas convergem para a digitalização e se complementam. Ficar de olho nessas movimentações e no rumo dessas tecnologias pode ser essencial para trazer escalabilidade e otimizar processos em qualquer negócio. E a principal pergunta que fica é: estamos preparados para trazer essas novidades para dentro de nossas empresas?  Fugir da digitalização, sem dúvida, não é mais uma opção para quem deseja prosperar em um futuro bem próximo.

 


Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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