quinta, 11 de agosto de 2022
14/01/2021

Chuva melhora condição hídrica em Santa Catarina, mas estiagem ainda predomina


O primeiro Boletim Hidrometeorológico deste ano divulgado nesta quarta-feira, 13, pela Secretaria Executiva do Meio Ambiente (SEMA), integrada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), apontou uma trégua na seca no estado. O quadro é justificado pelo volume de chuva significativo nos dois últimos meses. Porém, o cenário ainda é de estiagem e exige monitoramento contínuo.

“Conforme as previsões apresentadas, as perspectivas de precipitação para os próximos meses continuam boas para Santa Catarina, representando ainda uma atenuação da ausência de armazenamento de água no solo. Entretanto, o comprometimento do abastecimento urbano em diversos municípios, assim como a intensidade da seca hidrológica sobre o Estado permanecem e exigem o uso racional deste bem”, frisa o diretor de Recursos Hídricos e Saneamento da SEMA/SDE, Leonardo Ferreira.

>> Acesse aqui o boletim

Na análise da situação do abastecimento público, dos 295 municípios catarinenses, 197 permanecem em condição de normalidade; 66 em estado de atenção; 15 em alerta e três em estado crítico em relação à estiagem. Esse resultado representou uma melhora em comparação ao observado no estudo anterior. Assim, 11 municípios saíram do estado de alerta e oito da situação de criticidade.

Avaliação Índice Integrado de Secas

A avaliação do Índice Integrado de Secas (ISS) apontou 82 municípios em seca grave, 15 em extrema, 103 em moderada e nenhum em condição excepcional.

“Embora a estiagem tenha dado uma estagnada, é necessário dar continuidade ao monitoramento, ainda mais por estarmos em uma época de maior consumo de água, principalmente nas regiões litorâneas. Estamos acompanhando as medidas contidas nos planos de emergência das concessionárias”, observa a gerente de Fiscalização de Saneamento da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc), Luiza Burgardt.

Previsão

Conforme as previsões apresentadas, as perspectivas de precipitação para os próximos meses continuam boas para todo o Estado, principalmente no litoral.

O estudo de monitoramento, coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), por meio da SEMA, em parceria com a Defesa Civil de Santa Catarina, Aresc e outras agências reguladoras do Estado, tem o objetivo de monitorar e divulgar a situação hídrica catarinense.



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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