quinta, 11 de agosto de 2022
12/01/2021

Inadimplência das famílias de SC caiu quase pela metade em 2020


O percentual de famílias de Santa Catarina com alguma dívida em atraso caiu de 10,9% para 10,6% na passagem de novembro para dezembro de 2020. O valor apurado é quase metade dos 20,8% registrados em dezembro de 2019.

Também caiu o percentual de famílias que afirmam que não têm condições de pagar essas dívidas. Eram 11,5% em dezembro de 2019 e passaram a 5,2% em dezembro último. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio/SC). 

A queda da inadimplência acompanha a queda no endividamento. Santa Catarina fechou 2020 com cerca de 41,3% das famílias endividadas, contra 56,1% do ano anterior. Segundo a entidade, o motivo para a redução é de que as famílias, durante a pandemia, liquidaram as dívidas correntes e reduziram o consumo a prazo. 

Neste sentido, a redução do endividamento pode ser um ponto negativo para o comércio, já que demonstra que o catarinense não está consumindo como fazia antes da crise sanitária. 

Entre os perfis de dívida, o cartão de crédito (72,2%) lidera. Em seguida, estão carnês (39,5%), financiamento de carros (36,8%), crédito consignado (20,1%), e financiamento de casa (20%). 

Os dados da Fecomércio/SC mostram também que a parcela da renda das famílias comprometida com dívidas chegou a 30,8%. Além disso, o tempo médio para quitação é de 9,9 meses. 

Entre as cidades pesquisadas, Florianópolis lidera o endividamento com 51,8% das famílias. Na sequência, estão Blumenau (40,4%), Joinville (38,5%), e Chapecó (26,8%). 



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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