quinta, 11 de agosto de 2022
12/01/2021

Coronavírus em SC: SCPAR Porto de Imbituba repassa R$ 2 milhões para o Hospital São Camilo


A SCPAR Porto de Imbituba, no Sul do Estado, firmou nesta terça-feira, 12, o Termo de Colaboração com o repasse financeiro de R$ 2 milhões para o Hospital São Camilo. Os recursos serão destinados ao combate à Covid-19, para a aquisição de equipamentos hospitalares e insumos. A transferência foi autorizada pela Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA).

“Estamos extremamente gratos em poder iniciar 2021 formalizando essa colaboração com o hospital. A pandemia é uma batalha que ainda precisa de atenção e cuidado e o porto, como parceiro da cidade, quer ajudar a superar o atual contexto de crise sanitária”, pontuou o diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Luís Antonio Braga Martins, informando que os recursos serão repassados em três etapas. 

Presente no ato, em Imbituba, a primeira-dama Késia Martins da Silva, lembrou que tanto o Porto quanto o Hospital São Camilo fazem parte da sua história de vida. O pai trabalhou no Porto e o irmão e ela nasceram neste hospital. 

“Tenho uma grande gratidão por essa cidade. Acompanhar este repasse é um momento muito significativo e de alegria, vai garantir um atendimento de ainda mais qualidade e excelência à população. Desde quando o Moisés assumiu o Governo, me propus a ver o que poderia ser feito pelos hospitais, pelas unidades de saúde. Tenho a certeza que todos estamos sensíveis às necessidades dos catarinenses”, relatou. 

O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, destacou que há 10 meses o estado está no enfrentamento da pandemia e o Governo e a secretaria da Saúde trouxeram várias necessidades de organização de serviços, dentre eles, Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

“Conseguimos trazer para o estado mais 790 leitos de UTI Covid Adultos SUS novos, destes 10 foram ativados no Hospital São Camilo. O recurso que hoje é aportado, é fundamental para que consigamos aumentar ainda mais os serviços para o tratamento de UTI de Covid e outros para a cidade e região”, destaca.

O diretor-presidente da SCPAR Participações e Parcerias (holding), Enio Parmeggiani, disse que o recurso para o hospital é fruto de uma articulação do Porto de Imbituba com a anuência dos órgãos federais. “É o resultado do trabalho do Porto. Teve toda uma estruturação dos aspectos legais, de normativas e que hoje se consolida. É uma grande conquista para Imbituba e região”.

“Vemos essas atitudes de forma muito positiva e parabenizamos a SCPAR Porto de Imbituba. Outras autoridades portuárias também tiveram essa mesma iniciativa e já foram aplicados, no total, cerca de R$ 30 milhões advindos de receitas portuárias para o enfrentamento da pandemia. São recursos que ajudam a salvar vidas”, observou Alessandro Marques, coordenador-geral de Descentralização e Delegações da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA), que participou por videoconferência, representando o Ministério da Infraestrutura.

Hospital São Camilo  

Durante o ano de 2020, devido à pandemia do coronavírus, o Hospital São Camilo passou a ofertar para a Secretaria de Estado da Saúde 26 leitos clínicos para internações hospitalares de isolamento e 10 leitos de UTI Adulto Covid-19. A unidade filantrópica é administrada pela Sociedade Beneficente São Camilo. 

“Somos gratos pela iniciativa que vai beneficiar a população. Sem as tantas ajudas e parcerias não teríamos condições financeiras, nem estruturais para enfrentar esta pandemia”, contou a procuradora da Sociedade Beneficente São Camilo, Luciene Basso Meurer. 

Participaram do ato, o diretor de Infraestrutura e Logística da SCPAR Porto de Imbituba, Fábio Riera, prefeito do município, Rosenvaldo da Silva Júnior, vice-prefeito, Antônio Clesio Costa, procuradora da Sociedade Beneficente São Camilo, Talita Coutinho Elbert, e outras autoridades.



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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