sexta, 03 de julho de 2020
30/06/2020

Governo do Estado e setor produtivo unem forças para ampliar diálogo e colaboração


Foto: Elmar Meurer/Fiesc

O Governo do Estado iniciou a semana dialogando com o setor produtivo de Santa Catarina. Por meio de videoconferência, na manhã desta segunda-feira, 29, o chefe interino da Casa Civil, Juliano Chiodelli, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), Rogério Siqueira, e seu adjunto, Ricardo Stodieck, conversaram com membros do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem). Na pauta, a intenção de aprofundar a colaboração entre o Governo e o setor produtivo. 

O Chefe interino da Casa Civil, Juliano Chiodelli, abriu a reunião dizendo que Santa Catarina se destaca com a melhor gestão da pandemia de Covid-19 no país. Reforçando o potencial de recuperação, Chiodelli também citou, entre outros dados, que o Estado saiu de um déficit de R$ 1,2 bilhão em 2018 para um superávit de R$ 166 milhões em 2019, conforme relatório enviado ao Tribunal de Contas (TCE/SC). “O futuro de Santa Catarina depende do esforço coletivo de todos nós e o momento é de união para sair da crise”, afirmou o chefe interino da Casa Civil.

Já o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Siqueira, destacou a importância de se criar uma espiral de prosperidade e esperança, fazendo políticas de estado e não de governo, além da importância da integração com a cadeia produtiva. “Estamos aqui para contribuir. Sabemos que a tempestade pode ser forte e violenta, perderemos alguns mestres no mar, mas vamos navegar juntos. Estamos em Santa Catarina S.A, onde os acionistas somos todos nós. Os catarinenses têm em seu DNA a superação e vamos enfrentar mais esse desafio”, disse.

Para o adjunto da SDE, Ricardo Stodieck, as demandas de médio e curto prazo são estratégicas e devem ser debatidas. Também falou do Programa Travessias, uma iniciativa da Fiesc que conta com o apoio do Governo e que, entre as estratégias previstas, está o aproveitamento das oportunidades internacionais para fortalecer a indústria local, ampliar investimentos em infraestrutura e tecnologia. “Peço que as entidades nos enviem as demandas de curto prazo, para o quanto antes debatermos junto aos representantes”, destacou.

O Cofem é composto pelas Federações das Indústrias (Fiesc), do Comércio (Fecomércio), da Agricultura (Faesc), dos Transportes (Fetrancesc), das Associações Empresariais (Facisc), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Micro e Pequenas Empresas (Fampesc), do Sebrae-SC.

Empresários querem ampliar participação

No encontro virtual, os empresários se colocaram à disposição para apoiar o planejamento de estratégias de desenvolvimento para o Estado. Também defenderam maior participação privada nas iniciativas de desenvolvimento, por meio de concessões de serviços como os de saneamento, portos e demais projetos de infraestrutura, de modo que o Governo possa focar em suas atividades básicas nas áreas de saúde, educação e segurança.

O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, reforçou a disposição de colaboração. “Podemos construir um caminho. Há uma deficiência de projetos em Santa Catarina e cada setor pode apresentar propostas e demandas para buscarmos investimentos e desenvolvimento. Esse é o espírito do setor produtivo”, afirmou. O posicionamento dele foi endossado pelos demais presidentes das federações.

Também participaram ainda da reunião virtual o diretor-superintendente do Sebrae-SC, Carlos Henrique Fonseca Ramos, o presidente da Facisc, Jonny Zulauf, o presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, o presidente da Fetrancesc, Ari Rabaiolli, a presidente da Fampesc, Rosi Dedekind, o presidente da FCDL-SC, Ivan Tauffer, e o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo.

Confira o que disseram os demais participantes

“Essa aproximação do setor produtivo é fundamental. Todos os diagnósticos que mostram as necessidades do setor produtivo de Santa Catarina estão levantados. O importante é termos um bom planejamento de Estado de curto, médio e longos prazos. Baseado nas nossas vocações e setores estratégicos devemos definir prioridades. E o Programa Travessia é o pano de fundo para isso”, afirmou o diretor-superintendente do Sebrae-SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca.

“Juntos podemos contribuir para que o estado cumpra melhor a sua finalidade. Vamos superar os desafios e o nosso espírito é de contribuição, de proposição. Nossas reuniões já vêm discutindo alguns pontos, mas há aspectos delicados em que precisamos avançar, como turismo e infraestrutura”, afirmou o presidente da FACISC, Jonny Zulauf.

O presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, informou que há pouco tempo foi entregue à Secretaria de Desenvolvimento um documento com demandas do comércio e turismo. “Enfatizo que na área de turismo tem demandas simples de serem resolvidas, mas que podem ser implementadas com rapidez e baixo custo”.

O presidente da FETRANCESC, Ari Rabaiolli, destacou os impactos dos congestionamentos no trecho norte da BR-101, especialmente na alta temporada. “Temos que ter projeto de duplicação. São pontos que o estado vai ter que repensar junto com o Ministério da Infraestrutura e pensar em concessões”, declarou.

A presidente da Fampesc, Rosi Dedekind, lembrou que ela é do setor de turismo e estará junto com a Fecomércio na defesa da atividade. “Mais de 90% das empresas catarinenses são de micro e pequeno portes. Coloco a Fampesc à disposição para trabalharmos numa política de estado. Necessitamos da retomada de alguns programas que a Secretaria de Desenvolvimento tinha, a exemplo do Juro Zero”, disse.

“Existem muitas demandas que são discutidas pelo COFEM. Precisa existir uma sintonia com o setor produtivo e damos as boas vindas aos novos secretários com tapete vermelho”, afirmou o presidente da FCDL-SC, Ivan Tauffer.


O presidente da FAESC, José Zeferino Pedrozo, destacou a importância do trabalho do Instituto do Meio Ambiente e chamou atenção para dificuldades na aprovação de licenças ambientais para os produtores rurais. “Nos conforta essa informação de que os senhores vem da iniciativa privada e tem naturalmente essa sensibilidade com os problemas que nos afligem”, salientou.

*Com informações da Fiesc.



Blog

Dólar fecha em alta com temores sobre aumento de casos de Covid nos EUA

Em mais uma sessão de altíssima volatilidade, o dólar fechou em alta, nesta quinta-feira, 2, com os investidores repercutindo o aumento do número de casos de coronavírus nos Estados Unidos, o que é visto como uma ameaça à recuperação da maior economia do mundo. Com isso, o dólar comercial subiu 0,6% e encerrou sendo vendido por 5,350 reais, enquanto o dólar turismo, com menor liquidez, caiu 1,4%, cotado a 5,65 reais.

Pela manhã, no entanto, o clima de euforia no mercado predominou, após a divulgação do relatório oficial sobre o mercado de trabalho americano, o payroll, que apontou para o crescimento de 4,8 milhões de empregos não agrícolas, em, junho, ante a expectativa de um saldo positivo de 3 milhões de vagas. Também foi revisado para cima o payroll de maio, de criação de 2,509 milhões para 2,699 milhões de empregos. Com isso, a taxa de desemprego americana caiu de 13,3% para 11,1%.

Logo após sua divulgação, os dados ajudaram a impulsionar os mercados do mundo inteiro. Nos Estados Unidos, os índices americanos que já estavam em alta, ainda repercutindo o otimismo com a vacina do coronavírus que vem sendo desenvolvida pela Pfizer, subiram ainda mais, enquanto o dólar aprofundou suas perdas contra pares desenvolvidos e moedas emergentes.

“Os números vieram bem acima do esperado. Isso gerou uma expectativa de melhora generalizada. Os cenários mais fatalistas estão começando a perder força”, afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset

Apesar do otimismo com os dados americanos, os temores com o aumento do número de infectados  por Covid-19 passou a ganhar força no início da tarde, após o estado da Flórida apresentar recorde de novos casos. Em apenas 24h, foram registrados 10.109 novos infectados na Flórida, que vem atravessando a pior fase da doença, assim como alguns estados do oeste americano. O aumento do número de casos tem retardado processos de reabertura em locais do Texas, Califórnia e na própria Flórida.

“Se não tivessem dados positivos, o mercado teria reagido de forma muito pior. Eles amenizaram a preocupação com a recuperação econômica, mas não tiraram. Até porque o que derrubou a economia foi o coronavírus e a gente está voltando a ver aumento de casos até maiores do que antes”, afirmou Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.

Segundo Laatus, a queda do dólar de mais de 2% registrada no pregão anterior contribuiu para a realização de lucros no mercado de câmbio local, tendo em vista que sexta-feira, 3, será feriado nos Estados Unidos, o que deve reduzir o volume de dólares negociados no mundo.

No radar do mercado também estão os protestos em Hong Kong, desencadeados após a China aprovar a lei de segurança nacional sobre o território autônomo. Os investidores temem que os Estados Unidos, contrários à medida, façam duras retaliações comerciais. Na véspera, a Câmara americana aprovou um projeto de lei que penaliza bancos que façam negócios com autoridades chinesas que apoiaram a lei de segurança nacional.

EXAME

Governo estuda formas de contratação com menos custo para empresas

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse que o governo está trabalhando em um novo marco do trabalho, com redução de custos para contratação.

Nas últimas semanas, o ministro da Economia, Paulo Gu

Ele afirmou que o governo vem trabalhando em uma reforma tributária com “redução de complexidade” e citou como parte da agenda marcos legais para o setor de petróleo e gás, ferrovia, cabotagem e energia, além da lei de falências e autonomia do Banco Central.

De acordo com o secretário, o governo ainda está discutindo a prorrogação no benefício emergencial, programa que permite suspensão e redução de contratos de trabalho, e que o impacto no déficit primário será divulgado quando os detalhes forem fechados.

Nesta quinta-feira, o ministério divulgou novas projeções que estimam déficit primário do setor público neste ano de 826,6 bilhões de reais, o equivalente a 12% do PIB. As projeções já consideram a prorrogação do auxílio emergencial de 600 reais por mais dois meses, como anunciado nesta semana.

EXAME

edes, tem dito que quer retomar o projeto da “Carteira Verde e Amarela”, regime com menor incidência de encargos trabalhistas. “Medidas para o emprego ainda estão sendo desenhadas e serão comunicadas brevemente”, afirmou.

Em coletiva virtual nesta quinta-feira, o secretário disse que o governo retomará a agenda de reformas assim que a pandemia sair da “parte mais aguda.”

© Copyright 2000-2014 Editora Bittencourt