sexta, 03 de julho de 2020
30/06/2020

SC discute Fundo que pode injetar até R$ 1 bilhão na economia do Estado


O governo do Estado discute junto a outros poderes a criação de um Fundo Estadual de Garantia de Crédito que pode injetar até R$ 1 bilhão na economia catarinense. O objetivo é ampliar o acesso a recursos para micro e pequenas empresas, as que mais sofreram durante a pandemia. 

Ainda está sendo discutido um modelo jurídico para o Fundo, mas o novo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Siqueira, disse que as medidas de apoio à economia precisam ser rápidas. O projeto está em fase inicial. 

Em entrevista à Rede Catarinense de Notícias, o empresário de 59 anos detalha o projeto e diz que Santa Catarina será um dos primeiros estados a sair da crise. Além disso, afirmou que recebeu do governador "a orientação de criar políticas de estado e gerar uma espiral de prosperidade e esperança".


 

 

Rede Catarinense de Notícias - Com a pandemia, a economia teve uma forte estagnação. Que tipo de ação ou programa deve ser prioridade pelo poder público para incentivar a retomada?

 

Rogério Siqueira - O mais importante é que seja rápido. Os catarinenses não podem esperar, precisamos unir pontas e agir por meio de ações soluções de curtíssimo prazo. Completo a primeira semana na gestão pública e tenho 30 anos de iniciativa privada. Recebemos do governador a orientação de criar políticas de estado e gerar uma espiral de prosperidade e esperança. Na semana passada participamos de uma reunião junto à Fiesc sobre o Programa Travessia, uma iniciativa da Federação das Indústrias que conta com o apoio do governo e tem entre as estratégias aproveitar as oportunidades para fortalecer a indústria local, ampliar investimentos em infraestrutura e tecnologia. Outra frente, que tem o apoio de todos os poderes - Executivo, Legislativo, Judiciário, do Ministério Público e Tribunal de Contas (TCE) - é a proposta de criação do Fundo Estadual de Garantia de Crédito. Trata-se de um instrumento para estimular a concessão de crédito de forma facilitada para micro, pequenos e médios empreendedores em Santa Catarina, por conta da pandemia. A ideia é de injetar até R$ 1 bilhão na economia do Estado. O projeto será discutido com o Badesc e estamos na fase de desenhar o modelo jurídico do Fundo. O objetivo destas frentes é unir esforços para a recuperação econômica de Santa Catarina. 

 

RCN - Essas medidas serão suficientes para recuperar emprego e renda a médio prazo? O que deve ser feito para reduzir o impacto do desemprego?

Siqueira - Essas medidas num primeiro momento são para a manutenção dos empregos, para que os empresários tenham fôlego e não precisem fazer demissões em massa. O crédito oferecido é para trabalhar com o fluxo de caixa das empresas, principalmente as MPEs. Para facilitar o acesso, o governo tem como prioridade a implementação do Fundo Estadual de Garantia de Crédito e já está desenhando a estruturação. Estamos trabalhando no modelo jurídico e pretendemos ter notícias em breve sobre o assunto.

 

RCN - Como é possível facilitar o acesso a recursos num momento turbulento como esse?

Siqueira - A garantia do crédito é uma das importantes e mais urgentes estratégias para a retomada econômica. O governo já vem estudando, desde o início da pandemia, a proposta do Fundo Garantidor de Crédito. Esta ação vai buscar estimular a concessão de crédito de forma facilitada para micro, pequenos e médios empresários do nosso Estado, neste tempo de pandemia. A ideia é de injetar dinheiro de forma direta na economia, com previsão de até R$ 1 bilhão, o que vai contribuir para uma recuperação ainda mais rápida de Santa Catarina. Sairemos mais fortes deste momento.

 

RCN - O governo federal tem tomado ações para dirimir o impacto econômico, como o Pronampe e o auxílio emergencial. Qual é a sua opinião sobre os programas federais? Eles terão eficiência na prática em Santa Catarina? 

Siqueira - Acho que toda ajuda neste momento desafiador é bem-vinda. Além dos programas federais, estaduais e municipais, temos um povo trabalhador e que se supera a cada desafio que lhe é imposto. Santa Catarina foi um dos primeiros estados a tomar medidas de prevenção contra a Covid e tenho certeza que seremos um dos primeiros a sair da crise. Temos aqui na SDE programas importantes e que serão fundamentais na retomada, como o Prodec que já existe há três décadas e nos últimos 16 meses já fomentou R$ 4,45 bilhões de investimentos e gerou quase 6 mil empregos. O programa passará por uma atualização e será fundamental para fazer a roda da economia girar. Outra frente é o programa Juro Zero, coordenado pela SDE e que, desde 2011 quando foi implantado, emprestou mais de R$ 291 milhões, movimentando diretamente mais de R$ 330 milhões na economia catarinense. 


 


O novo titular do Desenvolvimento Econômico, Rogério Siqueira. Foto: Clóvis Perozin

 


 

RCN - O governador Moisés fez algum pedido especial para a atuação da SDE?

Siqueira - O governador nos orientou a contribuir nessa retomada, unindo pontas e gerando uma atmosfera de prosperidade e esperança. Nosso maior desafio é a retomada econômica do Estado, em meio a uma pandemia mundial que afeta a todos, sem precedentes. É fato que o desafio é impactante e já deixa sua marca, mas Santa Catarina tem um povo batalhador, empreendedor e que historicamente se supera, a exemplo de outras adversidades que o Estado já enfrentou, tenho certeza, vai superar novamente. 

 

RCN - Conhecendo Santa Catarina e os catarinenses, o que o senhor espera no cenário econômico para o segundo semestre? 

Siqueira - Até maio, Santa Catarina teve um saldo maior de empresas constituídas em 2020 quando comparado ao mesmo período do ano passado. [Desde o início do ano, até 13 de maio, o estado conta com um saldo de 35.144 novas empresas, enquanto no mesmo período do ano passado foram 31.955 constituições]. Os dados mostram que o ambiente econômico do Estado, apesar de toda a insegurança gerada pela pandemia provocada pelo novo Coronavírus, ainda reflete o viés empreendedor do cidadão catarinense e mostra um estado ainda pujante e confiante em uma retomada do crescimento. Nossa missão é unir pontas, programas e ações que se completem e fortaleçam a economia, gerem emprego e renda aos catarinenses.



Blog

Dólar fecha em alta com temores sobre aumento de casos de Covid nos EUA

Em mais uma sessão de altíssima volatilidade, o dólar fechou em alta, nesta quinta-feira, 2, com os investidores repercutindo o aumento do número de casos de coronavírus nos Estados Unidos, o que é visto como uma ameaça à recuperação da maior economia do mundo. Com isso, o dólar comercial subiu 0,6% e encerrou sendo vendido por 5,350 reais, enquanto o dólar turismo, com menor liquidez, caiu 1,4%, cotado a 5,65 reais.

Pela manhã, no entanto, o clima de euforia no mercado predominou, após a divulgação do relatório oficial sobre o mercado de trabalho americano, o payroll, que apontou para o crescimento de 4,8 milhões de empregos não agrícolas, em, junho, ante a expectativa de um saldo positivo de 3 milhões de vagas. Também foi revisado para cima o payroll de maio, de criação de 2,509 milhões para 2,699 milhões de empregos. Com isso, a taxa de desemprego americana caiu de 13,3% para 11,1%.

Logo após sua divulgação, os dados ajudaram a impulsionar os mercados do mundo inteiro. Nos Estados Unidos, os índices americanos que já estavam em alta, ainda repercutindo o otimismo com a vacina do coronavírus que vem sendo desenvolvida pela Pfizer, subiram ainda mais, enquanto o dólar aprofundou suas perdas contra pares desenvolvidos e moedas emergentes.

“Os números vieram bem acima do esperado. Isso gerou uma expectativa de melhora generalizada. Os cenários mais fatalistas estão começando a perder força”, afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset

Apesar do otimismo com os dados americanos, os temores com o aumento do número de infectados  por Covid-19 passou a ganhar força no início da tarde, após o estado da Flórida apresentar recorde de novos casos. Em apenas 24h, foram registrados 10.109 novos infectados na Flórida, que vem atravessando a pior fase da doença, assim como alguns estados do oeste americano. O aumento do número de casos tem retardado processos de reabertura em locais do Texas, Califórnia e na própria Flórida.

“Se não tivessem dados positivos, o mercado teria reagido de forma muito pior. Eles amenizaram a preocupação com a recuperação econômica, mas não tiraram. Até porque o que derrubou a economia foi o coronavírus e a gente está voltando a ver aumento de casos até maiores do que antes”, afirmou Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.

Segundo Laatus, a queda do dólar de mais de 2% registrada no pregão anterior contribuiu para a realização de lucros no mercado de câmbio local, tendo em vista que sexta-feira, 3, será feriado nos Estados Unidos, o que deve reduzir o volume de dólares negociados no mundo.

No radar do mercado também estão os protestos em Hong Kong, desencadeados após a China aprovar a lei de segurança nacional sobre o território autônomo. Os investidores temem que os Estados Unidos, contrários à medida, façam duras retaliações comerciais. Na véspera, a Câmara americana aprovou um projeto de lei que penaliza bancos que façam negócios com autoridades chinesas que apoiaram a lei de segurança nacional.

EXAME

Governo estuda formas de contratação com menos custo para empresas

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse que o governo está trabalhando em um novo marco do trabalho, com redução de custos para contratação.

Nas últimas semanas, o ministro da Economia, Paulo Gu

Ele afirmou que o governo vem trabalhando em uma reforma tributária com “redução de complexidade” e citou como parte da agenda marcos legais para o setor de petróleo e gás, ferrovia, cabotagem e energia, além da lei de falências e autonomia do Banco Central.

De acordo com o secretário, o governo ainda está discutindo a prorrogação no benefício emergencial, programa que permite suspensão e redução de contratos de trabalho, e que o impacto no déficit primário será divulgado quando os detalhes forem fechados.

Nesta quinta-feira, o ministério divulgou novas projeções que estimam déficit primário do setor público neste ano de 826,6 bilhões de reais, o equivalente a 12% do PIB. As projeções já consideram a prorrogação do auxílio emergencial de 600 reais por mais dois meses, como anunciado nesta semana.

EXAME

edes, tem dito que quer retomar o projeto da “Carteira Verde e Amarela”, regime com menor incidência de encargos trabalhistas. “Medidas para o emprego ainda estão sendo desenhadas e serão comunicadas brevemente”, afirmou.

Em coletiva virtual nesta quinta-feira, o secretário disse que o governo retomará a agenda de reformas assim que a pandemia sair da “parte mais aguda.”

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