sexta, 03 de julho de 2020
25/06/2020

Receita já recebeu 23,7 milhões de declarações do Imposto de Renda


Até as 11h de hoje (25), 23.774.151 declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2020 foram recebidas pelos sistemas da Receita Federal. Neste ano são esperados 32 milhões de documentos.

A Receita alerta que os contribuintes não deixem a entrega para última hora. Se perderem o prazo estarão sujeitos ao pagamento de uma multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. O período de entrega termina na próxima terça-feira (30).

A declaração do Imposto de Renda é obrigatória para quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 no ano passado, o equivalente a R$ 2.196,90 por mês, incluído o décimo terceiro. A multa por atraso de entrega é estipulada em 1% ao mês-calendário até 20%. O valor mínimo é R$ 165,74.

Precisa ainda declarar o Imposto de Renda quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil; quem obteve, em qualquer mês de 2019, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros.

Quando se trata de atividade rural, é obrigado a declarar o contribuinte com renda bruta superior a R$ 142.798,50. Também deve preencher a declaração quem teve, em 31 de dezembro do ano passado, a posse ou propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, com valor total superior a R$ 300 mil.

A Receita tem orientações sobre a declaração em seu site.



Blog

Dólar fecha em alta com temores sobre aumento de casos de Covid nos EUA

Em mais uma sessão de altíssima volatilidade, o dólar fechou em alta, nesta quinta-feira, 2, com os investidores repercutindo o aumento do número de casos de coronavírus nos Estados Unidos, o que é visto como uma ameaça à recuperação da maior economia do mundo. Com isso, o dólar comercial subiu 0,6% e encerrou sendo vendido por 5,350 reais, enquanto o dólar turismo, com menor liquidez, caiu 1,4%, cotado a 5,65 reais.

Pela manhã, no entanto, o clima de euforia no mercado predominou, após a divulgação do relatório oficial sobre o mercado de trabalho americano, o payroll, que apontou para o crescimento de 4,8 milhões de empregos não agrícolas, em, junho, ante a expectativa de um saldo positivo de 3 milhões de vagas. Também foi revisado para cima o payroll de maio, de criação de 2,509 milhões para 2,699 milhões de empregos. Com isso, a taxa de desemprego americana caiu de 13,3% para 11,1%.

Logo após sua divulgação, os dados ajudaram a impulsionar os mercados do mundo inteiro. Nos Estados Unidos, os índices americanos que já estavam em alta, ainda repercutindo o otimismo com a vacina do coronavírus que vem sendo desenvolvida pela Pfizer, subiram ainda mais, enquanto o dólar aprofundou suas perdas contra pares desenvolvidos e moedas emergentes.

“Os números vieram bem acima do esperado. Isso gerou uma expectativa de melhora generalizada. Os cenários mais fatalistas estão começando a perder força”, afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset

Apesar do otimismo com os dados americanos, os temores com o aumento do número de infectados  por Covid-19 passou a ganhar força no início da tarde, após o estado da Flórida apresentar recorde de novos casos. Em apenas 24h, foram registrados 10.109 novos infectados na Flórida, que vem atravessando a pior fase da doença, assim como alguns estados do oeste americano. O aumento do número de casos tem retardado processos de reabertura em locais do Texas, Califórnia e na própria Flórida.

“Se não tivessem dados positivos, o mercado teria reagido de forma muito pior. Eles amenizaram a preocupação com a recuperação econômica, mas não tiraram. Até porque o que derrubou a economia foi o coronavírus e a gente está voltando a ver aumento de casos até maiores do que antes”, afirmou Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.

Segundo Laatus, a queda do dólar de mais de 2% registrada no pregão anterior contribuiu para a realização de lucros no mercado de câmbio local, tendo em vista que sexta-feira, 3, será feriado nos Estados Unidos, o que deve reduzir o volume de dólares negociados no mundo.

No radar do mercado também estão os protestos em Hong Kong, desencadeados após a China aprovar a lei de segurança nacional sobre o território autônomo. Os investidores temem que os Estados Unidos, contrários à medida, façam duras retaliações comerciais. Na véspera, a Câmara americana aprovou um projeto de lei que penaliza bancos que façam negócios com autoridades chinesas que apoiaram a lei de segurança nacional.

EXAME

Governo estuda formas de contratação com menos custo para empresas

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse que o governo está trabalhando em um novo marco do trabalho, com redução de custos para contratação.

Nas últimas semanas, o ministro da Economia, Paulo Gu

Ele afirmou que o governo vem trabalhando em uma reforma tributária com “redução de complexidade” e citou como parte da agenda marcos legais para o setor de petróleo e gás, ferrovia, cabotagem e energia, além da lei de falências e autonomia do Banco Central.

De acordo com o secretário, o governo ainda está discutindo a prorrogação no benefício emergencial, programa que permite suspensão e redução de contratos de trabalho, e que o impacto no déficit primário será divulgado quando os detalhes forem fechados.

Nesta quinta-feira, o ministério divulgou novas projeções que estimam déficit primário do setor público neste ano de 826,6 bilhões de reais, o equivalente a 12% do PIB. As projeções já consideram a prorrogação do auxílio emergencial de 600 reais por mais dois meses, como anunciado nesta semana.

EXAME

edes, tem dito que quer retomar o projeto da “Carteira Verde e Amarela”, regime com menor incidência de encargos trabalhistas. “Medidas para o emprego ainda estão sendo desenhadas e serão comunicadas brevemente”, afirmou.

Em coletiva virtual nesta quinta-feira, o secretário disse que o governo retomará a agenda de reformas assim que a pandemia sair da “parte mais aguda.”

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