domingo, 20 de junho de 2021
24/06/2020

Dívida Pública Federal sobe 2,17% em maio e vai para R$ 4,25 trilhões


O arrefecimento das turbulências provocadas pela pandemia do novo coronavírus (covid-19) e o baixo volume de vencimentos fizeram o endividamento do governo subir pela primeira vez em dois meses. A Dívida Pública Federal (DPF), que inclui o endividamento interno e externo do governo federal, subiu, em termos nominais, 2,17% em maio, na comparação com abril, informou hoje (24) a Secretaria do Tesouro Nacional. O estoque passou de R$ 4,161 trilhões para R$ 4,251 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que é a parte da dívida pública em títulos no mercado interno, subiu 2,26% em maio, passando de R$ 3,944 trilhões para R$ 4,033 trilhões.

A alta deve-se, segundo o Tesouro, à emissão líquida de R$ 73,58 bilhões na DPMFi. Além disso, houve a apropriação positiva de juros (quando os juros da dívida são incorporados ao total mês a mês), no valor de R$ 15,28 bilhões. A emissão líquida de títulos da Dívida Pública Mobiliária Interna deu-se pela diferença entre o total de novos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional – R$ 86,65 bilhões – em relação ao volume de títulos resgatados (embolsado pelos investidores), que somou R$ 13,08 bilhões.

Por causa da volatilidade do mercado provocada pela pandemia, o Tesouro tinha feito menos leilões em março e abril para não aceitar as taxas pedidas pelos investidores. No entanto, a melhoria das condições de mercado permitiu ao Tesouro retomar as emissões, principalmente de papéis prefixados e vinculados à taxa Selic.

Mercado externo

Depois de dois meses de forte alta, o estoque da Dívida Pública Federal Externa (DPFe), em circulação no mercado internacional, aumentou apenas 0,41%, passando de R$ 217,11 bilhões para R$ 218 bilhões de abril para maio. A dívida subiu apesar da queda de 0,01% no dólar observada no mês passado. Tradicionalmente, a moeda norte-americana é o principal fator de correção da dívida externa.

A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta.

Além disso, pode ocorrer assinatura de contratos de empréstimo para o Tesouro, tomado de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. A redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos, como se observou ao longo do último mês.

Este ano, a Dívida Pública Federal (DPF) deverá ficar entre R$ 4,5 trilhões e R$ 4,75 trilhões, segundo o Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública para 2020, apresentado em janeiro.

Detentores

As instituições financeiras foram as principais detentoras da Dívida Pública Federal interna, com 26,77% de participação no estoque. Os fundos de investimento, com 25,85%, e os fundos de pensão, com 24,88%, aparecem em seguida na lista de detentores da dívida.

Com a retirada de recursos de investidores internacionais do Brasil, decorrente da crise econômica, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu, atingindo 9,11% em maio. Este é o menor percentual de estrangeiros na dívida interna desde 2009. Os demais grupos somam 13,4% de participação, segundo os dados apurados no mês.

Composição

Quanto à composição da DPF de acordo com os tipos de títulos, a fatia dos papéis corrigidos por taxas flutuantes subiu para 38,85% do total da dívida. Em seguida, vieram os papéis prefixados, cuja participação aumentou de 28,85% para 29,41%, devido principalmente à emissão líquida e ao baixo volume de vencimentos no mês. Em maio, o Tesouro emitiu R$ 40,73 bilhões de papéis prefixados a mais do que resgatou.

A participação dos papéis corrigidos pela inflação caiu de 26,87% para 26,3%, por causa do alto volume de vencimentos desses papéis que ocorre no segundo mês de cada trimestre. Os títulos do grupo cambial, que sofrem variação com base na taxa de câmbio, tiveram sua participação reduzida de 5,54% para 5,44% do montante total da DPF, principalmente por causa da pequena queda do dólar no mês passado.



Blog

Santa Catarina terá espaços do Banco do Brasil especializados em agronegócio

Produtores rurais de Santa Catarina contarão com atendimento especializado do Banco do Brasil (BB). Até o final do ano a instituição financeira abrirá três espaços voltados para o agronegócio em Chapecó, Campos Novos e Canoinhas. A notícia foi dada ao governador Carlos Moisés, na manhã desta sexta-feira, 18, durante audiência com o Superintendente estadual do BB, Pedro Marques Júnior.

“O Banco do Brasil é um grande parceiro. Estes novos espaços com certeza serão importantes para o produtor. O agronegócio é uma das maiores forças da economia do estado. Precisamos apoiar cada vez mais os trabalhadores do campo para que tenham as melhores condições, qualidade de vida e renda”, destacou Carlos Moisés, que acrescentou que o BB está ao lado do governo também na execução do SC Mais Renda, o auxílio emergencial do Governo do Estado.

Marques Júnior salientou que a instituição apoia o Estado e o agronegócio: “Todos as agências do BB atendem os agricultores, mas esses três novos espaços serão voltados especificamente ao relacionamento e consultoria aos produtores rurais. Foram escolhidas três regiões estratégicas e grandes polos do agro no estado. Reforçamos junto ao governador o fortalecimento das parcerias para que possamos evoluir e nos desenvolver juntos”.

Segundo o secretário adjunto da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto, o Banco do Brasil é um dos principais operadores das políticas públicas do Governo do Estado. Em 2020, foram 1.358 projetos da Secretaria da Agricultura viabilizados através do BB, possibilitando R$ 64,2 milhões em investimentos no meio rural e pesqueiro de SC.

Durante a reunião, o governador tratou ainda sobre o fortalecimento de projetos para o meio ambiente, preservação de nascentes, geração de energia limpa e também de atender o déficit habitacional.

Acompanharam a reunião secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, diretor de Cooperativismo e Agronegócio da Secretaria da Agricultura, Léo Kroth, superintendente Regional Governo Banco do Brasil, Adilson Raulino Pfleger, gerente Geral Agência Setor Público SC, Marcelo Reali Andreola.

Comércio tem alta de 2,8% nas vendas para o Dia dos Namorados, aponta FCDL/SC

As vendas para o Dia dos Namorados deste ano no comércio catarinense registraram um aumento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O cálculo da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC) foi realizado com base nos dados de crediário do SPC/SC. 


O número confirma o levantamento prévio que indicava o otimismo pela maior parte, 61,5%, dos empresários entrevistados. Depois do Natal e do Dia das Mães, o Dia dos Namorados é a comemoração que mais movimenta o varejo. Entre os itens mais procurados para a tradicional data, estiveram na preferência as roupas, calçados, perfumes e flores.


“Os desafios ainda são enormes, as dificuldades ainda estão presentes, mas o crescimento das vendas do varejo traz uma perspectiva mais favorável de equilíbrio”, avalia o presidente da FCDL/SC, Ivan Roberto Tauffer. Ele considera que a programação de vacinação contra a Covid 19 em Santa Catarina e a previsão de cobertura completa de imunização projetada para ser concluída em outubro próximo, abrangendo toda a população catarinense, também trazem um alento ao setor.


Tauffer ressalta que, mesmo sob o impacto da pandemia, as principais datas comemorativas têm registrado alta nas vendas. Além do Dia dos Namorados, o Dia das Mães registrou crescimento de 4,8% e a Páscoa de 2,45%, ambos na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

 

Portonave doa equipamentos para equipar salas de vacinas

Foram entregues nessa terça-feira, dia 15 de junho, duas câmaras conservadoras de vacinas com 510 litros cada, cinco computadores completos com estabilizador, cinco lixeiras e cinco torneiras para a Secretaria de Saúde de Navegantes. A doação foi feita pelo Porto de Navegantes – Portonave. Com os equipamentos, será possível ampliar o atendimento nas salas de vacina da cidade e assim reforçar as ações de combate à COVID-19.

As câmaras conservadoras eram uma necessidade da prefeitura, segundo a coordenadora do Departamento de Vigilância Epidemiológica (DVE), Thais Jessica Sarmento Bonfim. Hoje o município tem capacidade de guardar 2 mil doses e vai passar a poder armazenar o dobro de vacinas – não só para o Coronavírus, mas todos imunizantes em geral.

O Porto de Navegantes já investiu mais de R$ 245 mil na compra de equipamentos e outros produtos para doação. Em abril de 2020, a Portonave fez a entrega de uma unidade de terapia semi-intensiva (semi UTI) ao Hospital Municipal de Navegantes, composta por um respirador, um monitor, uma bomba de infusão e um aspirador cirúrgico.

 

PORTO DE ITAJAÍ NA PAUTA DO FÓRUM PARLAMENTAR CATARINENSE

Formado pelos 16 deputados federais catarinenses, pelos 3 senadores do estado e atualmente coordenado pela deputada Angela Amin, o Fórum tem seus trabalhos voltados a viabilizar as demandas nos ministérios, participar de votações de interesse de Santa Catarina no Congresso Nacional e também cuidar da destinação de emendas coletivas.

No dia do aniversário de Itajaí (15/6) aconteceu a última reunião do grupo, em formato online. Na pauta, estavam assuntos relacionados ao Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado de Santa Catarina e o Porto de Itajaí. Na oportunidade, foram convidados, para falar sobre a possível desestatização do porto e demais assuntos relacionados, o vereador Beto Cunha (Presidente da Comissão Parlamentar Mista sobre a desestatização) e Fábio da Veiga (superintendente do Porto de Itajaí).

Durante a exposição os dois representantes defenderam a manutenção da Autoridade Portuária Pública, com a prorrogação do convênio de delegação ao município de Itajaí. "Quanto antes o governo se posicionar sobre o modelo da nova concessão, menos nosso Porto sofrerá prejuízos com a instabilidade. Foi isso que pedimos aos deputados", pontuou o vereador Beto Cunha, em sua fala.

Os parlamentares presentes se dispuseram a acompanhar os trabalhos da Comissão Mista e, até mesmo, estarem presentes na próxima reunião da Comissão que será 16 de Julho e contará com a participação da EPL (Empresa de Planejamento e Logística – empresa pública do Brasil, vinculada ao Ministério de Infraestrutura).

A inclusão de temas de interesse estadual no Fórum Parlamentar Catarinense é um importante passo para que o assunto ganhe força e unidade entre nossos representantes, concluiu Beto Cunha.


Créditos: Assessoria do Vereador Beto Cunha

Ipea lança estudo inédito sobre mercado de trabalho

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou hoje (14) um estudo com indicadores inéditos no Brasil sobre mercado de trabalho e produtividade. Um deles é o Índice de Qualidade do Trabalho (IQT), que analisa dados de escolaridade e de experiência da população ocupada do país.

De acordo com o estudo, a mudança de composição na população ocupada (PO) provocou o crescimento mais acelerado do indicador durante as fases de recessão, com crescimento de 2,7% ao ano entre o primeiro trimestre de 2014 até o quarto de 2016 e de 11,9% a.a. no período do quarto trimestre de 2019 ao segundo de 2020. Em contrapartida, nas fases de expansão econômica, os percentuais de crescimento médio ficaram entre 0,90% e 1,5% a.a., respectivamente.

Conforme o estudo, em períodos de crise há um avanço na proporção relativa de trabalhadores mais qualificados na população ocupada, em razão da maior perda líquida de empregos para os menos escolarizados e com menor grau de experiência. Como resultado, em termos de capacidade produtiva, o efeito composição gera um aumento da qualidade das horas efetivamente trabalhadas no período.

Escolaridade

O estudo mostrou ainda que houve uma perda muito grande de horas trabalhadas na população de baixa escolaridade, o que não ocorre para quem tem escolaridade com nível superior, que não teve perda quando se compara o primeiro trimestre deste ano com o do ano passado e na verdade registrou alta. “Há uma recuperação bastante distinta também na economia, que com a recuperação acabou sendo melhor para a população com mais escolaridade do que da população com baixa escolaridade”, disse o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea e um dos autores do estudo, José Ronaldo Souza Júnior, em entrevista à Agência Brasil.

O diretor disse que estudos feitos até agora indicam um aumento muito grande de produtividade no período da crise da pandemia, o que é incomum em tempos iguais, com o IQT deixou claro que não houve esse aumento tão grande na produtividade e o que ocorreu foi maior participação de pessoas com mais escolaridade na mão de obra. “Na verdade está aumentando a produção do trabalhador porque a participação do com formação melhor está maior”, disse.

O estudo se baseia em dados da Pnad Contínua, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do segundo trimestre de 2012, que corresponde ao início da série, até o primeiro trimestre de 2021, uma vez que a pesquisa de abrangência nacional investiga de maneira permanente características gerais da população relacionada à educação. Os resultados mostram também um crescimento médio de 2,31% ao ano na qualidade da população ocupada no mercado de trabalho brasileiro nesse período.

O Índice Ajustado de Contribuição do Fator Trabalho (IACFT), indicador criado para ponderar o estoque de horas trabalhadas pela qualidade da composição da população ocupada em cada período, apresentou alta de 1,36% no primeiro trimestre de 2021, se comparado ao trimestre anterior. No entanto, em relação ao primeiro trimestre de 2020, subiu 3,75% na contribuição efetiva do insumo trabalho, apesar da queda de 3,01% no fluxo de horas efetivamente trabalhadas. A avaliação é que isso comprova que a mudança na composição da população ocupada mais que compensou a redução no total de horas efetivas trabalhadas no período.

O estudo apontou que a produtividade total dos fatores (PTF) estimada da forma convencional, em que o fator trabalho é mensurado pelas horas efetivamente trabalhadas, superestima em 13,30 pontos percentuais (p.p.) o indicador no período analisado, quando comparado à PTF ajustada pela qualidade do trabalho.

Segundo o Ipea, é a primeira vez, que pesquisadores brasileiros fazem esse tipo de avaliação, que é utilizada para análise de conjuntura por órgãos institucionais internacionais como Federal Reserve Bank of San Francisco (nos Estados Unidos), Office for National Statistics (no Reino Unido), Australian Bureau of Statistics (na Austrália) e Eurostat (na União Europeia). De acordo com o Ipea, a construção do novo indicador contribui também para analisar a evolução da economia brasileira no contexto mundial.

José Ronaldo Souza Júnior disse que a intenção ao criar os indicadores foi avaliar o quanto de capacidade produtiva existe no Brasil com a mão de obra disponível. “A gente consegue avaliar melhor a produtividade diferenciando trabalhadores em indicadores que ajudam a medir melhor a produtividade, como a escolaridade. Também consegue medir melhor o grau de ociosidade dessa mão de obra. Então, tem um desemprego alto, mas qual é o tamanho da ociosidade? Ociosidade que estamos falando é em termos de capacidade produtiva e tem que levar em consideração que há trabalhadores com níveis de escolaridade diferentes”, afirmou.

Porto de Itajaí recebe diploma da CESPORTOS

Em maio deste ano a Superintendência do Porto de Itajaí, na condição de Autoridade Portuária, foi contemplada com a CESPORTOS (Comissões Estaduais de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis), através da realização de um Exercício Simulado de Gerenciamento de Crises na retroárea do Porto de Itajaí, sendo reproduzida uma tentativa de invasão às instalações portuárias com tomada de reféns.

O propósito desta ação foi avaliar a efetiva implementação dos Planos de Segurança Portuária do Porto de Itajaí (área pública e área arrendada), da mesma maneira que, os níveis de resposta local, regional e central da Policia Federal referente a crises em instalações portuárias catarinenses também fossem avaliados.

“Eu tenho a imensa satisfação de entregar para o Porto de Itajaí, a deliberação da CONPORTOS (Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis), e a Declaração de Cumprimento Nº 14/2021 ao qual atesta a Superintendência do Porto de Itajaí por cumprir o ISPS Code (Código Internacional para Proteção de Navios e Instalações Portuárias). Para a CESPORTOS, demonstra que o Porto de Itajaí, é um porto que leva muito a sério a segurança, e isso mostra que temos um porto seguro”, afirma Dr. Thiago Giavarotti - Coordenador da CESPORTOS/SC e Delegado da Polícia Federal, em ato comemorado nesta sexta-feira, 11, na sede da superintendência.

A CONPORTOS (Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis) foi desenvolvida no Brasil em 1995, e possui suas ramificações nos estados brasileiros, denominada Cesportos sendo coordenada pela Policia Federal e integrada pela Receita Federal, Autoridades Portuárias, Governo de Santa Catarina, ANTAC (Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído), e Marinha do Brasil.

“A entrega hoje da declaração de cumprimento, indica que o Porto de Itajaí cumpre integralmente esses dispositivos nacionais. O simulado foi aplicado justamente para verificar se o plano de segurança portuária está sendo cumprido”, comenta Dr. Jorge Mauricio Froeder - Chefe do Nepom de Itajai/SC.

Para o Superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, a declaração de conformidade do ISPS CODE (Código Internacional para Proteção de Navios e Instalações Portuárias) resulta em completa satisfação, devido aos avanços realizados em conjunto nos últimos anos.

“O simulado efetuado pela Polícia Federal realizado semanas atrás, na verdade veio testar todos os nossos sistemas de segurança, e felizmente a polícia federal elogiou todo o controle. Para nós, é uma medida entusiasmada principalmente por sabermos que todo o setor da Superintendência tem se esmerado a realizar o melhor trabalho possível. Neste ponto é importante ressaltar todo o efetivo da Guarda Portuária que vem desenvolvendo a segurança de nossas instalações com muito êxito”, comenta.

O desempenho do simulado resultou na re-certificação desta declaração designada ao Porto após o ano de 2004, gerando outras certificações durante todo o período de funcionamento. Com a declaração apresentada nesta sexta-feira na sede da superintendência, os diretores da Autoridade Portuária tiveram conhecimento pelos representantes da Polícia Federal, de que o documento foi publicado no Diário Oficial da União.

“A declaração de cumprimento é uma coroação de um trabalho que vem sendo realizado há quatro anos, foi um trabalho feito em conjunto, uma integração de todos os setores da SPI (Superintendência do Porto de Itajaí), inclusive com a participação direta da CESPORTOS e os demais órgãos que compõem a mesma, comenta Diogo Henrique Schmitt - Inspetor de Segurança Portuária, no ato representando o Coordenador-Geral de Sistema de Segurança Portuária, Sandro de Ramos.

O porto de Itajaí tem uma característica única no país de ter dois recintos alfandegados sem uma divisão física, e isso importou na implementação de controles gerenciais através de sistemas de informática e câmeras, demonstrando a segurança total das instalações portuárias.

“Na data de hoje, fomos agraciados com a entrega dessa declaração de conformidade que é extremamente importante para manter as operações de comércio exterior no Porto de Itajaí. Todo o comprometimento que os membros do CESPORTOS tiveram para a comunidade local, orientando, cobrando e inovando, fazendo com que o Porto de Itajaí seja um terminal de exemplo quanto a estas questões de segurança de suas operações”, conclui Fábio.

Balneário Shopping investe em iniciativas com foco na qualidade de vida dos moradores do Litoral

Um dos principais shoppings do Sul do Brasil - situado numa cidade que recebe turistas de todo o país e tem uma natureza privilegiada - o Balneário Shopping é mais do que uma referência em compras, entretenimento e gastronomia. O empreendimento tem como compromisso contribuir para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos moradores de Balneário e demais cidades do Litoral Norte. Neste sentido, uma das iniciativas do shopping é a participação em diversas ações comunitárias e de responsabilidade socioambiental, como a recente limpeza do Rio Camboriú.

A superintendente do Balneário Shopping, Elisângela Cardoso, ressalta que o shopping sempre esteve envolvido em projetos que visam melhorias para a comunidade, seja por meio de ações sociais, de inclusão ou com foco na sustentabilidade. “O Balneário Shopping tem uma conexão muito forte com as pessoas e a cidade, além, é claro, dos outros municípios do Litoral. Por essa razão, temos como uma das nossas metas colaborar e apoiar iniciativas que são importantes para melhorar a qualidade de vida da cidade e região”, comenta.

No mês de abril, por exemplo, o Balneário Shopping se engajou em uma ação importante para os municípios de Balneário Camboriú e Camboriú: a Ação Integrada de Limpeza Rio Camboriú. O evento de mobilização voluntária teve como objetivo conscientizar a população sobre a problemática dos resíduos e a poluição, além de promover a limpeza do rio que corta as duas cidades. Na ação #JuntosPeloRioCamboriú - promovida pelo  Lions Clube Balneário Camboriú Centro, o Conselho Comunitário de Segurança Náutica de BC (Conseg Mar) e a Federação dos Conselhos Comunitários de Segurança (FECONSEG-SC) - foram recolhidos do rio 50 metros cúbicos de lixo.

 

Outra ação com participação do Balneário Shopping foi na época da Páscoa, com início na Sexta-feira Santa. Na ocasião, o empreendimento aderiu ao Tempo de Renascer BC, movimento de apagar as luzes e acender lanternas de celular que envolveu moradores, empresas, instituições e pontos turísticos da cidade. A ideia era aproveitar o período de Páscoa, que simboliza renascimento e renovação, para transmitir uma mensagem de esperança a todos os brasileiros neste momento de pandemia.

Em maio, o shopping também participou de outro projeto de inclusão social: a exposição fotográfica 'Rainhas da Cidade’, que reuniu fotos de mulheres que trabalham como garis. O intuito da mostra, idealizada pela Hope Lingeries e o Rotary Club de Balneário Camboriú Praia do Atlântico, era dar visibilidade a mulheres anônimas, que contribuem com o seu trabalho para deixar a cidade limpa e bonita, mas que são “invisíveis” aos olhos de muitas pessoas. A exposição contou com 14 fotografias de colaboradoras da empresa Ambiental, que participaram de ensaio fotográfico, minidocumentário e um dia de beleza. 

 

Peninha leva pedido dos produtores de cebola e alho para a ministra Tereza Cristina

Uma comitiva liderada pelo deputado federal catarinense Rogério Peninha (MDB) esteve com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, nesta quarta-feira (09), na busca pela solução de um problema que afeta milhares de produtores de alho e cebola de todo o Brasil e pode causar desabastecimento na próxima safra. “Pedimos para que a análise do substituto do herbicida  do Totril, que saiu do mercado, seja feita até setembro”, explica Peninha.

O presidente da Associação Nacional dos Produtores de Alho (ANAPA) e Cebola (ANACE), Rafael Corsino, também participou e explicou à ministra que há anos os produtores vinham utilizando o Totril (à base de ioxynil octonoato) para combater ervas daninhas sem prejudicar a planta. Agora, os produtores ficaram desassistidos. “Haverá um aumento de 7% no custo de produção com a saída do Totril, prejudicando muito a competitividade”, afirmou Corsino.

Alternativa em análise

De acordo com os especialistas, de todos os compostos analisados até agora, apenas uma alternativa mostrou-se viável para substituir o Totril, denominada “Fico”. A ANACE já havia protocolado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento o pedido, que é urgente, segundo as lideranças.

De acordo com a ministra, a solução mais rápida para que a próxima safra não seja prejudicada é emitir um decreto para enquadrar o uso emergencial do herbicida, até a lei ser aprovada e sancionada.

SC é o maior produtor do Brasil

As culturas de alho e cebola no Brasil somam uma área de 63 mil hectares e geram mais de R$ 5 bilhões para a economia nacional. Santa Catarina é o estado que mais produz e a cidade de Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí, é reconhecida como a Capital Nacional da Cebola.

Também participou da audiência, o deputado José Victor (PL), de Minas de Gerais, estado que tem a maior área de alho plantada do Brasil, com 7.500 hectares e é o quarto maior produtor de cebola.

 

Rodrigo Casado é o novo presidente da Localfrio

A Localfrio, um dos maiores operadores logísticos nacionais, anuncia a chegada de Rodrigo Casado como novo CEO e presidente da companhia. O executivo chega com a missão de ampliar negócios e projetos de logística integrada.

O novo presidente da Locafrio possui mais de 20 anos de trajetória profissional e já liderou projetos em mais de 15 países. Trabalhou em grandes empresas como Praxair, Linde e sua última responsabilidade foi como COO da Messer Gases Brasil. O executivo é graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal Fluminense, mestre em Logística pela PUC-RJ e possui formação em Liderança e Negociação pela Universidade de Harvard.

"Estou muito feliz e extremamente motivado com o novo desafio. Liderar uma das maiores companhias de logística integrada do país será uma grande honra. Pretendemos utilizar nosso capital humano e todo o expertise conquistado em décadas de uma história de sucesso para expandir cada vez mais nossa atuação no país, apostando em soluções seguras, inovadoras e customizadas com o objetivo de gerar valor para nossos clientes".

A Localfrio é a única empresa do setor com terminais alfandegados localizados nos principais hubs marítimos de comércio exterior no país (Santos, Suape e Itajaí). A companhia se destaca ainda por ser dona do único terminal alfandegado frigorificado do Porto de Santos. A companhia é um dos maiores operadores logísticos de produtos químicos do país e, no porto de Suape, detém a liderança de cargas de projeto para grandes parques eólicos do Norte e Nordeste.

Pedidos de recuperação judicial crescem 48,4% em maio, diz Serasa

A quantidade de pedidos de recuperação judicial por parte de empresas chegou a 92 solicitações em maio deste ano, o que representa um aumento de 48,4% na comparação com abril, de acordo com levantamento feito pela Serasa Experian. A maioria é de micro e pequenas empresas. Com relação a maio do ano passado (94), houve queda de 2,1% no total de solicitações.

Quando analisados os segmentos, serviços se destacou com 62 pedidos em maio de 2021, seguindo por comércio (15) e indústria (12).

No caso das falências requeridas, os dados indicam que no comparativo com maio de 2020, houve queda de 2,1% no total de solicitações, mas as companhias de menor porte apresentaram crescimento no período, de 54 em maio do ano passado, para  60 em maio de 2021.

Segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, os números acompanham o aumento da inadimplência das empresas, que aparece maior entre as micro ou pequenas. O levantamento mostra que as empresas desses portes são 92,4% do total de pessoas jurídicas com contas negativadas.

“Os abre e fecha impacta diretamente as companhias menores, que não contam com reservas e enfrentam a redução das linhas de crédito especiais. Por isso, elas ainda patinam na recuperação e são maioria nesses indicadores”, explicou Rabi.

Para o economista e professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Fábio Astrauskas, embora os pedidos de recuperação tenham subido quase 50% em maio na comparação com abril, não há motivo para preocupação de imediato, já que analisando os dados dos meses anteriores os números estavam alinhados com maio.

“Se compararmos com os meses mais fortes da pandemia de covid-19 no ano passado, os números atuais são inferiores. Portanto, o cenário ainda é inferior àquele que se esperava em 2020 e provavelmente não deverão ser muito superiores aos próximos meses”.

Na avaliação do economista, o aumento observado entre as micro e pequenas empresas se deve ao fato de que as empresas desses portes foram aquelas que tiveram menos condições de proteção ante as melhores estabelecidas e capitalizadas.

“A falta de capital de giro é o que leva as empresas à recuperação judicial. As de grande porte tem mais acesso as ferramentas de capital de giro e condições que impedem que elas tenham perda de liquidez e que entrem em recuperação.

Com relação ao setor de serviços, Astrauskas disse que esse segmento trata de transportes, vestuário, calçados, cuja venda e faturamento depende muito da presença do consumidor.

Empresário saiu da periferia para ser skatista na Europa e hoje administra um dos maiores conglomerados econômicos do país

Aos 18 anos, João Neto saiu da periferia da Grande Florianópolis para realizar o sonho de ser skatista na Europa. Largou o estágio que recebia pouco mais de R﹩ 200 e fez as malas para Portugal, com apenas 500 euros no bolso. Mas, para conseguir se manter em um país diferente e longe da família, João precisou começar a trabalhar com vendas.

Para realizar seu sonho, o brasileiro e recém-chegado em Portugal batia de porta em porta para vender tv a cabo por assinatura. No primeiro mês de empresa, foi a um evento fechado da companhia que premiava os melhores vendedores com 5 mil euros e televisões. A virada de chave do empresário foi naquele momento. João começou a trabalhar dobrado, de segunda a segunda, para ser um dos premiados no mês seguinte. Na premiação seguinte, João, com apenas 18 anos, subiu no palco para receber o prêmio, com um resultado três vezes maior que o segundo colocado.

Com o tempo, aprendeu argumentação de vendas e postura de vendedor, mas precisou deixar de lado o sonho de ser skatista. Em pouco tempo, passou a ser chefe de equipe, depois coordenador e, por fim, gerente geral. Com bons resultados, recebeu um convite de uma empresa concorrente para liderar uma nova área de várias equipes. Após mais resultados serem superados e menos de um ano depois, foi convidado por um para abrir um negócio em parceria com a Portugal Telecom. Mas não deu certo. Sem experiência de gestor, a companhia, em pouco tempo, faliu. Foi então que, sem dinheiro no bolso, resolveu voltar para o Brasil.

Foi preciso voltar do zero. João voltou a morar com os pais e procurou um emprego em vendas, mas, além do modelo de negócio ser diferente, a remuneração era muito abaixo do que ele recebia na Europa. Foi quando tentou arriscar em outro negócio: na área de entretenimento virou empresário de banda de pagode. Por dois anos viveu de shows, mas sem estabilidade financeira. Quando estava quase falido, foi convidado por Arthur Oliveira para fazer um orçamento de final de ano da empresa. A partir de então, foi convidado a ser sócio do empresário.

João começou a implantar seus conhecimentos da Europa na J&A e fez com que a companhia tivesse um resultado diferenciado. Desde que entrou no grupo, a empresa cresceu 141.000%. Além disso, depois de falir duas vezes, João faturou o primeiro milhão aos 25 anos, dinheiro que usou para comprar a primeira casa própria.

Hoje, aos 37 anos, João Neto administra o grupo J&A, um dos maiores conglomerados econômicos do país, com mais de R﹩ 20 bilhões de ativos. O grupo, atualmente, tem 14 empresas, entre elas a Fontes, a segunda maior correspondente bancária do Brasil e com expectativa de se tornar líder em 2021. No segundo semestre deste ano, passou por uma grande expansão de equipe, com mais de 50 novos gerentes comerciais no Brasil todo, além de lançar outras cinco ferramentas tecnológicas de apoio para a performance interna e externa.

Em 2021, o grupo espera um crescimento de 20%. A J&A tem atualmente cerca de mil colaboradores em 26 estados do Brasil, além de uma equipe na Flórida (EUA), que mantém em sociedade com Arthur Oliveira.

Fazzenda Park Hotel amplia área comercial com foco na região sudeste

O Fazzenda Park Hotel, que figura entre os principais hotéis fazendas do país, dentro do seu planejamento de expansão, apresenta um novo gestor que irá focar na região sudeste e, também, no Mato Grosso do Sul. Essa será a primeira vez que o empreendimento contará com um executivo exclusivo nesta região de São Paulo. Tairon Santos tem mais de dez anos de experiência no segmento, é graduado em administração hoteleira pela Anhembi-Morumbi e possui vários cursos voltados a área de vendas e marketing. Agora assume como representante comercial do Fazzenda, localizado em Gaspar, na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

Tairon passou por hotéis como Aguativa Golf Resort, Blue Tree Parks Lins e Hotel Interacity Bauru (Implantação), sendo responsável por novos negócios no interior de São Paulo e norte do Paraná. Já em 2018, foi convidado pelo Jurema Águas Quentes, que passava por um rebranding na marca. No Paraná e em São Paulo ainda, como gerente, foi responsável pela carteira de clientes, participando da implantação do Jardins de Jurema em 2019.

O executivo foi convidado por Antônio Coradini a conhecer o Fazzenda Park Hotel com sua família. “Confesso que fiquei encantado com a estrutura e o atendimento. O Fazzenda Park Hotel é um lugar único, um verdadeiro paraíso”, comentou Tairon. “Me sinto privilegiado por poder compartilhar essa experiência maravilhosa com meus clientes. Estou muito feliz em fazer parte desse time de campeões”.

Sobre seu trabalho e objetivos como novo gestor do hotel, ele explica: “São pouquíssimos os hotéis que podem comemorar uma taxa média de ocupação atual de 81%. Meu desafio é desenvolver uma estratégia de crescimento e identificar oportunidades de novos negócios nos mercados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais”.

Marco Legal das Startups modernizará ambiente de negócios brasileiro

A

s startups agora têm um marco legal que estimula a criação dessas empresas que têm como foco a inovação e facilita a atração de investimentos para o modelo de negócio. A lei que institui o Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo Inovador registra que, entre os objetivos, está a modernização do ambiente de negócios brasileiro e o incentivo ao empreendedorismo inovador como meio de promoção da produtividade e da competitividade da economia brasileira e de geração de postos de trabalho qualificados.

“O Marco Legal irá alavancar o ecossistema de startups no Brasil com a melhoria do ambiente de negócios, a criação de novas empresas inovadoras, o aumento da oferta de capital para investimentos, maior segurança jurídica para empreendedores e investidores e também facilitará a contratação de startups pela Administração Pública”, afirmou o secretário especial adjunto da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, do Ministério da Economia, Bruno Portela.

O secretário explicou que o Marco Legal foi elaborado pelo Ministério da Economia, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e o setor produtivo, e passou pelo Congresso Nacional antes da sanção presidencial.

Para o presidente da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), Felipe Matos, é o primeiro passo de uma caminhada para colocar o setor em linha com as boas práticas internacionais. “Pontos positivos do marco que podemos destacar são, primeiro, o próprio reconhecimento da importância das startups para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. E a definição legal do que é uma startup. A partir desse reconhecimento, acreditamos que vai ser possível o desenvolvimento de novas legislações e novas iniciativas de apoio.”

Recursos

A partir da nova legislação, as startups poderão receber investimentos de pessoas físicas ou jurídicas que poderão resultar ou não em participação no capital social da startup, a depender da modalidade escolhida pelas partes.

O investidor que fizer o aporte de capital sem ingressar no capital social não será considerado sócio. Essa medida afasta a responsabilização do investidor, que não responderá por qualquer dívida da startup, exceto em caso de conduta dolosa, ilícita ou de má-fé por parte do investidor.

As startups poderão ainda receber recursos de empresas que têm obrigações de investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação, possibilitando a injeção de recursos nas startups com soluções para esses setores.

Essas empresas podem aportar as obrigações em Fundos Patrimoniais ou Fundos de Investimento em Participações que invistam em startups. Ou em programas, editais ou concursos destinados a financiamento e aceleração de startups gerenciados por instituições públicas.

Ambiente experimental

Outro ponto que o Marco Legal traz é a criação do ambiente regulatório experimental, o chamado sandbox regulatório, um regime diferenciado onde a empresa pode lançar novos produtos e serviços experimentais com menos burocracia e mais flexibilidade no modelo.

No sandbox, órgãos ou agências com competência de regulação setorial podem afastar normas para que empresas inovadoras experimentem modelos de negócios inovadores e testem técnicas e tecnologias, com acompanhamento do regulador. Cabe aos órgãos e agências definir os critérios de seleção das empresas participantes, as normas que poderão ser suspensas e o período de duração.

Contratação pela Administração Pública

A nova legislação também disciplina a licitação e a contratação de soluções inovadoras pela Administração Pública, facilitando para o governo a aquisição de soluções de startups inovadoras. A legislação vigente de compras públicas inviabiliza a contratação de soluções inovadoras desenvolvidas por startups devido às especificidades das exigências.

O que é uma startup

São consideradas startups as organizações empresariais ou societárias com atuação na inovação aplicada a modelo de negócios ou a produtos e serviços ofertados. Essas empresas devem ter receita bruta anual de até R$ 16 milhões e até dez anos de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Vagas em logística crescem 37% neste ano

O Dia da Logística, comemorado em 6 de junho, ficará marcado pelo aumento de 37% em vagas abertas no setor nos primeiros cinco meses de 2021, segundo levantamento do Banco Nacional de Empregos (BNE). De janeiro a maio, foram 13.544 oportunidades, o que corresponde a uma média mensal de 2.708 vagas. No ano passado, as oportunidades no mesmo período somaram 9.859 - foram 3.685 postos de trabalho a menos neste comparativo.

Essa expansão está relacionada à mudança comportamental dos consumidores após chegada da Covid-19, conforme o CEO do BNE, Marcelo de Abreu. "Vimos um aumento das vagas desde o ano passado. Depois da chegada da pandemia, o consumidor se adaptou ao consumo online, optando por delivery e e-commerce, o que explica o crescimento do número de oportunidades do setor", conta Abreu.

O segmento, inclusive, conseguiu bom desempenho mesmo durante o início da eclosão da pandemia e das restrições sociais mais severas, em abril e maio do ano passado. Ao analisar os primeiros cinco meses de 2019 e de 2020, o aumento foi de 10% na abertura de postos de trabalho. Em 2019, foram 8.666 vagas abertas contra 9.859 em 2020.

De acordo com o levantamento, os meses de janeiro e de fevereiro são os melhores momentos para se buscar oportunidades no setor, indica a avaliação dos últimos três anos. "Janeiro costuma ser um dos melhores meses no ano. Há 77% de aumento da movimentação do mercado de trabalho", comenta Abreu.

Vagas que se destacam

Em um cenário de crescimento de oportunidades no segmento, existem algumas profissões que se destacam. Os 10 principais cargos mais buscados em logística são: motorista; estoquista; operador de empilhadeira; entregador; motorista de caminhão; auxiliar de expedição; auxiliar de almoxarifado; auxiliar de estoque; conferente de estoque; e ajudante de carga e descarga.

Os candidatos em busca de uma oportunidade devem ficar atentos às vagas de maior demanda no mercado. "Os interessados devem priorizar as plataformas digitais, que hoje são mais efetivas e seguras. Além de se inscrever no site, é necessário deixar os currículos atualizados sempre que possível", finaliza Marcelo.

Por que se celebra a data

O dia 6 de junho é considerado uma data especial para a logística devido a um dos principais acontecimentos da Segunda Guerra Mundial. Foi nesta data em que houve o desembarque das forças aliadas na Normandia, que contou com um planejamento de sucesso e foi determinante no desfecho do conflito. O momento é considerado um dos maiores e mais importantes movimentos logísticos do mundo na história.

BNE - Banco Nacional de Empregos

Há mais de 20 anos no mercado, o BNE é um dos sites de currículos mais importantes do Brasil. O principal objetivo é facilitar a interligação entre o empregador e empregado no mercado de trabalho de maneira rápida e eficiente. O BNE conta com mais de 135 mil empresas cadastradas, que buscam currículos diariamente e oferecem diversas novas oportunidades de trabalho todos os dias. Saiba mais em: https://www.bne.com.br/

Metade dos brasileiros tem pretensão de viajar nos próximos 12 meses, diz pesquisa

Estamos em um momento crucial da pandemia, no qual a quarentena, devidamente necessária, ainda é uma realidade do Brasil. Ao redor do mundo muitos países já voltam aos poucos ao novo normal. A vontade dos brasileiros de poder retomar hábitos de descompressão, como o de viajar, ir para o campo no fim de semana, ou mesmo descer para a cidade praiana mais próxima, cresce na mesma intensidade da vontade, e possibilidade de finalmente tomar a vacina. Novo estudo da Hibou - empresa de monitoramento de mercado e consumo - revelou que 47% da população tem a intenção viajar nos próximos 12 meses, mesmo com medidas de isolamento ainda em operação e sem previsão final de vacina para toda a população.

"O brasileiro está cansado de ficar em casa. Ele entende o valor da quarentena, mas não vê a hora de tomar a vacina e, finalmente, poder sair de casa. O turismo em si sempre ocupou espaço de destaque entre os principais objetivos da lista de desejos, mais forte que comprar um carro ou uma casa, por exemplo. Com isso em mente, a previsão é que, assim que puder sair de casa com segurança, o brasileiro vai se endividar, curtir em pouco espaço de tempo tudo o que ficou reprimido nesse um ano e meio em quarentena. Então, teremos um "boom" no turismo, que é a principal válvula de escape as população aqui.", afirma Ligia Mello, sócia da Hibou.

O turismo brasileiro por brasileiros

Sim, as pessoas agora querem conhecer melhor o próprio país. Parece que a empatia e a união criada com a situação sensível vivida pela pandemia até aqui tornou a nossa própria grama ainda mais verde. Viajando no Brasil as viagens podem ser feitas de carro ou com voos curtos, que são opções mais seguras. O idioma também tem um papel importante aqui, já que, caso aconteça algum problema, de saúde ou imprevisto de viagem mesmo, fica muito mais fácil pedir ajuda no idioma nativo. Entre os destinos mais almejados, 55,7% dos brasileiros quer conhecer outros estados dentro do Brasil, 22,9% tem em mente conhecer melhor o próprio Estado, ou seja, se somarmos, 78,6% da intenção de viagem está em terras tupiniquins. Para o exterior, 20,5% pretende ir para a América do Norte e 19% gostaria de embarcar em uma Euro Trip.

Hotéis de redes conhecidas são a principal opção de acomodação para 49%, seguido de aluguel de imóvel por temporada, para 21,8%, e casa de parentes ou amigos para 11,8%.

Viagens para o exterior?

O coronavírus atrapalhou a vida e os planos de muita gente, e 24,1% desmarcou viagens por completo, enquanto 17,5% apenas adiou o passeio. Pensando em viagens nacionais, a maior parte dos entrevistados (69,5%) acredita que as pessoas voltarão a viajar somente após fevereiro de 2022.

No caso das viagens internacionais, a população está ainda mais cética sobre o retorno, já que 81,4% aposta em uma normalização apenas após fevereiro de 2022 também. Ainda assim, seja aqui no Brasil ou no exterior, 51,6% da população sente vontade em viajar ainda em 2021.

Colocando na balança

Para 53,5% dos entrevistados, a principal preocupação em relação a viagens atualmente é, obviamente, a possível contaminação por coronavírus. No entanto, há, ainda, uma parcela de 35,7% que se preocupa com o risco de que essas viagens contribuam para uma nova onda casos de COVID-19 no país.

Entre as dificuldades, não menos relevante em uma pandemia, 33,1% se preocupa mesmo é com a própria situação financeira atual, 24,1% define como impeditivo o fato de que os pontos turísticos estejam ainda fechados e 19,6% vê como dificuldade a alta cotação do dólar.

Na hora de planejar uma viagem, o brasileiro acha importante considerar a estação do ano (55,2%), o orçamento final (46,2%), ter um roteiro bem estruturado (43,3%), a forma de pagamento (40,1%) e ter acesso a pacotes promocionais (37.5%).

"A companhia também é muito importante, família e companheiros, sejam casados ou namorados, juntos, correspondem por 73,4% das preferências do brasileiro para uma viagem. A pesquisa mostrou também que a população prefere planejar com antecedência essas viagens, sendo 24,8% com um ano antes e 36,3% entre 3 e 6 meses", completa, Ligia.

Metodologia

Um total de 2.258 brasileiros respondeu a pesquisa de forma digital, garantindo resultado com 2,06% de margem de erro. A pesquisa engloba todo o Brasil, níveis de renda ABC e público 18+.

APM Terminals realiza ações na Semana do Meio Ambiente

A Semana do Meio Ambiente foi comemorada do dia 01 a 05 de junho e APM Terminals Itajaí preparou diversas ações de conscientização a respeito da temática. Foram realizadas intervenções como comunicações sobre educação ambiental, coleta de materiais eletrônicos, doação de mudas para o incentivo ao plantio, entre outras iniciativas, promovidas em parceria com a Superintendência do Porto de Itajaí (SPI).

A campanha está alinhada ao Movimento ODS Santa Catarina, do qual a empresa é apoiadora desde 2019. Como apoiadora oficial, é feito referência a esta iniciativa em eventos internos, participa-se das cerimônias organizadas pelo movimento e é trabalhado de forma mais intensa o cumprimento dos objetivos.

No decorrer da semana foram enviados informes para os colaboradores via e-mail e WhatsApp explicando os processos de Gestão de Resíduos, Gestão de Emergências Ambientais Gestão de Água, SGA - Sistema de Gestão Ambiental realizados pela empresa.

Foram oferecidas também duas palestras de forma online, em parceria com a Superintendência da Autoridade Portuária de Itajaí (SPI). No primeiro diálogo foi tratado sobre a Agenda 2030: medidas locais e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável global, realizado pela Coordenadora de Comunicação do Comitê Itajaí do Movimento ODS de Santa Catarina, Natália Pires. No segundo dia, o Professor Dr. Marcus Polette, que é Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental na Univali, falou sobre os desafios do Desenvolvimento Sustentável no setor portuário.

Para incentivar o plantio e o cuidado com a natureza foram entregues mudas de árvores frutíferas de 20 espécies deferentes e suculentas para todos os colaboradores, Trabalhadores portuários avulsos, e funcionários da SPI, Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho Portuário Avulso (OGMO) e terceiros.  

Para Diogo Stupp, a realização de ações educativas é fundamental para ampliar a consciência das pessoas em torno das atitudes pessoais e coletivas. “Nosso Sistema de Gestão Ambiental é voltado para a adoção de práticas sustentáveis e prevenção da poluição. Entendemos que a busca pela melhora do desempenho ambiental depende da capacitação e conscientização dos nossos colaboradores”, destaca o Gerente de HSSE, Diogo Stupp. 

Durante a semana foram disponibilizados dois pontos de coleta de materiais eletrônicos localizados no prédio administrativo da APM Terminals e no prédio da Superintendência do Porto de Itajaí.

Para trazer a temática de um a forma mais divertida e lúdica foi lançado um quiz de conhecimentos gerais sobre Sustentabilidade. As 20 perguntas levavam temáticas como uso consciente da água e energia, descarte de resíduos, recursos naturais, normas ambientais, entre outros temas. Como prêmio foram entregues kits com bolsa ecológica, copo de Fibra de Bambu e Kit de Talheres de Bambu.

APM Terminals firma parceria com a Secretaria de Educação de Itajaí na Semana do Meio ambiente

Também em alusão a Semana do Meio ambiente e como uma extensão das ações realizadas na empresa, a APM Terminals firmou uma parceria com a Secretaria de Educação de Itajaí. Como ação inicial, foi realizado no dia 01/06 a troca do uso de copos descartáveis por garrafinhas permanentes doadas pela empresa.

“Este foi o primeiro passo, no futuro a empresa pretende desenvolver um programa de Educação ambiental e coleta de resíduos eletrônicos nas escolas do Município”, explica Diogo.

Fiesp: PIB do 1º trimestre indica que crescimento da economia pode chegar a 6% neste ano

Nesta terça-feira (1/6), o IBGE divulgou o crescimento do PIB do 1º trimestre do ano, que mostrou avanço de 1,2% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

No início do ano, com o fim do pagamento do auxílio emergencial e das operações de crédito com garantia do governo federal, muitos anteviram a possibilidade de crescimento nulo ou até mesmo encolhimento do PIB neste 1º trimestre.

Porém, a economia mostrou resiliência e dinamismo, com Agropecuária crescendo 5,7%, Serviços 0,4% e Industria geral com crescimento de 0,7%. A indústria de transformação, apesar do recuo de 0,5%, segue em nível mais de 4% acima do trimestre anterior à pandemia.

Esperamos continuidade do processo de crescimento, com fechamento da variação do PIB no ano de 2021 em 5,7%. Surpresas positivas, como por exemplo a aceleração do processo de vacinação, melhoria no desempenho das exportações e na confiança do consumidor, poderão elevar o crescimento do ano a 6%.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp 

Santa Catarina registra alta de 15% no consumo de eletricidade na primeira quinzena de maio

O consumo de energia elétrica em Santa Catarina segue com as maiores taxas de crescimento na região Sul. Depois de avançar 18% em abril, dados prévios da primeira quinzena de maio apontam alta de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Nas duas primeiras semanas do mês, o estado consumiu 3.193 megawatts médios.

Os dados fazem parte de um levantamento periódico feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE . Na avaliação da Câmara, o avanço no consumo de eletricidade demonstra uma curva de aprendizagem de setores da economia para operação durante a pandemia e reflete a flexibilização das medidas restritivas recentemente no estado.

A CCEE também monitora 15 ramos de atividade econômica que negociam energia no mercado livre e, entre eles, os que mais ampliaram o consumo nos primeiros quinze dias deste mês, também em comparação com o mesmo período do ano passado, foram os setores de Químicos (82%), Veículos (79%) e Têxteis (70%).

Sobre a CCEE

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE (www.ccee.org.br) é responsável por viabilizar e gerenciar a comercialização de energia elétrica no país, garantindo a segurança e o equilíbrio financeiro deste mercado. A CCEE é uma associação civil sem fins lucrativos, mantida pelas empresas que compram e vendem energia no Brasil. O papel da CCEE é fortalecer o ambiente de comercialização de energia - no ambiente regulado, no ambiente livre e no mercado de curto prazo - por meio de regras e mecanismos que promovam relações comerciais sólidas e justas para todos os segmentos do setor (geração, distribuição, comercialização e consumo).

“Brasil precisa de uma reforma tributária ampla e não pode mais esperar”, avalia o presidente da CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, afirmou que, nas últimas três décadas, o Brasil perdeu inúmeras oportunidades de modernizar a tributação no país e crescer de forma sustentável. “O Brasil cresceu 0,3% ao ano nos últimos dez anos. Isso é, no mínimo, ridículo, para uma economia desse tamanho, com o nosso conhecimento, com o nosso povo”, avaliou Robson Andrade, durante a Live “Propostas da Indústria para o Brasil Vencer a Crise e Voltar a Crescer”, na tarde desta segunda-feira (31/05). Veja o debate completo: https://youtu.be/3YkAJqtRZio

 

Também participaram do debate, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), o ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e do presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Isaac Sidney.

 

Robson Braga de Andrade afirma que o país precisa crescer, na média, 4% na próxima década para melhorar a qualidade de vida da população, gerar emprego e renda. Para isso, é fundamental uma reforma tributária ampla, que englobe todos os impostos: federais, estaduais e municipais. O empresário explica que, inclusive, os secretários de fazenda dos estados estão convencidos da urgência e da necessidade da agenda de reformas.

 

“A reforma do ministério da Economia é boa, mas não vai resolver o problema. E corremos o risco de aumentar o nosso contencioso na Justiça, que é quase um PIB brasileiro. Precisamos da reforma tributária ampla e da reforma administrativa, assim como precisamos muito trabalhar a questão da insegurança jurídica. Temos inúmeros investidores querendo vir para o Brasil, mas é quase impossível entender o sistema tributário brasileiro. O investidor consegue calcular o risco do seu investimento, mas não consegue calcular os riscos da insegurança jurídica e dos contenciosos”, explica o presidente da CNI.

 

Ele lembra que, nas eleições para a presidência da Câmara e do Senador, o senador Rodrigo Pacheco e o deputado Arthur Lira mostraram sua capacidade de articulação e essa habilidade será essencial para a aprovação da reforma tributária.

 

REFORMAS

 

Diante disso, o presidente do Senado afirmou que vai colocar em pauta tanto a proposta de reforma do ministério da Economia, que cria a CBS, em substituição ao PIS/Cofins e também a PEC da Reforma Tributária, que unifica os demais impostos federais, estaduais e municipais.

 

Rodrigo Pacheco afirmou que, além da reforma tributária, as duas Casas também vão votar a reforma administrativa ainda este ano. No entanto, ele diz que, no cenário de crise, as reformas estruturantes, por si só, não devem ser a solução. Ele criticou as ações da Receita Federal, que fazer interpretações da lei e criam instruções normativas, que acabam por ser questionadas na justiça, e defendeu a criação de um novo programa social para substituir o bolsa família.

 

“A melhor forma de reduzir desigualdade é a partir da geração de oportunidade e do crescimento. Mas esse discurso ainda está um pouco distante da realidade atual. Temos que estabelecer no Brasil um programa de renda mínima, renda básica, renda cidadã, que substitua ou incremente o bolsa família. É esse esforço que nós vamos fazer, uma reforma tributária, para que parte do aumento da arrecadação seja para socorrer essa população”, afirmou Pacheco.

 

O presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou que tem mantido quórum de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nas votações – para se aprovar um PEC são necessários 308 dos 513 deputados – para mostrar o perfil reformador do atual legislativo. Ele explica que será mais fácil aprovar a reforma administrativa do que tributária, porque a reforma administrativa só altera as regras para os funcionários públicos do futuro, e que teria uma resistência menos.  

 

SEGURANÇA JURÍDICA

 

Ele também responsabiliza as interpretações da Receita Federal pelo grande número de disputas judiciais. “Até onde a Receita Federal pode legislar com interpretações? Sempre teremos problemas de interpretações. Não temos leis ruins, mas temos um problema que a hermenêutica de quem executa atrapalha”, defende. Segundo ele, a reforma tributária possível não pode ser a maior, mas será melhor do que o sistema atual.

 

O ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, lembra das mudanças importantes que ocorreram no governo, com os leilões de infraestrutura e a aprovação de marcos legais. “Não é por acaso que a economia tem reagido de forma tão vigorosa. No ano passado, as medidas emergenciais para os mais vulneráveis e para as empresas, com medidas para facilitar o crédito, permitiram a retomada que já está acontecendo, mas é importante que tenha bases sólidas”, explicou o ministro. Ele responsabiliza as medidas de restrição, que impedem a circulação das pessoas e “sufocam o trabalho informal”, pelo elevado número de desemprego. “Mas, nesses quatro primeiros meses do ano, tivemos mais de 1 milhão de novos empregos formais”, comemora.

 

Para ele, as reformas tributárias e reformas administrativas são igualmente importantes. “Precisamos ter um estado enxuto. Defendo que o estado precisa dar o tom do crescimento, ele precisa existir, mas ele precisa ser eficiente, temos que modernizar o estado. Mas também é preciso estabelecer um equilíbrio contributivo. O Robson falou que qualquer estrangeiro que venha para cá precisa fazer um MBA no nosso sistema tributário. É verdade. Ele é complexo e mutável, o que é hoje não é amanhã”, explica.

 

INVESTIMENTOS

 

O presidente da Federação Brasileira de Bancos, Isaac Sidney, afirmou que a antecipação do debate político para as eleições de 2022 só atrapalha a recuperação da economia. “Não é construtivo, a cada final de semana, o país ficar trocando a cor das bandeiras e alternando gritos de guerra”.

 

Na visão dele, há muito o que se fazer neste ano, como a fragilidade fiscal, a inflação, a crise hídrica e uma possível terceira onda da covid-19. “É hora de trabalharmos duro pelas reformas de que tanto o Brasil precisa”, afirma.

 

Ele lembra que a economia brasileira tem mostrado muita resiliência, e o cenário é mais positivo e mais otimista do que se apresentava no começo do ano. “Investimentos já anunciados, da ordem de R$ 165 bilhões, dão o tom, por exemplo, de que precisamos avançar nas reformas. Não temos, portanto, o direito de deixarmos a oportunidade passar”, disse, acrescentando que não há atalhos para o país crescer.

 

“Nosso desafio não é só voltar a crescer, mas voltar a crescer de forma sustentável. Todos queremos uma reforma tributária que possa romper com o modelo tributário que não se sustenta mais. É complexo e permeado de insegurança jurídica. O crescimento a longo prazo passa por uma máquina mais enxuta e disciplina fiscal. O teto de gastos deve ser inegociável. O que os bancos querem é economia saudável e com juros mais baratos. Só assim o crédito será mais amplo para um número de famílias e empresas”, afirma.

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