quarta, 08 de julho de 2020
10/06/2020

Segunda onda faria Brasil encolher até 9,1% em 2020, diz OCDE


economia brasileira ensaiava uma recuperação depois de um longo período de baixo crescimento, mas veio a pandemia do coronavírus e o país deve terminar este ano em recessão profunda. O tamanho do tombo dependerá da duração da crise da covid-19, segundo um relatório divulgado na manhã desta quarta-feira, 10, pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o clube dos países ricos.

Diante das incertezas sobre a extensão da pandemia, o estudo traça dois cenários possíveis. No pior cenário, prevê uma segunda onda de covid-19 no último trimestre deste ano, o que exigiria a adoção de novas medidas de fechamento da economia. Nesse caso, o PIB brasileiro cairia 9,1% neste ano e conseguiria se recuperar modestamente em 2021, quando cresceria 2,4%.

A taxa de desemprego aumentaria para um pico de 15,4% no ano que vem (no primeiro trimestre deste ano, esse índice foi de 12,2%, segundo o IBGE).
No melhor cenário, a OCDE supõe que a pandemia se estabilizaria neste ano e não haveria um novo surto após a reabertura gradual da economia na primeira quinzena de junho. Nesse caso, a previsão é que o PIB brasileiro feche com uma queda de 7,4% neste ano e registre um crescimento mais robusto no próximo ano, de 4,2%.

Em ambos os cenários, as projeções da OCDE indicam para este ano uma contração mais severa do que a apontada pelo Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na última segunda-feira. O estudo, baseado na avaliação de especialistas do mercado financeiro, projeta uma queda de 6,48% do PIB brasileiro neste ano e um crescimento de 3,5% em 2021.

O relatório da OCDE afirma que as respostas da política fiscal do governo brasileiro à pandemia têm sido “ousadas e consideráveis”, com um impacto fiscal superior a 6% do PIB e com foco nos grupos mais vulneráveis, incluindo os trabalhadores informais. O estudo adverte, no entanto, que as medidas de gastos adicionais devem ser temporárias, evitando-se novas despesas não relacionadas ao combate da covid-19, para não pressionar ainda mais a dívida pública bruta, que deverá subir para mais de 90% do PIB no fim deste ano.

A OCDE fez projeções também para outros países com base nos dois possíveis cenários (com a establilização da pandemia e com uma nova onda de covid-19 no último trimestre). Para os Estados Unidos, a previsão para 2020 é de uma contração de 7,3% no melhor cenário e de 8,5% no pior cenário. Para a China, as projeções são de uma queda no PIB de 2,6% e 3,7%, respectivamente. A zona do euro deverá ser a área mais impactada pela covid-19, com uma redução no PIB de 9,1%, no melhor cenário, e de 11,5%, no pior cenário.

Para o mundo, as contrações previstas são de 6% e 7,6%, respectivamente. Superada a pandemia, a maioria dos países, de acordo com as projeções da OCDE, conseguirá retomar o caminho do crescimento em 2021.



Blog

Ibovespa sobe com ajuda de dados econômicos e fecha semana em alta de 3%

A bolsa brasileira fechou em alta nesta sexta-feira, 3, com ajuda de dados econômicos que voltaram a surpreender positivamente os investidores. Contudo, com o mercado americano fechado devido ao feriado, o pregão foi marcado pela baixa volatilidade, com o Ibovespa, principal índice de ações, operando próximo da estabilidade pela maior parte do dia. O Ibovespa subiu 0,55% e encerrou em 96.764,85 pontos. Com isso, o índice encerrou a semana em alta de 3,1%.

“O movimento segue ilustrando a ponderação de investidores entre a visão de uma recuperação em ‘V’ e a preocupação com novos surtos da Covid-19 que passaram a atrasar a reabertura dos negócios ao redor do mundo”, afirmam analistas da Guide em nota a clientes.

Na véspera, os Estados Unidos voltaram a apresentar recorde de casos diários, reportando mais de 50.000 novos infectados. Conforme os números da doença seguem aumentando na maior economia do mundo, reduzem as expectativas de uma recuperação intensa no segundo semestre. Em estados do sul e oeste do país, onde o ritmo de contaminação segue acelerado, processos de reabertura foram retardados.

“O temor com o crescimento de novos casos nos EUA começou a ganhar maior força e deve passar para o fim de semana. Há preocupação sobre retrocessos nos processos de abertura”, comentou Gustavo Bertotti, economista da Messem Investimentos.

Por outro lado, dados de algumas das principais economias do mundo voltaram a sair acima do esperado. Na zona do euro, o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto de junho ficou em 48,5 pontos. Embora tenha saído abaixo dos 50 pontos que delimitam a expansão da contração da atividade econômica, o número ficou acima dos 47,5 pontos projetados pelo mercado. O PMI composto do Reino Unido também superou as expectativas, ficando em 47,7 pontos ante os 47,6 pontos esperados.

Já na China, que foi um dos primeiros países a deixar para trás a pior fase do coronavírus, os dados econômicos já apontam para a melhora econômica. Por lá, o PMI composto, divulgado na noite de ontem, ficou em 55,7 pontos.

“Os dados econômicos mostram alguma retomada, o que favorece o preço do minério de ferro e frigoríficos brasileiros, que têm uma relação muito forte com a China”, disse Bertotti.

No radar do mercado também seguem os desdobramentos sobre a lei de segurança nacional imposta pela China sobre o território de Hong Kong. Na última quinta-feira, 2, o gigante asiático ameaçou retaliar o Reino Unido por ter se colocado disposto à receber refugiados de sua ex-colônia. Estados Unidos, Taiwan e Austrália também avaliam acolher refugiados de Hong Kong.

“Essa tensão acaba pesando nos mercados. É uma questão que vai e vem, mas afeta a diplomacia e até o livre tráfego de mercadorias e serviços. Mas o mercado segue olhando mais para a recuperação da atividade econômica e para o coronavírus”, afirmou Marcel Zambello, analista da Necton Investimentos.

Entidades combatem emendas que inviabilizam a reforma da Previdência e pedem urgência no corte de gastos

É impensável que, em meio à pior crise da história, o governo de Santa Catarina aumente ainda mais os gastos públicos, e o Legislativo não tenha uma  postura firme para uma reforma da Previdência que reduza o custo do Estado. Emendas que garantem aposentadorias especiais e o afrouxamento das regras de transição para alguns setores fogem completamente de uma proposta condizente com as necessidades dos catarinenses. Pelo contrário, seguem na contramão do real objetivo – enxugar a máquina estatal e garantir mais verbas para a saúde, a educação e a segurança da população.

 As entidades signatárias desta nota alertam para o déficit da Previdência catarinense, que cresceu quase 400% nos últimos 10 anos, chegando a R$ 4 bilhões em 2019. Portanto, propõem a isonomia entre os trabalhadores do serviço público e do setor privado. Também consideram um acinte o gasto de mais R$ 3,8 milhões mensais na recente contratação de 107 novos auditores e procuradores, somente para citar um exemplo. Deixar de lado a discussão, em um verdadeiro ‘jogo de empurra’ entre o Legislativo e o Executivo é tudo o que a sociedade não precisa neste momento crítico.

 

Florianópolis, 03 de julho de 2020

 

Assinam as entidades:

ABIH-SC Associação Brasileira de Indústria de Hotéis Santa Catarina

ABIH-SC Associação Brasileira de Indústria de Hotéis Santa Catarina

ABRAPE - Associação Brasileira de Promotores de Eventos

ABRASEL – SC

ABRES - Associação de Bares e Restaurantes de Balneário Camboriú

ACATE – Associação Catarinense de Tecnologia

ACATMAR - Associação Náutica Brasileira

ACATS – Associação Catarinense de Supermercados

ACEPA/CDL - Associação Comercial e Empresarial de Palma Sola

ACIAX - Xaxim

ACIB - Associação Empresarial de Blumenau

ACIBALC - Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú

ACIBIG - Associação Empresarial e Cultural de Biguaçu

ACIBr - Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá

ACIC - Associação Comercial e Industrial de Chapecó

ACIC – Associação Empresarial de Canoinhas

ACIC – Associação Empresarial de Criciúma

ACID - Associação Comercial e Industrial de Descanso

ACIF – Associação Empresarial De Florianópolis

ACIG - associação comercial e industrial de Garopaba

ACIG - Associação Empresarial de Gaspar

ACII - Associação Comercial e Industrial de Itajaí

ACIIO - Associação do Comércio e Indústria de Iporã do Oeste

ACIIO - Associação Comercial e Industrial de Iporã do Oeste

ACIJ - Associação Empresarial de Joinville

ACIL – Associação Comercial e Industrial de Lages

ACIM - Associação Empresarial de Mondaí

ACIM – Associação Empresarial de Mafra

ACIMO - Associação industrial de modelo

ACIOC - Associação Comercial e Industrial do Oeste Catarinense

ACIP - Associação Comercial e Industrial de Palmitos

ACIP - Associação Empresarial de Palhoça

ACIP - Associação Empresarial de Pomerode

ACIP – Associação Comercial e Industrial de Pinhalzinho

ACIPG - Associação Empresarial de Presidente Getúlio

ACIRS – Associação Empresarial de Rio do Sul

ACIS - Associação Comercial e Industrial de Seara

ACIS - Associação Comercial e Industrial de Sertãozinho

ACISA-CP - Associação Comercial e Industrial de Cunha Porã

ACISC - Associação Comercial e Industrial de Saudades e Cunhataí

ACISJO - Associação Comercial e Industrial de São João do Oeste

ACISLO – Associação Comercial e Industrial de São Lourenço do Oeste

ACISMO - Associação Empresarial de São Miguel do Oeste

ACIT - Associação Comercial e Industrial de Tijucas

ACITA - ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE ITAPEMA

ACITA – Associação Comercial e Industrial de Itá

ACITC – Associação Comercial e Industrial de Trombudo Central

ACIUR - Associação Empresarial de Urubici

ACIVALE – Braço do Norte

ACIX - Associação Comercial e Industrial de Xavantina

ADAC - Associação de Distribuidores e Atacadistas Catarinenses

ADVB - SC                                 

AEA - Associação Empresarial de Agrolândia

AECF - Associação Empresarial de Coronel Freitas

AEI - Associação Empresarial de Itaiopolis

AEM - Associação Empresarial de Maravilha

AEMFLO - CDL / SÃO JOSÉ

AETTUSC - Associação das Empresas de Turismo e Fretamento de SC

AJORPEME - Associação de Joinville e Região da Pequena, Micro e Média Empresa

AMI - Associação do Município de Iraceminha

AMPE Blumenau - Associação das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais de Blumenau

ASSEMIT - Associação dos Empresários de Itapiranga

ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE LAR MENINO DEUS

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E EMPRESARIAL DE PALMA SOLA

AVIP - Associação Visite Pomerode

CDL - LAGES

CDL - RIO DO SUL

CDL - Brusque

CDL - Câmara de Dirigentes Lojistas de Salete

CDL - Florianópolis

CDL - Gaspar

CDL - Joaçaba

CDL - Nova Trento

CDL – Chapecó

CDL – Concórdia

CDL Blumenau - Câmara de Dirigentes Lojistas de Blumenau

CDL Guabiruba

CEC – Centro Empresarial de Chapecó

CORE SC - Conselho Regional dos Representantes Comerciais no Estado De Santa Catarina

FACISC – Federação das Associações Empresariais de SC

Fampesc - Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais

FECOMERCIO – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina

FLORIPA SUSTENTÁVEL

FORTUR – Fórum de Turismo de Florianópolis

NCD-Núcleo Catarinense de Decoração

SEBRAE – SC

SEINFLO - Sindicato das Empresas de Informática e Processamento de Dados da Região Metropolitana de Florianópolis

SIACADESC - Sindicato das Academias de SC

SIESC - Sindicato da Indústria de Informática de Santa Catarina

SIESE-SC - Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do Estado de Santa Catarina

SIFITEC - Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem, Tinturaria e Malharia de Brusque, Botuverá e Guabiruba

Sindicato da indústria de reparação e Acessórios de Santa Catarina

Sindicato do Comércio Varejista de Criciúma - Sindilojas

Sindicato do Comércio Varejista de Itajaí

Sindicato do Comercio Varejista e Atacadista de Brusque, Botuverá e Guabiruba

SINDICATO DOS REPRESENTANTES COMERCIAS DE BLUMENAU E REGIÃO

SINDISOL - Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Balneário Camboriú e Região

SINDIVEST - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Brusque, Botuverá, Guabiruba e Nova Trento

VIVABEM - Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Joinville e Região

Epagri gera R$6,24 para cada real investido pelo Governo do Estado

O retorno que a sociedade recebeu para cada real investido pelo Governo do Estado na Epagri, alcançou R$ 6,24 em 2019. O resultado faz parte do Balanço Social, cujos cálculos avaliaram 114 tecnologias e cultivares desenvolvidos, lançados e difundidos pela Empresa. O retorno global gerado pelas tecnologias e ações da Epagri, considerando a contribuição de parceiros e outras instituições, somou R$ 5,13 bilhões – e a participação da Empresa nesse retorno é de R$ 2,18 bilhões. O documento está sendo lançado nesta sexta-feira, 3 de julho.


“Esses índices significam que a renda e a qualidade de vida das famílias rurais e pesqueiras estão melhorando ano a ano. A produção de alimentos está mais limpa e sustentável, graças ao esforço da Epagri e dos produtores dentro do Programa AgroConsciente, do Governo do Estado. Na outra ponta, o consumidor tem acesso a alimentos de qualidade e produzidos de forma responsável”, resume Edilene Steinwandter, presidente da Epagri.

Benefícios para toda a sociedade


As tecnologias e ações da Epagri se convertem em melhorias na forma como se produz alimentos em Santa Catarina. “É com essa questão que a Epagri trabalha diariamente junto às famílias rurais e pesqueiras. É o ‘como’ que vai fazer diferença na saúde, na segurança alimentar, no meio ambiente, na qualidade de vida e na geração de riquezas de toda a sociedade”, diz Edilene.

A Epagri publica o Balanço Social anualmente, desde 2009, para prestar contas à sociedade do dinheiro investido pelo Governo do Estado de Santa Catarina. Esta edição também revela que em 2019 a Empresa atendeu 121 mil famílias, 3,5 mil entidades e 19,6 mil jovens rurais. Ao longo do ano, foram executados 355 projetos de pesquisa e 20 tecnologias foram lançadas.

O documento também traz reportagens com casos de sucesso pelo Estado em diferentes áreas de atuação da Empresa, como pecuária, produção de grãos, fruticultura, olericultura, aquicultura e pesca, gestão de negócios, políticas públicas e ações nas áreas social e ambiental. “Essas histórias que são exemplos da transformação que nosso trabalho é capaz de operar no Estado”, comenta Edilene.

Para baixar o Balanço Social 2019 da Epagri, clique aqui 

 
Epagri em números

 R$6,24

Retorno que a sociedade recebeu para cada real investido na Epagri

R$2,18 bilhões

Participação da Epagri no retorno que suas tecnologias e ações da geraram para a sociedade

R$5,13 bilhões

Retorno global das tecnologias e ações da Epagri, considerando a contribuição de parceiros e outras instituições

Colheita do ano

– 114 tecnologias produzidas e difundidas pela Empresa avaliadas nos cálculos
– 355 projetos de pesquisa executados
– 20 tecnologias lançadas
– 26,5 mil famílias capacitadas
– 121 mil famílias atendidas
– 3,5 mil entidades atendidas
– 19,6 mil jovens assistidos

Prestação de serviços

– 55,5 mil análises de solo
– 79,2 mil atendimentos em escritório
– 3,8 milhões de acessos à página de previsão do tempo
– 73% das Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs) emitidas no Estado

Acesso ao crédito

– 5,2 mil propostas elaboradas
– 4,4 mil beneficiários
– 283 municípios contemplados
– R$203 milhões em recursos viabilizados pelos projetos

Informação técnica e científica

– 801 publicações técnico-científicas
– 12,9 milhões de visualizações no canal da Epagri no Youtube
– 175 vídeos técnicos
– 260 programas de rádio veiculados em 125 emissoras

Capital Humano

– 173 pesquisadores
– 635 extensionistas
– 925 profissionais de suporte a pesquisa e extensão
– 51 jovens aprendizes

Mais informações: Edilene Steinwandter, presidente da Epagri (solicitar entrevista com a assessoria de imprensa)

Dólar fecha em alta com temores sobre aumento de casos de Covid nos EUA

Em mais uma sessão de altíssima volatilidade, o dólar fechou em alta, nesta quinta-feira, 2, com os investidores repercutindo o aumento do número de casos de coronavírus nos Estados Unidos, o que é visto como uma ameaça à recuperação da maior economia do mundo. Com isso, o dólar comercial subiu 0,6% e encerrou sendo vendido por 5,350 reais, enquanto o dólar turismo, com menor liquidez, caiu 1,4%, cotado a 5,65 reais.

Pela manhã, no entanto, o clima de euforia no mercado predominou, após a divulgação do relatório oficial sobre o mercado de trabalho americano, o payroll, que apontou para o crescimento de 4,8 milhões de empregos não agrícolas, em, junho, ante a expectativa de um saldo positivo de 3 milhões de vagas. Também foi revisado para cima o payroll de maio, de criação de 2,509 milhões para 2,699 milhões de empregos. Com isso, a taxa de desemprego americana caiu de 13,3% para 11,1%.

Logo após sua divulgação, os dados ajudaram a impulsionar os mercados do mundo inteiro. Nos Estados Unidos, os índices americanos que já estavam em alta, ainda repercutindo o otimismo com a vacina do coronavírus que vem sendo desenvolvida pela Pfizer, subiram ainda mais, enquanto o dólar aprofundou suas perdas contra pares desenvolvidos e moedas emergentes.

“Os números vieram bem acima do esperado. Isso gerou uma expectativa de melhora generalizada. Os cenários mais fatalistas estão começando a perder força”, afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset

Apesar do otimismo com os dados americanos, os temores com o aumento do número de infectados  por Covid-19 passou a ganhar força no início da tarde, após o estado da Flórida apresentar recorde de novos casos. Em apenas 24h, foram registrados 10.109 novos infectados na Flórida, que vem atravessando a pior fase da doença, assim como alguns estados do oeste americano. O aumento do número de casos tem retardado processos de reabertura em locais do Texas, Califórnia e na própria Flórida.

“Se não tivessem dados positivos, o mercado teria reagido de forma muito pior. Eles amenizaram a preocupação com a recuperação econômica, mas não tiraram. Até porque o que derrubou a economia foi o coronavírus e a gente está voltando a ver aumento de casos até maiores do que antes”, afirmou Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.

Segundo Laatus, a queda do dólar de mais de 2% registrada no pregão anterior contribuiu para a realização de lucros no mercado de câmbio local, tendo em vista que sexta-feira, 3, será feriado nos Estados Unidos, o que deve reduzir o volume de dólares negociados no mundo.

No radar do mercado também estão os protestos em Hong Kong, desencadeados após a China aprovar a lei de segurança nacional sobre o território autônomo. Os investidores temem que os Estados Unidos, contrários à medida, façam duras retaliações comerciais. Na véspera, a Câmara americana aprovou um projeto de lei que penaliza bancos que façam negócios com autoridades chinesas que apoiaram a lei de segurança nacional.

EXAME

Governo estuda formas de contratação com menos custo para empresas

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse que o governo está trabalhando em um novo marco do trabalho, com redução de custos para contratação.

Nas últimas semanas, o ministro da Economia, Paulo Gu

Ele afirmou que o governo vem trabalhando em uma reforma tributária com “redução de complexidade” e citou como parte da agenda marcos legais para o setor de petróleo e gás, ferrovia, cabotagem e energia, além da lei de falências e autonomia do Banco Central.

De acordo com o secretário, o governo ainda está discutindo a prorrogação no benefício emergencial, programa que permite suspensão e redução de contratos de trabalho, e que o impacto no déficit primário será divulgado quando os detalhes forem fechados.

Nesta quinta-feira, o ministério divulgou novas projeções que estimam déficit primário do setor público neste ano de 826,6 bilhões de reais, o equivalente a 12% do PIB. As projeções já consideram a prorrogação do auxílio emergencial de 600 reais por mais dois meses, como anunciado nesta semana.

EXAME

edes, tem dito que quer retomar o projeto da “Carteira Verde e Amarela”, regime com menor incidência de encargos trabalhistas. “Medidas para o emprego ainda estão sendo desenhadas e serão comunicadas brevemente”, afirmou.

Em coletiva virtual nesta quinta-feira, o secretário disse que o governo retomará a agenda de reformas assim que a pandemia sair da “parte mais aguda.”

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