sexta, 03 de julho de 2020
09/06/2020

CNI: indústria registra em abril o resultado mais fraco da década


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou hoje (9) que a redução da demanda de consumo, causada pelo isolamento social, afetou o faturamento das empresas, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada da indústria “de forma sem precedentes”.

De acordo com a pesquisa Indicadores Industriais do mês de abril, todos esses índices tiveram queda recorde e registram os menores níveis de toda a série histórica, iniciada em 2010. O emprego industrial foi o menor desde 2004. Em março, os três índices já haviam registrado queda.

A indústria relata perdas de 23,3% do faturamento, queda de 19,4% nas horas trabalhadas na produção e redução de 2,3% no número de empregados em abril, em relação a março deste ano. A utilização da capacidade instalada caiu 6,6 ponto percentual em abril se comparado a março e 8,2 ponto percentual em relação à abril de 2019.

Para a CNI, abril foi o pico da crise, pois foram adotadas medidas de isolamento social na maioria das grandes cidades durante todo o mês. A expectativa da entidade é que a economia comece a retomada ainda neste mês, mas, já na pesquisa de maio, é possível que o cenário industrial apresente leve melhora, com a redução das restrições no fim do mês em algumas localidades.

Autoridades de saúde orientam a população e os governos a adotarem as medidas de isolamento e distanciamento social como forma de prevenção à disseminação do novo coronavírus.

Como ainda não há vacina, nem remédios comprovados cientificamente contra a covid-19, a orientação visa frear a transmissão do vírus para evitar que os sistemas de saúde fiquem sobrecarregados e consigam atender todos as pessoas que venham a ficar doentes. 



Blog

Dólar fecha em alta com temores sobre aumento de casos de Covid nos EUA

Em mais uma sessão de altíssima volatilidade, o dólar fechou em alta, nesta quinta-feira, 2, com os investidores repercutindo o aumento do número de casos de coronavírus nos Estados Unidos, o que é visto como uma ameaça à recuperação da maior economia do mundo. Com isso, o dólar comercial subiu 0,6% e encerrou sendo vendido por 5,350 reais, enquanto o dólar turismo, com menor liquidez, caiu 1,4%, cotado a 5,65 reais.

Pela manhã, no entanto, o clima de euforia no mercado predominou, após a divulgação do relatório oficial sobre o mercado de trabalho americano, o payroll, que apontou para o crescimento de 4,8 milhões de empregos não agrícolas, em, junho, ante a expectativa de um saldo positivo de 3 milhões de vagas. Também foi revisado para cima o payroll de maio, de criação de 2,509 milhões para 2,699 milhões de empregos. Com isso, a taxa de desemprego americana caiu de 13,3% para 11,1%.

Logo após sua divulgação, os dados ajudaram a impulsionar os mercados do mundo inteiro. Nos Estados Unidos, os índices americanos que já estavam em alta, ainda repercutindo o otimismo com a vacina do coronavírus que vem sendo desenvolvida pela Pfizer, subiram ainda mais, enquanto o dólar aprofundou suas perdas contra pares desenvolvidos e moedas emergentes.

“Os números vieram bem acima do esperado. Isso gerou uma expectativa de melhora generalizada. Os cenários mais fatalistas estão começando a perder força”, afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset

Apesar do otimismo com os dados americanos, os temores com o aumento do número de infectados  por Covid-19 passou a ganhar força no início da tarde, após o estado da Flórida apresentar recorde de novos casos. Em apenas 24h, foram registrados 10.109 novos infectados na Flórida, que vem atravessando a pior fase da doença, assim como alguns estados do oeste americano. O aumento do número de casos tem retardado processos de reabertura em locais do Texas, Califórnia e na própria Flórida.

“Se não tivessem dados positivos, o mercado teria reagido de forma muito pior. Eles amenizaram a preocupação com a recuperação econômica, mas não tiraram. Até porque o que derrubou a economia foi o coronavírus e a gente está voltando a ver aumento de casos até maiores do que antes”, afirmou Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.

Segundo Laatus, a queda do dólar de mais de 2% registrada no pregão anterior contribuiu para a realização de lucros no mercado de câmbio local, tendo em vista que sexta-feira, 3, será feriado nos Estados Unidos, o que deve reduzir o volume de dólares negociados no mundo.

No radar do mercado também estão os protestos em Hong Kong, desencadeados após a China aprovar a lei de segurança nacional sobre o território autônomo. Os investidores temem que os Estados Unidos, contrários à medida, façam duras retaliações comerciais. Na véspera, a Câmara americana aprovou um projeto de lei que penaliza bancos que façam negócios com autoridades chinesas que apoiaram a lei de segurança nacional.

EXAME

Governo estuda formas de contratação com menos custo para empresas

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse que o governo está trabalhando em um novo marco do trabalho, com redução de custos para contratação.

Nas últimas semanas, o ministro da Economia, Paulo Gu

Ele afirmou que o governo vem trabalhando em uma reforma tributária com “redução de complexidade” e citou como parte da agenda marcos legais para o setor de petróleo e gás, ferrovia, cabotagem e energia, além da lei de falências e autonomia do Banco Central.

De acordo com o secretário, o governo ainda está discutindo a prorrogação no benefício emergencial, programa que permite suspensão e redução de contratos de trabalho, e que o impacto no déficit primário será divulgado quando os detalhes forem fechados.

Nesta quinta-feira, o ministério divulgou novas projeções que estimam déficit primário do setor público neste ano de 826,6 bilhões de reais, o equivalente a 12% do PIB. As projeções já consideram a prorrogação do auxílio emergencial de 600 reais por mais dois meses, como anunciado nesta semana.

EXAME

edes, tem dito que quer retomar o projeto da “Carteira Verde e Amarela”, regime com menor incidência de encargos trabalhistas. “Medidas para o emprego ainda estão sendo desenhadas e serão comunicadas brevemente”, afirmou.

Em coletiva virtual nesta quinta-feira, o secretário disse que o governo retomará a agenda de reformas assim que a pandemia sair da “parte mais aguda.”

© Copyright 2000-2014 Editora Bittencourt