quarta, 19 de fevereiro de 2020
08/03/2018

Confirmado atraso de três meses nas obras da nova bacia de evolução de Itajaí


Com a assinatura de um aditivo de R$ 26 milhões para os novos acessos aquaviários do Complexo Portuário do Itajaí, pelo governador Eduardo Pinho Moreira na manhã desta quinta-feira, 08, as obras da nova bacia de evolução retomam ao normal. No entanto, a conclusão, que era prevista para abril, deverá ocorrer apenas no segundo semestre. O atraso de três meses na entrega é decorrente da desaceleração das obras, decorrente da indefinição na liberação dos recursos por parte do governo do Estado. O processo ficou por mais de quatro meses com o então governador Raimundo Colombo, que deixou o cargo no mês passado sem assinar o aditivo.

De abril, a previsão de conclusão passou para o mês de julho. Além da conclusão das obras, a Autoridade Portuária de Itajaí precisa licitar a sinalização e balizamento dos novos acessos e também as simulações da praticagem com o novo modelo, já que os navios terão que fazer parte do trajeto de ré. O diretor Técnico do Porto de Itajaí, André Pimentel, informa que o projeto de sinalização e balizamento já foi protocolado na Marinha para, depois de autorizado pela Autoridade Marítima, o edital ser elaborado e publicado. Com relação às simulações, o processo licitatório está bem adiantado e o edital deve ser publicado em breve.

Município já perde escalas com limitações operacionais

Após concluída a obra deve ampliar a capacidade operacional do Complexo Portuário do Itajaí, que hoje opera navios de no máximo 305 metros de comprimento, para cargueiros de até 336 metros. Só que, como muitos armadores operam navios de 336 metros em suas rotas, os terminais que compõem o Complexo estão perdendo escalas. Exemplo disso é a APM Terminals Itajaí com o serviço Ásia, que recebe escalas quinzenais, enquanto em outros portos elas são mensais. Isso ocorre porque muitos navios do serviço já têm 336 metros e estão impossibilitados de manobrar em Itajaí. Inclusive, a APMT negociou a retomada da linha Ásia, em setembro do ano passado, levando em conta a entrega da bacia de evolução em abril.

Seis dos 13 navios que operam o serviço têm mais de 306 metros de comprimento e não entram hoje no terminal. Por isso a linha, que deveria ser semanal, opera hoje de 15 em 15 dias. Com o TUP Portonave, em Navegantes, não é diferente. O terminal também perde escalas pelas limitações operacionais do Complexo.



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