segunda, 16 de setembro de 2019
16/11/2017

Berço 3 será entregue ainda em novembro


Está confirmada para o final de novembro a entrega das obras de reforço e realinhamento do berço 3, do Porto de Itajaí. As possíveis datas são 27 ou 30, a que melhor se encaixar na agenda do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC), Maurício Quintella Lessa, que prometeu vir a Itajaí para a solenidade.

Além do reinício das operações do berço 3, o superintendente do Porto de Itajaí, Marcelo Werner Salles, disse que ainda há a expectativa da conclusão dos serviços de dragagem de restabelecimento da cota de -14 metros. Inclusive, o gestor diz que a dragagem já possibilitou incremento de mais de 11% nas operações do Complexo Portuário do Itajaí e também crescimento na tonelagem embarcada de 9 mil toneladas, para cerca de 12 mil toneladas movimentadas por escala.

Diversificação

Com a conclusão das obras o berço 3 deverá ser utilizado preferencialmente para cargas conteinerizadas, embora um berço público, conforme prevê o artigo 21 da Constituição, é livre para operar qualquer tipo de carga, desde que isso seja feito por operadores portuários pré-qualificados.

No atual momento há dois operadores pré-qualificados em Itajaí: a APM Terminals Itajaí e o Teporti – Terminal Portuário Itajaí. No entanto, a Autoridade Portuária quer ampliar esse número. Salles explica que ainda nesta semana foi realizada uma reunião chamando os outros terminais privados (TUPs) instalados a montante, os dois operadores, estações aduaneiras e o Sindicatos dos Operadores Portuários de Itajaí, para que efetivamente sejam vistas regras operacionais que permitam, não apenas os dois, mas também outros interessados a exercerem a atividade e, com isso, fomentar a utilização da área pública. A pré-qualificação precisa seguir as normativas do Regulamento e Exploração do Porto, que pode ser acessado no site www.portoitajai.com.br.

Diante disso, Marcelo Salles garante que não há direcionamento para a utilização do berço público, pois a Autoridade Portuária é obrigada a obedecer e cumprir o Regulamento de Exploração do Porto, que segue as leis maiores e que essas leis dizem que há prioridades que podem ser definidas pela Autoridade Portuária, o que já existe. As prioridades são no primeiro momento navios full-contêiner, depois carga geral - dependendo da prancha - e num terceiro momento os graneis e outras cargas que possam vir. Segundo Salles, com essa regra, nenhum porto público pode negar a execução de operações.

Descartadas operações com soja

A boa notícia disso tudo é que a Autoridade Portuária abortou completamente a possibilidade do local operar soja a granel, uma possibilidade que era defendida pelo Porto, mas abominada pela comunidade portuária, sociedade organizada e população de Itajaí como um todo.

A ideia de trazer soja para o Porto de Itajaí foi apresentada pelo empresário Francisco Ramos, da ZMW Operações e Logística (ex-sócio da Agrenco) e previa a circulação diária de 200 caminhões de soja, com movimentação de um 1 milhão de toneladas de soja por ano. Porém, os impactos seriam imensos. Entre eles a sujeira na cidade, a possibilidade de perder a movimentação de contêineres naquela área devido a opção de operar grãos nos berços de atracação ainda não arrendados e também a eliminação de qualquer possibilidade de que o Porto de Itajaí venha um dia movimentar veículos em sua margem direita.  



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