domingo, 22 de setembro de 2019
24/08/2017

Desinvestimentos da Petrobras atingem Itajaí


 

Embora a Petrobras ainda não tenha se manifestado sobre o caso, o que é comum para a estatal, para o Sindipetro PR/SC, que representa os petroleiros no Paraná e em Santa Catarina, as operações da empresa em Itajaí estão com os dias contados.

O escritório administrativo, inaugurado em Itajaí em 2013, está com andares vazios há mais de dois anos. O contrato de locação dos escritórios encerra em janeiro e segundo a representação do Sindipetro em SC, não há previsão de renovação. Os cerca de 70 servidores que continuam no prédio têm sido direcionados para outras gerências e se preparam para deixar a unidade.

No terminal portuário usado pela empresa, de onde saíam embarcações de apoio para as plataformas de petróleo, o movimento vem diminuindo há meses e os funcionários terceirizados já teriam sido avisados sobre a desmobilização.

A drástica redução das operações de helicóptero que partem do Aeroporto de Navegantes também apontam para isso. Há três anos, eram em média 500 decolagens por mês, levando e trazendo funcionários do navio-plataforma. Hoje não chegam a 100.

O impacto econômico da provável perda de atividades da Petrobras refletirá na economia do Estado e de Itajaí. A movimentação da estatal corresponde hoje a 16% do Imposto sobre Circulação de Materiais e Serviços (ICMS) do município, que é de R$ 28 milhões brutos mensais, e a 7% do orçamento global.



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