terça, 19 de novembro de 2019
25/07/2017

Venda da Portonave volta à tona


A venda de suas ações na Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes pela Triunfo Participações e Investimentos (TPI) ao armador MSC volta a ser assunto de destaque nos meios empresarial e financeiro. O negócio envolveu a cifra de R$ 1,3 bilhão e agora a TPI quer blindar os recursos contra o BNDES, para quem a empresa deve mais de R$ 1 bilhão.

Para garantir que o BNDES não tenha acesso a tais recursos a TPI protocolou na última sexta-feira dois planos de recuperação extrajudicial - sendo R$ 2,1 bilhões da holding, mais R$ 700 milhões da sua controlada Concer. Desta forma, ficam suspensas as execuções contra a TPI e, quando o pedido de recuperação for homologado, em 45 dias, as execuções serão eliminadas.

Com isso a TPI blinda os recursos que já têm destino certo: o pagamento de uma dívida que contraiu com o fundo americano Farallon em novembro - com juros de 14% ao ano mais variação cambial - pelo qual eu as ações da Portonave em garantia.

O valor a ser pago é de R$ 750 milhões. Os R$ 50 milhões restantes a TPI quer usar para reforçar o caixa da Companhia. 



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