domingo, 22 de setembro de 2019
04/07/2017

Atraso nas obras dos novos acessos impactam na competitividade do Complexo Portuário do Itajaí


O retorno do serviço Ásia para a margem direita do rio Itajaí-Açu - para a APM Terminals, arrendatária das operações com contêineres no Porto Público de Itajaí - deve trazer inicialmente um incremento de 20% e não os 30,6%, conforme publicou ontem o Blog da Redação. Isso porque, enquanto o serviço mantém escalas semanais nos outros portos, no Complexo Portuário do Itajaí vai escalar quinzenalmente, devido a limitações operacionais.

A previsão para que a joint venture responsável pelo Serviço Ásia - formada pelos armadores Hamburg Sud, Hapag Lloyd, Nyk, Zim, United Arab Shipping Company (UASC) e Hyundai (HMM) - opere com frequência semanal em Itajaí é apenas depois de abril, quando a primeira etapa das obras dos novos acessos estiverem concluídas, pois conta com seis navios de 331 metros de comprimento, que não fazem a rotação na atual bacia de evolução, que comporta apenas embarcações de até 306 metros.

A Secretaria de Estado da Infraestrutura, responsável pelas obras prevê para abril de 2018, na melhor das hipóteses, a conclusão dos trabalhos da primeira fase. A obra já deveria estar concluída, mas entraves de todos os tipos e origens, vem prorrogando o seu termino.

Quando foi anunciada, ainda em 2013, previa-se que a primeira etapa estivesse pronta no ano seguinte, sob pena de um prejuízo mensal de R$ 60 milhões - que só não se confirmou porque que a retração no comércio exterior em todo o mundo atrasou a migração de navios maiores para a América do Sul.

Mas com a retomada gradativa do comércio internacional, esses navios já trafegam pela costa brasileira. Em Santa Catarina a Linha Ásia escala também  no TUP Porto Itapoá e, a partir de agosto, no Porto de Imbituba, com periodicidade semanal.



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