terça, 04 de agosto de 2020
27/06/2017

APM Terminals e Portonave em disputa acirrada por linha para a Ásia


É acirrada a disputa pela operação de serviço para a Ásia entre o terminal de uso privado Portonave e a arrendatária do terminal de contêineres no Porto de Itajaí APM Terminals Itajaí, em margens opostas do rio homônimo. E não é para menos.

Segundo a Superintendência do Porto de Itajaí, o serviço movimenta a média de 700 contêineres por semana, ou 33,6 mil unidades ano, entre importação e exportação. Esse volume representa 5,3% de tudo o que o Complexo Portuário do Itajaí operou no ano passado, 6,4% das operações da Portonave e 30,6% das operações da APM Terminals.

A rota é operada por uma joint-service formada pelos armadores Hamburg Sud, Hapag Lloyd, Nyk, Zim e Hyundai (HMM) e fazia parte do antigo serviço ASAS. O serviço é responsável pelo escoamento de uma boa parcela das exportações da agroindústria catarinense e a menina dos olhos de qualquer operador.

Em Santa Catarina os armadores já optaram pelo terminal da Santos Brasil no Porto de Imbituba, no Sul do estado, em detrimento ao porto de Rio Grande. A escolha por Itajaí ou Navegantes deve ser anunciada pelos armadores que compõem o serviço ainda nesta semana.

Portanto, com a inclusão de Imbituba, o serviço escalará em três terminais catarinenses a partir de agosto deste ano, Imbituba, Itapoá e Itajaí ou Navegantes.

 

 

 



Blog

XP eleva projeção para o Ibovespa para 115 mil pontos em 2020 e destaca quatro fatores principais

Otimistas de que os efeitos da pandemia comecem a se dissipar nos próximos meses e que os estímulos econômicos e monetários sigam aumentando para ajudar os países, a XP Investimentos elevou sua projeção para o Ibovespa no fim deste ano de 112 mil pontos para 115 mil pontos (confira o relatório clicando aqui).

Em relatório publicado neste fim de semana, a equipe de Research da XP destaca que julho foi o quarto mês seguido de alta da bolsa brasileira e que isso se deu conforme “os riscos das três crises que o Brasil vive (Saúde, Econômica e Política) dão sinais de melhoras marginais”.

Desde o pior momento da crise, em março, o Ibovespa já subiu 62%, apesar de no ano ainda acumular perdas de 9,6% em reais, sendo queda de 30% em dólares. Com esta recuperação, a bolsa nacional já não é mais a pior do mundo, mas ainda ocupa o 5º lugar entre as piores.

 

 

Para justificar sua mudança de projeção, a XP destaca quatro fatores que devem mostrar melhoras neste segundo semestre:

  • 1. Os efeitos da pandemia comecem a se dissipar: A XP espera que os impactos da Covid-19 comece a se reduzir nos próximos meses, assumindo que haverá uma ou mais vacinas aprovadas até o fim do ano. Além disso, os analistas consideram que não haverá uma grave 2ª onda da pandemia. Contudo, pondera: “uma 2ª onda da Covid que leve a uma nova paralisação das atividades no mundo continua sendo o principal risco para os mercados globais”, destacam.
  • 2. Aumento dos estímulos econômicos e monetários: Os analistas destacam que, até agora, mais de US$ 20 trilhões já foram anunciados em pacotes monetários e fiscais ao redor do mundo, o que equivale a 23% do Produto Interno Bruto (PIB) global. A visão de que ainda teremos novos estímulos se dá por conta da dificuldade que o setor de serviços segue enfrentando e por ser a área onde mais se emprega pessoas no mundo, os governos terão a necessidade de ajudar.
  • 3. Recuperação das economias: Os países que passaram primeiro pela pandemia, como na Ásia e na Europa, já mostram claros sinais de recuperação econômica. Apesar das economias ainda darem sinais de impactos que ficarão por um tempo longo, como alto desemprego, alto endividamento dos governos, dentre outros, a rapidez da reabertura também tem surpreendido”, destaca a XP.
  • 4. Melhora da agenda política: Os analistas apontam que, após grandes tensões entre os três poderes no Brasil e a troca de três ministros só em maio, houve uma melhora gradual nas tensões políticas no país, e isso deve seguir evoluindo.

A equipe de análise também destaca que, em pesquisa feita com 357 assessores de investimento de escritórios autônomos filiados à XP, 82% acreditam que o Ibovespa superará os 110 mil pontos até o fim do ano, sendo a média de palpites de 111.074.

No caso do câmbio, os analistas da XP apontam uma maior estabilização do dólar frente ao real entre R$ 5,20 e R$ 5,40. “Porém, o câmbio ainda se encontra com alta volatilidade, o que é prejudicial para a economia real”, afirmam.

A XP lembra que o Dollar Index (índice que mede o dólar contra uma cesta de moedas) caiu 4% desde junho, enquanto o euro subiu 4,8% ante a divisa americana, ao passo que moedas emergentes ganharam 1,4% no período. Isso mostra que este movimento de queda do dólar não foi algo isolado e sim um sinal de fraqueza da moeda.

Entre os fatores apontados que ajudam a explicar o movimento estão a recuperação econômica de outros países, como os da Europa, a baixa taxa de juros nos Estados Unidos e o aumento de impressão de dinheiro por lá. Além disso, os grandes pacotes de estímulos também resultam em maior dívida, mais impressão de moeda e consequente valorização dos ativos como ações e commodities, caso de ouro, cobre e prata.

“Se esse movimento de fraqueza do dólar é sustentado ou não, ainda é difícil de dizer, pois o dólar continua sendo a moeda de reserva de valor no mundo, e a moeda que mais de 80% do comércio global se baseia”, explica a XP destacando a potência econômica que são os EUA, o que sustenta sua moeda.

 

 

“Uma taxa de câmbio mais estável é muito importante para que o Brasil consiga voltar a atrair investimentos de investidores e empresas estrangeiras”, afirmam. Diante disso, os analista mantiveram a projeção do câmbio, com dólar em R$ 5,20 ao fim deste ano e voltando para R$ 4,90 até o fim de 2021.

Entre os pontos de atenção para os investidores nos próximos meses, a XP aponta ainda a questão da reforma tributária, que segundo os analistas seria um “grande passo para destravar a economia”. Já no lado internacional, as tensões entre China e EUA podem se tornar um risco, principalmente se surgirem novas sanções ou descumprimento de acordos já feitos.

Carteira recomendada

A XP aproveitou sua revisão de projeção para o Ibovespa para também divulgar sua carteira recomendada para agosto, com apenas uma mudança: entra Locaweb (LWSA3) e sai EzTEc (EZTC3).

Segundo os analistas, esta alteração é visando “aumentar a exposição ao tema de tecnologia e varejo online”. Eles destacam ainda que a Locaweb “oferece uma combinação de crescimento forte (com alta rentabilidade) e perfil defensivo”.

A XP aponta que, embora os múltiplos da companhia pareçam altos, com as ações negociando em 9,8x EV/Receita em 2021 (vs. cerca de 11x para competidores globais de Software como Serviço (SaaS)), a expectativa é que o crescimento da Locaweb ultrapasse o de seus principais pares internacionais.

Com isso, a composição da carteira XP para agosto ficou em Banco do Brasil (BBAS3), Gerdau (GGBR4), Vale (VALE3), B3 (B3SA3), Vivara (VIVA3), Lojas Americanas (LAME4), Via Varejo (VVAR3), Localiza (RENT3), Locaweb (LWSA3) e Iguatemi (IGTA3).

INFOMONEY

Inflação pelo IPC-S fica em 0,49% em julho, mas é de 1,04% no ano

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou inflação de 0,49% em julho em todo o país. A taxa é superior ao 0,36% de junho, segundo dados divulgados hoje (3) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, o IPC-S acumula inflação de 1,04% no ano e de 2,40% em 12 meses.

Os maiores índices de inflação ficaram com transportes (1,22%), habitação (0,79%) e saúde e cuidados pessoais (0,58%). Outros grupos com aumento de preços foram comunicação (0,54%), despesas diversas (0,22%) e alimentação (0,13%).

Ao mesmo tempo, dois grupos tiveram deflação (queda de preços) em julho: educação, leitura e recreação (-0,60%) e vestuário (-0,45%).

O IPC-S é calculado com base em preços coletados em sete capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador e Porto Alegre.

FGV: confiança do empresário sobe pelo terceiro mês seguido

O Índice de Confiança Empresarial da Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 7,1 pontos de junho para julho deste ano. Com a terceira alta consecutiva, o indicador chegou a 87,5 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos, e recuperou 79% das perdas ocorridas no bimestre de março e abril, devido à pandemia de covid-19.

O Índice de Confiança Empresarial reúne os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas sondagens empresariais produzidas pela FGV: indústria, serviços, comércio e construção.

A alta da confiança em julho foi motivada tanto pelas expectativas quanto pela percepção dos empresários brasileiros sobre a situação atual. O Índice de Expectativas subiu 7,4 pontos e chegou a 89,8 pontos, enquanto o Índice da Situação Atual cresceu 7,1 pontos e atingiu para 79,7 pontos.

“O avanço da confiança empresarial em julho mostra que a economia continua em trajetória ascendente no início do segundo trimestre após o baque do trimestre anterior. A boa notícia é a consolidação de tendência de melhora da percepção dos empresários com relação à situação atual dos negócios, com indústria e comércio atingindo níveis de satisfação mais próximos à normalidade”, disse o pesquisador da FGV Aloisio Campelo Jr.

Para ele, no entanto, é preciso analisar essa tendência com cautela. “A incerteza continua elevada e mesmo os indicadores de expectativas, que saíram na frente, retratam hoje um sentimento que parece ser mais bem descrito como o de uma 'neutralidade sujeita a revisões'. Ainda é cedo para se pensar em uma retomada consistente de investimentos, por exemplo”.

Na análise dos setores, os quatro tiveram alta. O destaque ficou com a indústria (aumento de 12,2 pontos). O comércio teve a menor alta (1,7 ponto). Os demais setores tiveram os seguintes aumentos: serviços (7,3 pontos) e construção (6,6 pontos).

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