sexta, 15 de novembro de 2019
09/06/2017

A retomada do comércio exterior deve levar três anos


O diretor da Maersk Line para a Costa Leste da América do Sul, Antonio Dominguez, diz que serão necessários, ao menos, mais três anos para que o Brasil recupere os volumes de importação e exportação movimentados antes do início da crise econômica, em 2015. A projeção leva em conta o crescimento de 14% nas importações e o discreto aumento de 0,1% nas exportações no primeiro trimestre. No entanto, apesar da aparente recuperação, quando comparados com os índices verificados há alguns anos, a queda ainda é grande. Foram registradas quedas contínuas em 15 meses subsequentes, o que representou os piores níveis vistos desde os anos 90.

Além das crises econômica e institucional, para a Maersk, as exportações brasileiras também desbarram na falta de equipamentos e de espaço nos navios. O problema afeta cargas como milho, trigo e soja, que passam a ser embarcados a granel devido à escassez de contêineres em solo nacional. No caso das cargas reefer, os exportadores sentem o impacto da falta de contêineres no mercado nacional, pois os armadores agora têm de trazer equipamentos vazios para o Brasil para tê-los prontos para as exportações.

Dominguez aponta ainda a redução do preço do frete - que caiu 19% no ano passado, recuperando apenas 4,4% em 2017 - e o aumento dos custos com combustível como fatores que criam um momento de desafio para os armadores.

 

 



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