terça, 04 de agosto de 2020
09/06/2017

Retomadas operações no Complexo Portuário do Itajaí


A Autoridade Marítima determinou no final da tarde de ontem, quinta-feira, a abertura do acesso ao Complexo Portuário do Itajaí, porém, com restrições. No entanto, ainda no início da noite foram realizadas três manobras. Foi autorizada a saída de um navio que durante os 13 dias de barra impraticável estava atracado no Teporti, e a entrada de dois rebocadores, para o estaleiro Navship.

Para esta sexta-feira, 09, estão programadas quatro atracações, na Portonave, Teporti, Braskarne e Poly Terminais. Já para o final de semana, dias 10 e 11, estão previstas quatro atracações, três saída e uma mudança de berço.

A boa notícia nisso tudo é que, além da retomada das operações, vários navios que haviam omitido escala em Itajaí já solicitaram reagendamento.  



Blog

XP eleva projeção para o Ibovespa para 115 mil pontos em 2020 e destaca quatro fatores principais

Otimistas de que os efeitos da pandemia comecem a se dissipar nos próximos meses e que os estímulos econômicos e monetários sigam aumentando para ajudar os países, a XP Investimentos elevou sua projeção para o Ibovespa no fim deste ano de 112 mil pontos para 115 mil pontos (confira o relatório clicando aqui).

Em relatório publicado neste fim de semana, a equipe de Research da XP destaca que julho foi o quarto mês seguido de alta da bolsa brasileira e que isso se deu conforme “os riscos das três crises que o Brasil vive (Saúde, Econômica e Política) dão sinais de melhoras marginais”.

Desde o pior momento da crise, em março, o Ibovespa já subiu 62%, apesar de no ano ainda acumular perdas de 9,6% em reais, sendo queda de 30% em dólares. Com esta recuperação, a bolsa nacional já não é mais a pior do mundo, mas ainda ocupa o 5º lugar entre as piores.

 

 

Para justificar sua mudança de projeção, a XP destaca quatro fatores que devem mostrar melhoras neste segundo semestre:

  • 1. Os efeitos da pandemia comecem a se dissipar: A XP espera que os impactos da Covid-19 comece a se reduzir nos próximos meses, assumindo que haverá uma ou mais vacinas aprovadas até o fim do ano. Além disso, os analistas consideram que não haverá uma grave 2ª onda da pandemia. Contudo, pondera: “uma 2ª onda da Covid que leve a uma nova paralisação das atividades no mundo continua sendo o principal risco para os mercados globais”, destacam.
  • 2. Aumento dos estímulos econômicos e monetários: Os analistas destacam que, até agora, mais de US$ 20 trilhões já foram anunciados em pacotes monetários e fiscais ao redor do mundo, o que equivale a 23% do Produto Interno Bruto (PIB) global. A visão de que ainda teremos novos estímulos se dá por conta da dificuldade que o setor de serviços segue enfrentando e por ser a área onde mais se emprega pessoas no mundo, os governos terão a necessidade de ajudar.
  • 3. Recuperação das economias: Os países que passaram primeiro pela pandemia, como na Ásia e na Europa, já mostram claros sinais de recuperação econômica. Apesar das economias ainda darem sinais de impactos que ficarão por um tempo longo, como alto desemprego, alto endividamento dos governos, dentre outros, a rapidez da reabertura também tem surpreendido”, destaca a XP.
  • 4. Melhora da agenda política: Os analistas apontam que, após grandes tensões entre os três poderes no Brasil e a troca de três ministros só em maio, houve uma melhora gradual nas tensões políticas no país, e isso deve seguir evoluindo.

A equipe de análise também destaca que, em pesquisa feita com 357 assessores de investimento de escritórios autônomos filiados à XP, 82% acreditam que o Ibovespa superará os 110 mil pontos até o fim do ano, sendo a média de palpites de 111.074.

No caso do câmbio, os analistas da XP apontam uma maior estabilização do dólar frente ao real entre R$ 5,20 e R$ 5,40. “Porém, o câmbio ainda se encontra com alta volatilidade, o que é prejudicial para a economia real”, afirmam.

A XP lembra que o Dollar Index (índice que mede o dólar contra uma cesta de moedas) caiu 4% desde junho, enquanto o euro subiu 4,8% ante a divisa americana, ao passo que moedas emergentes ganharam 1,4% no período. Isso mostra que este movimento de queda do dólar não foi algo isolado e sim um sinal de fraqueza da moeda.

Entre os fatores apontados que ajudam a explicar o movimento estão a recuperação econômica de outros países, como os da Europa, a baixa taxa de juros nos Estados Unidos e o aumento de impressão de dinheiro por lá. Além disso, os grandes pacotes de estímulos também resultam em maior dívida, mais impressão de moeda e consequente valorização dos ativos como ações e commodities, caso de ouro, cobre e prata.

“Se esse movimento de fraqueza do dólar é sustentado ou não, ainda é difícil de dizer, pois o dólar continua sendo a moeda de reserva de valor no mundo, e a moeda que mais de 80% do comércio global se baseia”, explica a XP destacando a potência econômica que são os EUA, o que sustenta sua moeda.

 

 

“Uma taxa de câmbio mais estável é muito importante para que o Brasil consiga voltar a atrair investimentos de investidores e empresas estrangeiras”, afirmam. Diante disso, os analista mantiveram a projeção do câmbio, com dólar em R$ 5,20 ao fim deste ano e voltando para R$ 4,90 até o fim de 2021.

Entre os pontos de atenção para os investidores nos próximos meses, a XP aponta ainda a questão da reforma tributária, que segundo os analistas seria um “grande passo para destravar a economia”. Já no lado internacional, as tensões entre China e EUA podem se tornar um risco, principalmente se surgirem novas sanções ou descumprimento de acordos já feitos.

Carteira recomendada

A XP aproveitou sua revisão de projeção para o Ibovespa para também divulgar sua carteira recomendada para agosto, com apenas uma mudança: entra Locaweb (LWSA3) e sai EzTEc (EZTC3).

Segundo os analistas, esta alteração é visando “aumentar a exposição ao tema de tecnologia e varejo online”. Eles destacam ainda que a Locaweb “oferece uma combinação de crescimento forte (com alta rentabilidade) e perfil defensivo”.

A XP aponta que, embora os múltiplos da companhia pareçam altos, com as ações negociando em 9,8x EV/Receita em 2021 (vs. cerca de 11x para competidores globais de Software como Serviço (SaaS)), a expectativa é que o crescimento da Locaweb ultrapasse o de seus principais pares internacionais.

Com isso, a composição da carteira XP para agosto ficou em Banco do Brasil (BBAS3), Gerdau (GGBR4), Vale (VALE3), B3 (B3SA3), Vivara (VIVA3), Lojas Americanas (LAME4), Via Varejo (VVAR3), Localiza (RENT3), Locaweb (LWSA3) e Iguatemi (IGTA3).

INFOMONEY

Inflação pelo IPC-S fica em 0,49% em julho, mas é de 1,04% no ano

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou inflação de 0,49% em julho em todo o país. A taxa é superior ao 0,36% de junho, segundo dados divulgados hoje (3) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, o IPC-S acumula inflação de 1,04% no ano e de 2,40% em 12 meses.

Os maiores índices de inflação ficaram com transportes (1,22%), habitação (0,79%) e saúde e cuidados pessoais (0,58%). Outros grupos com aumento de preços foram comunicação (0,54%), despesas diversas (0,22%) e alimentação (0,13%).

Ao mesmo tempo, dois grupos tiveram deflação (queda de preços) em julho: educação, leitura e recreação (-0,60%) e vestuário (-0,45%).

O IPC-S é calculado com base em preços coletados em sete capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador e Porto Alegre.

FGV: confiança do empresário sobe pelo terceiro mês seguido

O Índice de Confiança Empresarial da Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 7,1 pontos de junho para julho deste ano. Com a terceira alta consecutiva, o indicador chegou a 87,5 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos, e recuperou 79% das perdas ocorridas no bimestre de março e abril, devido à pandemia de covid-19.

O Índice de Confiança Empresarial reúne os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas sondagens empresariais produzidas pela FGV: indústria, serviços, comércio e construção.

A alta da confiança em julho foi motivada tanto pelas expectativas quanto pela percepção dos empresários brasileiros sobre a situação atual. O Índice de Expectativas subiu 7,4 pontos e chegou a 89,8 pontos, enquanto o Índice da Situação Atual cresceu 7,1 pontos e atingiu para 79,7 pontos.

“O avanço da confiança empresarial em julho mostra que a economia continua em trajetória ascendente no início do segundo trimestre após o baque do trimestre anterior. A boa notícia é a consolidação de tendência de melhora da percepção dos empresários com relação à situação atual dos negócios, com indústria e comércio atingindo níveis de satisfação mais próximos à normalidade”, disse o pesquisador da FGV Aloisio Campelo Jr.

Para ele, no entanto, é preciso analisar essa tendência com cautela. “A incerteza continua elevada e mesmo os indicadores de expectativas, que saíram na frente, retratam hoje um sentimento que parece ser mais bem descrito como o de uma 'neutralidade sujeita a revisões'. Ainda é cedo para se pensar em uma retomada consistente de investimentos, por exemplo”.

Na análise dos setores, os quatro tiveram alta. O destaque ficou com a indústria (aumento de 12,2 pontos). O comércio teve a menor alta (1,7 ponto). Os demais setores tiveram os seguintes aumentos: serviços (7,3 pontos) e construção (6,6 pontos).

© Copyright 2000-2014 Editora Bittencourt