sexta, 20 de setembro de 2019
07/06/2017

Falta de contêineres reefers pode prejudicar exportações de SC


A falta de contêineres no mercado, que está prejudicando as remessas de frutas, peixes, carnes de frango, bovina e suína, entre outros produtos que necessitam de transporte com temperaturas controladas em outros estados do Sul do Brasil também pode chegar a Santa Catarina. O problema ainda não chegou ao estado porque os três principais terminais portuários especializados em congelados em Santa Catarina - APM Terminals Itajaí, Portonave e Porto Itapoá - pertencerem aos dois principais armadores do mercado, MSC e Maersk, que são os dois principais armadores que operaram no transporte de reefers e juntos concentram mais de 85% dos equipamentos.

No entanto, segundo especialistas, o problema tende a chegar também a SC, devido ao grande desequilíbrio entre as importações e exportações brasileiras. Isso faz com que os armadores redirecionem os contêineres para regiões com melhores níveis de frete. E o pior é que não há como amenizar o problema porque é uma situação de mercado. O hemisfério Sul está entrando no inverno enquanto o hemisfério norte está entrando no verão. A carga congelada aumenta para esse mercado de consumo e, portanto, há uma maior distribuição de produtos congelados para toda Europa, Ásia e América do Norte.

Na outra ponta da cadeia logística, os armadores confirmam a falta de contêineres reefer no mercado brasileiro. O armador Hamburg Süd informa que o problema não ocorre apenas no Sul do Brasil, mas também no Uruguai e Argentina. Já a Maersk diz que a falta de equipamento atingiu igualmente os armadores e “por consequência os exportadores que embarcam suas cargas do porto de Itajaí.” Segundo a empresa, a situação da reposição dos vazios deve diminuir no segundo semestre. “Mas os armadores de maneira geral ainda terão bastante dificuldades de manter o fluxo de vazios retornando ao Brasil”. 



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