segunda, 17 de fevereiro de 2020
31/05/2017

Descartada a possibilidade de Itajaí ter sistema de monitoramento de correntes marítimas


Está descartada a possibilidade do Complexo Portuário do Itajaí-Açu ganhar um sistema de monitoramento de correntes marítimas. A implantação do equipamento, que vem sendo estudada há mais de um ano, é de fundamental importância para garantir a segurança das manobras nos canais de acesso do Porto de Itajaí e demais terminais que compõem o Complexo e seria custeada pelos terminais Portonave e APM Terminals Itajaí e pela empresa Itajaí & Navegantes Pilots, responsável pelas manobras de atracação e desatracação. No entanto, a instalação do equipamento depende do aval da Autoridade Portuária, no caso, a Superintendência do Porto de Itajaí (SPI).

O equipamento é uma necessidade para o Complexo Portuário, porque agregaria seguranças às tomadas de decisões da Praticagem e Delegacia da Capitania dos Porto de Itajaí com relação às condições de navegabilidade. Segundo a Praticagem, hoje as decisões são tomadas de forma intuitiva e tendo como base as informações passadas pelos navios, enquanto o sistema faria de forma segura o monitoramento de correntes marítimas, ventos e ondas.

Tantos os especialistas da Praticagem, quanto os técnicos dos terminais, concordam que Itajaí precisa do equipamento, pois sua utilização reduziria significativamente os período de fechamento de barra e, consequentemente, as perdas, pois sem parâmetros seguros, a Praticagem tende a ser mais conservadora na hora de definir se as manobras são viáveis ou não.

O superintendente do Porto de Itajaí, Marcelo Werner Salles, concorda que o uso do equipamento tende a facilitar as avaliações e pode reduzir o tempo de fechamento da barra. No entanto, diz que o processo de aquisição do sistema pela iniciativa privada e a transferência para o Porto de Itajaí certamente vai acarretar no ressarcimento dos investimentos pela SPI, o que é ilegal, porque esse tipo de aquisição somente pode ser feito por órgãos públicos mediante processo licitatório. E a SPI é uma autarquia municipal. 



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